Festival de besteiras que assolam o país — edição de março de 2016

Leitor, por onde começar?

Estes têm sido tempos turbulentos para o Brasil. Dias de fúria, sede de sangue e justiça. As notícias se sucedem na velocidade da luz e ninguém sabe onde estaremos no segundo seguinte. Denúncias de corrupção, confrontos nas ruas, direita x esquerda, “Fora Lula” x “Ah, mas e o Aécio”, petralha x coxinha x isentão, mortadela x filé mignon, “Abaixo a Rede Globo” x “Intervenção Militar Já” x “Abaixo as calcinhas e queremos a dita dura”. Grampos, delações, delcídios, salvadores da pátria, redes sociais em transe, Dom Bertrand de Orleans e Bragança… Momento certo para reabrirmos o Febeapá — o Festival de Besteiras que Assolam o País.

Continuamos aqui, portanto, uma honrosa tradição pátria, começada por Sérgio Porto, vulgo Stanislaw Ponte Preta, em 1966, para deixar à posteridade o que de melhor a História do Brasil tem produzido.

Sem mais delongas, então, aos trabalhos.


Tentativa frustrada de resumir a Semana da Coxinha de Mortadela

Após 2 anos de Operação Lava Jato, uma superinvestigação que revelou os esquemas de desvio de dinheiro e parceria público-privada na corrupção sistêmica da Petrobrás, o país entra finalmente em convulsão epiléptica. Não sobrou nenhuma hipérbole enterrada.

Assombrada por uma crise econômica nível 20 na escala Richter, e abandonada por aqueles que ela abandonou, a presidenta Dilma Rousseff tenta governar o país e livrar-se de um processo de impeachment, não necessariamente nesta ordem.

Enquanto ela mudava de ministros de economia e coordenadores políticos, as investigações chegavam mais e mais perto do Planalto, até que, no dia 04 de março, a Polícia Federal conduziu o ex-presidente e candidato para 2018 Luís Inácio Lula da Silva, coercitivamente, para que ele contasse causos com exclusividade no Aeroporto de Congonhas.

Dias depois, tendo mais com que trabalhar do que pedalinhos de sítio, os jornalistas divulgaram que bens de Lula estavam sendo guardados em contêineres bancados pela OAS como sendo “material de escritório” dela — não ela d. Marisa, ela OAS. As novas informações só fizeram acirrar os ânimos antes de uma passeata contra a presidente e o PT no dia 13 de março. Nas manifestações nacionais contra a corrupção que varreram o país, somente uma certeza:

Para os do contra, isso era coisa de branco rico.

Nada de anormal. Afinal, no passado recente do Brasil, da Passeata dos Cem Mil ao Fora Collor, essas manifestações continham basicamente brancos, empresários, classe média alta etc. De novidade mesmo, só o cruzamento com o carnaval baiano, proporcionando um ambiente diferenciado para a direita festiva.

No dia 11, o maior partido da base do governo, também investigado na Lava Jato, havia feito sua convenção anual e decidira deixar o governo para defender o impeachment da presidente por envolvimento na Lava Jato.

Imagens exclusivas da convenção do PMDB.

Depois das passeatas, p̶a̶r̶a̶ ̶e̶v̶i̶t̶a̶r̶ ̶q̶u̶e̶ ̶o̶ ̶l̶í̶d̶e̶r̶ ̶d̶o̶ ̶p̶a̶r̶t̶i̶d̶o̶ ̶f̶o̶s̶s̶e̶ ̶p̶r̶e̶s̶o̶ ̶p̶o̶r̶ ̶u̶m̶ ̶j̶u̶i̶z̶ ̶d̶e̶ ̶p̶r̶i̶m̶e̶i̶r̶a̶ ̶i̶n̶s̶t̶â̶n̶c̶i̶a̶, para ajudá-la a tirar o Brasil da crise, Dilma resolve nomear Lula ministro da Casa Civil, cargo que já foi de José Dirceu e Erenice Guerra, ou seja, que dá uma urucubaca danada.

Não deu outra. Ato contínuo, o juiz federal Sérgio Moro, que já aprontara com a tal da condução coercitiva do Lula, liberou áudio de grampo no telefone do ex-presidente, com anuência do Procurador Geral, Rodrigo Janot. Pausa para o momento Britney Spears do dr. Moro:

Não havia muita coisa que fosse interessar à investigação, mas havia Lula xingando indiscriminadamente aliados e desafetos, indignando feministas e o Lewandovski:

O que leva uma pessoa vacinada, maior de idade, viajada, experiente e investigada a usar o telefone ou qualquer tipo de tecnologia de comunicação mais moderna que uma conversa frente a frente para dizer o que pensa é um mistério para Sérgio Chapelin e o Globo Repórter. No dia 17, Lula bem que publicou uma carta conciliadora, mas ninguém queria ler mais nada.

