Esquerda, Direita e Hegemonia Cultural.

Depois da Ditadura Militar, a Esquerda se infiltrou em diversas áreas responsáveis pela comunicação e difusão de ideias.

Assim, com idas e vindas, a esquerda consolidou a chamada “Hegemonia Cultural” (uma grande parte da nossa cultura nacional foi “moldada” pelas ideias da esquerda).

Como exemplo, podemos citar Universidades, produções acadêmicas, escolas, cinema, literatura e uma grande parte da intelectualidade.

O ponto principal dessas ideias é a famosa “luta de classes”: Nosso modelo econômico capitalista não é adequado para satisfazer necessidades humanas, porque enriquece poucos.

A esquerda, nos últimos tempos tomou o poder e por uma série de fatores, essa experiência se mostrou um desastre.


Uma (nova) Direita está, aos poucos, tomando terreno, consolidando uma nova hegemonia cultural e disputando a imaginação nacional.

Conforme eu pontuei numa outra publicação:

Enquanto a esquerda “bate na tecla” da luta de classes e a questão social, o foco da direita é a moralização nacional e um capitalismo eficiente.
São partidos que definem as questões eleitorais mais relevantes. Está percebendo que políticos que você nunca viu pessoalmente “moldam” os assuntos das suas conversas particulares?
E você é obrigado a pensar dentro dessa lógica, votando de acordo com ela. Uma democracia onde o povo participa não é uma democracia.
É justamente o contrário: Uma democracia real acontece quando políticos participam das conversas do povo.

Para escapar dessa lógica:

Alguns candidatos ao cargo de deputados compareceram no espaço Greenplace, no dia 27, às 19 horas, rua Prof. Gustavo Brandes, Blumenau, para discutir as respectivas propostas deles com um público interessado.

O evento “Fala candidato” organizado pela Greenplace desafia nossos políticos a comentar diretamente com a população.

(Mais informações aqui).


Por fim, os candidatos ganharam, como “agradecimento”, isto:

Cada um deles pode postar esse “diploma de outsider” no facebook para construir uma reputação maior com o eleitorado.

Como todos possuem os mesmos argumentos e recursos para ganhar a confiança, em tese, o melhor candidato vencerá.


O eleitorado está, sutilmente, “colonizando” a imaginação e a linguagem dos candidatos.

Logo, todas as instituições políticas e os partidos precisarão pensar dentro do esquema pré-definido pelas pessoas comuns.

Toda a ideologia partidária será repaginada para “caber” dentro das demandas comuns.

O Brasil precisa estar presente em cada palavra, gesto ou pensamento dos discursos oficiais.

Por fim, a Hegemonia Intelectual e a Moral serão populares.

A Sociedade civil definirá o que é virtude, vício, corrupção política e as questões estratégias para debates qualificados.