Chega de Bolsonaro e políticas repetidas

Sim, isso é um manifesto!

Resistência Pagã, 2017, fotografia de Deni Maliska

Chega de assistir a figuras humanas protótipos do grotesco! Chega de dar atenção, mesmo que seja pra falar mal, à mídia do abutre.

Não enxergas o tempo que te foi roubado?!

Não consegues entender o objetivo de tudo isto?! Eles querem que você os leiam. Os dê ouvidos e mesmo que seja estrume, os comam, e fique indigesto.

Eu ainda não entendi, como a figura grotesca de Jair Bolsonaro, pôde conseguir tanto ibope em redes sociais depois do festival de horrores.

A atenção tão desejada, por mais que vexatória, lhe foi dada.

Apesar da postura em se manter cuspindo todo veneno virótico do ódio, logrou a tão bem planejada, repercussão.

E eu ainda sei que aqueles grupos numa rede social aí que começa com “F” tem 97372963719377 KK seguidores, rs.

Quer se revoltar? Quer de fato mudança? Quer de fato a new politics?

SAIA do sofá!

Não assista a mídias inúteis, bem ou mal, era um programa dentro de um estúdio, e você sabia o que esperar de tudo aquilo.

Converse com quem está morando na rua, saiba como é sua vida, ouça o que os outros têm a lhe contar…

Seja humilde. Não discrimine a nada, e se acontecer e você notar, não cometa mais o mesmo erro!

Escute o que os outros têm a lhe falar. Sinta que tudo a sua volta é aprendizado. Pare de simplesmente ir e voltar todo dia do trabalho, sem olhar as ruas. E depois, assistir um debate falcatrua, de um “homem” implorando, inconvenientemente, pela sua atenção, e depois rir dos memes de internet e ser a pauta da cerveja de sexta.

Você ainda não entendeu o objetivo de toda a exposição?

Queridos, aprendam, nessa terra, o diabo virou diabo por ser velho. As igrejas só são igrejas porque ficaram nessa terra desde o seu descobrimento (invasão e extermínio).

Quero deixar aqui uma parte de um diálogo de uma cena do filme A Cidade Imaginária, 2014, do diretor Ugo Giorgetti. O diálogo é entre um revolucionário e um padre Jesuíta, ambos imigrantes, enquanto esperam para descer do navio recém aportado em Santos:

Padre: “Fique certo meu filho, você não nos intimida. Estamos nesta terra há mais de 300 anos, chegamos com os primeiros navegadores. Nos misturamos com os índios, fizemos deles nossos discípulos, aliados. Somos antigos meu caro jovem, muito antigos.”
Raul: “Eu sei padre, mas não são indestrutíveis”
Padre: “Talvez não, mas isso depende de Deus. Os homens já tentaram muitas vezes, mas ainda estamos aqui. Temos quase 2 mil anos, enfrentamos todas as crises, todas as separações, todas as heresias, fomos martirizados pela própria Roma…”
“Quando parecemos mais fracos, é que estamos mais fortes. Acreditamos no tempo que corre ao nosso favor, somos já parte da eternidade”

Esse diálogo em uma visão poética, representaria O idealismo, a mudança, união e fraternidade contra A dominação, a instituição. Leia-o como dois sentimentos que se dialogam contra duas forças antigas. A igreja é a instituição antiquada. A república é a ruptura dela. Por isso eu o questiono:

Seria então, a droga que nos mantém cegos, a cultura midiática?

O veneno que nos mantém atados é o mesmo que nos parece distração?

A saída é a união, com quem de fato tem a vida crua. Precisamos saber que fazer a diferença é com atitude e sentimento, sem simbolismos, nem ironias que te levam à lugar nenhum.

Os futuristas já queriam queimar tudo! Sem radicalismos, o que precisamos é de integração. Aquele velho ditado que todos nós conhecemos, tem bastante sabedoria:

A união faz a força!

Então pare de dar atenção para Jair Bolsonaro. Ele tem seu voto?

Por que direcionar sua energia ao ódio com tanto amor à nossa volta?

Não vamos mais julgar o coleguinha, tentar prejudicar o companheiro de trabalho, forjar atestados falsos, a menina muito liberal e mente aberta que fala mal da amiguinha, os parceiros tóxicos, e as amizades cruelmente egoístas. Aqui ninguém é estátua, ou totem.

Vamos nos incitar a apenas entrar no êxtase pelo que é belo, e o belo é o que ainda não vivemos, mas que liberta.