Ainda há o tal do “termo de posse” para Lula assinar, a ser mandado pela presidente por um certo Bessias (Messias com nariz entupido), quando a praxe manda que a posse seja pessoal. Para que a pressa, minha gente?

Lula acaba indo à posse em Brasília, na quinta dia 17, onde a presidente profere histórico discurso pela liberdade de expressão e o combate à corrupção nos limtes da legalidade. Ela também afirma que tem um “projeto para o Brasil”, que “olha, sobretudo, para o seu povo, para aquela parcela do povo que é a mais sofrida, que sempre foi a grande maioria da população excluída dos benefícios da riqueza desse imenso e maravilhoso País”. É um retrato emocionante do seu governo.

Com a elegância, a classe e o bom gosto de quem cometeu Verdades Secretas, entre outras tragédias, o autor de telenovelas Walcyr Carrasco resume o espírito das ruas:

O dia 16 passa em velocidade tão vertiginosa que a Globo, para dar tempo de o espectador recuperar o fôlego, interrompe a novela para exibir mais uma “história de bicha” de Benedito Ruy Barbosa, Velho Chico. Nas ruas, a elite já não é mais branca.

Montagem de fotos de Felipe Malavasi e Fernando DK para Democratize.

Na quinta-feira, com o povo nas tamancas, o Congresso define a comissão multipartidária que vai decidir se abre o processo de impeachment. É uma equipe formada por muitas pessoas de bem, como Quintella Lessa (PR-AL), José Mentor (PT-SP), Shéridan Oliveira (PSDB-RR), Marco “não compro mais da Boticário” Feliciano (PSC-SP), Rodrigo Maia (DEM-RJ), João Bacelar (PTN-BA), Washington Reis (PMDB-RJ), e o rei do pastel de Campos do Jordão, o dono da Eucatex, o governador perpétuo de São Paulo, aquele que @ mas faz, o seu, o meu, o nosso Paulo Maluf!!!!!

Como se o fogo já não estivesse alto, mais autoridades abrem a boca. No dia 18, o novo Ministro da Justiça, o procurador Eugênio Aragão, dá entrevista à Folha para dizer que já tomou o Santo Daime e, principalmente:

Sendo informado da declaração, o Presidente da Associação Nacional dos delegados da Polícia Federal, Carlos Miguel Sobral, dá uma de Silvio Frota nos tempos do presidente Geisel, e termina de chutar o pau da barraca com esta declaração:

Durma-se com um barulho desses — só na base do Stilnox. Nesse ínterim, a plebe se engalfinha nas redes sociais. Se a civilidade já não andava lá nenhuma coca-cola, agora virou Pepsi de vez.

Novas passeatas no dia 18, desta vez em defesa do governo, mas ainda contra a impunidade. As palavras de ordem mudam e arrastam outra multidão para as ruas, vestidos da mesma cor que o símbolo do Partido Republicano dos Estados Unidos. Nos dias anteriores, quem saísse às ruas de vermelho, levava porrada. Na sexta à tarde, quem saísse com cara de jornalista da Globo levava sarrafo. A piada entre os antilulistas era de que o apoio fora comprado com sanduíche de mortadela:

Em qualquer caso, se a Maeve Jinkings participou da manifestação por causa de pão com mortadela, o salário da Globo deve estar uma miséria.

Esse pessoal está mais com cara de mortadela gourmet. Foto: Lauro Alves/Agência RBS para Zero Hora.

No STF, o charmoso ministro Gilmar Mendes corta o barato da turma:

Não que isso importe para os torcedores. O passatempo preferido dos internautas no sábado 19 foi medir tamanho de jararaca na Paulista. Numa sociedade patriarcal, competir para ver quem tem o maior membro é passatempo nacional.

Tudo bem, mas e o Aécio?

Com tantos astros, o noticiário finalmente consegue conquistar audiência.


All zê níus détis fêt tchu print, já dizia o New York Times

A melhor cobertura dos acontecimentos, como de costume, coube a José Simão, e aos sites Sensacionalista e Piauí Herald. O resto da imprensa, porém, não decepcionou.

A Globo News, num show de imparcialidade e dedicação jornalística, cobriu todos os recônditos das manifestações do 13 de março no Brasil. No estúdio, Cristiana Lobo parecia estar em cativeiro para comentar todos os pormenores. No dia 18 de março, data dos protestos anti-impeachment, o canal a cabo repetiu a dose de jornalismo destemido.

