Empatia e comunicação: o que tem a ver?
Estamos sendo empáticos em nossos diálogos? Como se comunicar efetivamente e ouvir com atenção e sem julgamentos?

Ninguém se sente confortável em situações em que estamos querendo comunicar algo e o outro parece não ouvir, ou até mesmo, quando estamos tentando um diálogo no meio do fogo cruzado.
Em boa parte do dia vivenciamos monólogos e desinteresse.
Diria que os canais de comunicação possuem um percentual de culpa nisso, afinal, a comunicação nos ensinou durante anos a não ter diálogos e sim a ter invasão e tentativas de conexões irreais com o consumidor.
Mas o problema tá mais embaixo, a comunicação por si só não é a principal culpada e sim seu emissor.
O emissor se torna culpado por durante anos não escutar a ele mesmo, portanto, como que uma pessoa que não se escuta vai conseguir ouvir o outro com atenção?
Somos ensinados a ignorar o que sentimos, a fingir que tudo vai ficar bem e a evitar entrar em contato com nossas emoções, sempre fugindo.
Ensinamos boa parte das crianças a não chorarem e que não podem sentirem algo que não seja alegria, quando elas começam já escutam as seguintes frases: “engole o choro” e “pare de frescura”. Praticamente um pedido para se tornarem mini robôs, como fizeram conosco há um tempo atrás.
Nos tornaram uma mini fábrica de pessoas com zero autoconhecimento e tão pouco afim de ter sobre alguém.
Com isso, gera-se uma falta de empatia interna e externa, e mais uma vez, se não me escuto, porque vou ouvir você?
Tornando os diálogos rasos cheios de desinteresse e desconexões.
A gente deixa a correria dominar nossos dias, a vontade de se demonstrar superior em um diálogo ou até mesmo o nervosismos. Tudo isso impede o vínculo, autenticidade da conversa.
Esquecemos que quando alguém compartilha algo, ele está criando uma ponte, um caminho para desfrutarem umas das coisas mais lindas da vida, a conexão humana.
Ao se desconectar em um diálogo você quebra isso, não cria empatia e se limita ao seu universo.
A empatia, no entanto, nos convida a esvaziar a mente e escutar os outros com todo nosso ser. (Marshall Rosenberg)
E, cara, isso não enriquece só suas relações como a você mesmo, olhar para o outro com atenção e presença, te torna mais presente em si.
Te convido, em seus próximos diálogos a ouvir mais do que falar e quando for se comunicar, se expressar com todo o seu ser e autenticidade, não apenas querendo se sobrepor ao outro.
Vamos tentar? 😊

