Como pintar um quadro do zero

Por que estamos tão desestimulados a iniciar o que queremos?

Photo by Kelly Sikkema on Unsplash

Eis que o desafio lhe apresenta à sua frente real e grandioso num primeiro olhar, e você se encontra diante da verve da qual não sabe nem por onde desenvolve-la. No meio do lixo, brilha como diamante a ideia ou o desafio do que se segue.


O primeiro plano do quadro desvia a atenção à outro plano que não a obra — e entenda aqui obra como sua meta, planejamento, é isto que você está tentando pincelar, certo? — mas sim, a inaptidão de provoca-la, de fluir e tomar a primeira decisão: que tinta e cor usar.

Ora, a tinta à óleo é a referência de artistas do século XXI e suas preferências a quem as dão atenção, mesmo que nem sempre tenha sido assim, mas, a decisão que aponto o caminho às ideias, pode ser (e geralmente são) diversos. Isto significa, em outro patamar, que não há modelos e os problemas — que já de início aqui, você os formula — não existem.

Muitas luzes brilhando simultaneamente nos conduzem ao ponto de embriaguez, trazendo pessoas da ilusão à realidade; dificuldades ou ações de um trabalho à ser feito à muito por ela. Sendo assim, a decisão do pincel que você usará deverá ser clara e concisa no objetivo que tem neste momento, mesmo que nada pareça claro inicialmente.

Dito isto, a mira que tem ao que você quer, na realidade, para seu futuro quadro pronto, deve leva-lo à meditação do passos antes. O silêncio, de um lado, traz, de outro, o ruído da bomba.

A dificuldade de prosseguir e dar forma é paralisante nestes momentos.

Empresários usam fórmulas prontas do sucesso de outros businessman — ou nêmesis — que já finalizaram seus quadros, simplesmente porquê querem o resultado, a trilha curta para as palmas anônimas no finito, mas não a decisão da paleta e moldura própria para estabelecer seu quadro único à parede.

O caráter espinhoso da tarefa não justifica, por si mesmo, qualquer tipo de renúncia à busca de seu cumprimento. A introduzir pelos desafios encontrados, e digo desafios, pois, como mencionado à pouco, problemas não existem, quando não os rotulamos, tais situações, como tal.

E o leitor, agora, deve pensar que tudo isso é mais fácil na teoria do que na pratica. Óbvio que o é! Ora, há que se sujar as mãos com tintas e as misturas das cores primárias com atenção especial em determinados movimentos durante a construção do caminho.

O alívio que se tem aqui, e que se deve ter consciência, é o de que, sempre teremos outras telas em branco para se tentar novamente.

A iluminação nesta caminhada vem de ideias passadas por ponderação, uma elucubração como braço direito, confiança quase onde já não se achava haver antes para prosseguir. E prosseguir. Com isso, ainda assim, sem permitir que, como o soberano que se identificava com o sol e, em consequência trágica, assistia somente à claridade de sua luz pessoal pífia, caia-se na rede de auto enganação de uma criação findada ou uma masterpiece soberana nula.

Nada é findado.

A claridade vêm do interior para o exterior. Não permita, nem se deixe achar que, o núcleo do conceito e propósito na obra corroa o edifício inteiro — em grande parte ainda inconsciente por falta de ponderação.

Existem muitas telas, muitas tintas e técnicas inexploradas para as desenvolver. É, tudo isso, já que só existe o agora, tempo de mudanças, medos e incertezas, mas, grandes mestres trabalham e aprendem em conjunto, principalmente no início. Dê-me sua mão, mestre de si, e prosseguimos juntos. Estabeleça os passos para sua meta.

foto por Lucas Collito