Grandes desempenhos, aliás, por todos os cantos das Organizações Globo. Na noite do dia 16, após ler a transcrição de trechos das ligações de Lula num jogral com Renata Vasconcellos (“O Paulo Cesar Pereio daria mais emoção à coisa”, segundo amigo meu), William Bonner, o apresentador do Jornal Nacional, comete o mais esclarecedor ato falho desde que Ricardo Noblat, de O Globo, disse isso:

Ao divulgar nota da Presidência sobre o vazamento das gravações, Bonner confunde Dilma com alguém que não está no poder faz 13 anos. Quem? Como quem?! Ora, o príncipe dos sociólogos! O homem da reeleição! Aquele contra quem todo blogueiro e jornalista de esquerda mede os governos do Partido dos Trabalhadores:

Na manhã do dia 17, Giuliana Morrone, na bancada de Brasília do Bom Dia Brasil, anuncia que a manifestação da noite anterior em frente ao Palácio do Planalto “tinha realmente muita gente: cinco mil pessoas segundo as estimativas”. É de se imaginar que pronome ela usaria para definir o milhão da Avenida Paulista no domingo anterior…

Com os atropelos de fatos e os nervos à flor da pele, erros jornalísticos — ou “barrigas”, no jargão da área — saíram às pencas. Na tarde do dia 15, antes mesmo que o ex-presidente tivesse decidido qualquer coisa, Maria Beltrão relatava pronunciamento “oficial” na Globo News:

Na noite do dia 16, Cynara Menezes, no seu Socialista Morena, amplificada por Renato Rovai, em seu blog na Forum, anunciava um furo de reportagem:

Era um furo, sim, mas não no sentido em que ela pensou: ouve-se primeiro as vozes do lado da presidente porque o grampo se inicia assim que a ligação é completada, mesmo que o receptor ainda não a tenha atendido. Assim como abriga milhões de técnicos de futebol, o Brasil passou a contar nos últimos dias com milhares de especialistas em escutas telefônicas.

Na manhã do dia 17, ainda atordoada pelos acontecimentos do dia anterior, Carta Capital, por falta de coisa melhor à espera de que Mino Carta datilografasse seu editorial, abre o dia no Twitter com uma notícia bem pertinente:

Se a imprensa nacional se encalacrou toda, mais ainda a estrangeira. Segundo matéria da BBC inglesa de 16 de março, “não é só a imprensa que está falando de crise”. E cita o Senador Tasso Jereissati para expor que os políticos também não pensam em outra coisa. O jornalista esqueceu-se apenas de mencionar que, no Brasil, os interesses dos políticos e os dos meios de comunicação nem sempre são duas coisas. Afinal, em sua identidade secreta, o senador Jereissati é dono de rádios e TVs no Ceará.

De volta ao Brasil, não há nenhum tanque nas ruas, mas não é esta a impressão de quem lê o jornal O Estado de S. Paulo. Como observou Dairan Paul, no Observatório da Imprensa, o Estadão, em editorial do dia 13, repetia quase as mesmas palavras de outro editorial, o do extinto Correio da Manhã do Rio, de 31 de março de 1964, data da “gloriosa revolução”. “Basta!”, clamam os dois editoriais:

Não satisfeito ainda, o Estadão achou de ser mais explícito no seu editorial do dia 17, em que atribui o golpe ao governo:

Com palavras como “gangsterismo”, “bando”, “tigrada” e “fancaria”, a intenção do texto pode até ter sido Ben Bradlee, o lendário editor do Washington Post, mas o resultado ficou mais para pomba-gira do Carlos Lacerda. Ou textão do Facebook.


É golpe ou não é?

Esta foi a pergunta que intrigou muita gente na semana. Pela quantidade de vezes em que a palavra foi pronunciada, parecia haver um consenso de que era. O problema era saber quem estava dando o tal golpe em quem.

Certo, certo mesmo, só que a Folha de S. Paulo é golpista. Daí em diante, ninguém sabe se o jornal arquiteta um golpe de direita, esquerda ou vai de centro-avante.

No dia 17, por exemplo, Dilma dava um tremendo golpe em quem ainda a apoiava.

No dia 18, durante os protestos contra Dilma, manifestantes deram um golpe no líder dos Revoltados Online, Marcello Reis, porque “ele é comunista. Tá do lado do Aécio.” Isso quer dizer, então, que o Aécio está do lado do Lula e do Foro de São Paulo?

À direita no ringue, seguindo o Estadão, o golpe já foi dado pelo Lula:

À esquerda, o golpe foi do Procurador-Geral Rodrigo Janot:

Não, é da Globo:

Não, é do novo Ministro da Justiça:

Ou, no melhor estilo Matrix, é tudo uma ilusão, pois o golpe é do golpe:

Há uma inflação de golpes:

O importante é que você não se engane:

Deixa pra lá.



Os paladinos da justiça

A Operação Lava Jato, como se sabe, é o resultado de uma bem-azeitada força-tarefa de procuradores, juízes e delegados federais. De qualquer maneira, o seu garoto-propaganda e líder não-declarado é o juiz Sérgio Moro, da Justiça Federal no Paraná. É ele quem aparece olhando para o infinito nas fotos da imprensa, é ele quem a multidão saúda como herói e/ou santo e/ou esperança para reverter o 7 a 1, e é ele quem realiza as canetadas que vão abalar o país.

O dr. Moro causou uma revolução no meio jurídico há algumas semanas, ao criar a condução coercitiva “pela surpresa” para evitar tumultos, mas já conhecida com antecedência por toda a torcida do Corinthians.

Na quarta dia 17, em despacho para justificar a divulgação de diálogos gravados de Lula com autoridades, menciona, como precedente jurídico, que isso já aconteceu com outro presidente da República, Richard Nixon, o qual, como todo guri em idade escolar sabe, governou o Brasil de 1969 a 1974.

Com a imensa popularidade de Moro, não tardou que outros representantes do Poder Judiciário quisessem se banhar nas águas douradas da fama também. Na sexta dia 11, os promotores e especialistas em filosofia Cassio Conserino, José Carlos Blat e Fernando Henrique Araújo pedem prisão preventiva de Lula com base em fotos dele em pé num corredor e no medo de que o ex-presidente movimente “toda a sua rede violenta de apoio para evitar que o processo crime que se inicia com a presente denúncia não tenha seu curso natural”. Prova documental, para quê?

Fundamentação para prisão preventiva de Lula.

A partir da quinta dia 17, Lula, aquele que dissera que ladrão pobre vai para a cadeia e rico vira ministro, teve sua posse na Casa Civil sustada por uma saraivada de liminares. Entre todos esses, sobressaiu um magistrado com cabeleira de Delcídio do Amaral e nome de personagem de Lima Barreto, Itagiba Catta Preta Neto. Norteado pelos princípios da imparcialidade, do decoro, da prudência, da integridade pessoal e profissional, expostos no artigo 1º do Código de Ética da Magistratura, o dr. Catta Preta Neto foi o primeiro a detectar indícios de crime de responsabilidade na nomeação do ex-presidente. Agia, assim, com a celeridade, a discrição e o desapego que norteiam os grandes magistrados.

Neste mar de fama, uma juíza causou espanto ao nadar contra a maré. Encarregada de decidir sobre o pedido de prisão de Lula pelo Ministério Público de SP, a dra. Maria Priscilla Ernandes Veiga Oliveira enfrentou com galhardia o assédio da imprensa. O Globo chegou a obter furo com a descoberta, na vida pessoal da juíza, de elementos que a capacitavam para a missão de que fora incumbida:

Vendo-se naquela sinuca de bico, a dra. Veiga Oliveira, enfim, pronunciou-se num despacho bem fundamentado, que a torna vencedora, por candidata única, ao Prêmio Anti-Febeapá de março:



Para mostrar tanto sua indignação quanto o orgulho de ser brasileiro, muitos repetiram 2015, saindo às ruas com a camisa da seleção brasileira, aquela mesma da CBF, aquela mesma do José Maria Marin, do Ricardo Teixeira, do Del Nero e dos campeonatos estaduais.

Mas, para ser protesto contra corrupção completo, tem que ter camisa da seleção e Paulinho da Força:

O bom do espírito cívico é que desperta algo em comum nas facções rivais. Todo brasileiro deveria se agarrar a esse fiapo de esperança. Se há uma coisa que une Lula, os antilulistas e até o finado Hugo Chávez, é a veneração dos símbolos pátrios (e da camisa da seleção, claro):

A outra coisa que os protagonistas e antagonistas deste nosso drama brazuca têm em comum é a obsessão anal. Justiça seja feita, ela foi alçada ao status de arte pelo muso das direitas já, Olavo de Carvalho. Seus sucessores, porém, não fazem feio:

Ao centro, a deputada Jandira Feghali interpreta facialmente o vocábulo.

Ficamos todos combinados, então, que o povo quer mais bunda e peito, por favor.

E sexo! Esta senhora e seu consorte já foram para a manifestação do dia 16 com um figurino sadomasô revolucionário, seguindo a tendência 50 tons de verde. Anauê!

Tradição, família, propriedade e muito rexona. O integralismo é brega mas tá na moda.

Insisto: há esperança. Além do verde-amarelo, nossa patriótica nação, por mais que esteja rachada, possui elementos que a possam unir novamente.

Por exemplo, não importa a filiação política, os brasileiros preferem os heróis da DC Comics aos da Marvel.

Aldo Rebelo curtiu isso.

E, fiéis à Lei de Godwin, todos compartilham o hábito de enxergar no outro um nazista.


Para encerrar…

Assim, este Febeapá conclui a retrospectiva da semana que abalou o país com uma sugestão de novo lema para a nossa bandeira, símbolo fundamental da pátria amada, generosa, sestrosa e vicejante.


A bênção, Stanislaw.
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