[Fiz a travessia] Deixei de ser analista fiscal para ser professora de massagem tradicional tailandesa

A entrevistada de hoje é a Barbara Santos, da série “Fiz a Travessia”, um projeto para inspirar e incentivar pessoas a fazerem uma transição para serem mais felizes, satisfeitas e realizadas no trabalho e na vida.

Nome: Barbara Santos

Idade: 28

Antes (estava): Analista Fiscal/Tributária

Hoje (está): Professora de Massagem Tradicional Tailandesa e Mestranda em Filosofia e Religião

Para saber mais: www.espaconibbana.com.br / www.santosbarbara.com

Lella Sá: Por que você faz o que você faz hoje?

Barbara Santos: Descobri que tenho vocação, tenho prazer e satisfação pelo o que faço, e considero minha atividade profissional uma inspiração para a minha vida.

Na Tailândia na gravação do vídeo de Thai Massagem, material para complementar os estudos dos seus alunos (disponível no Youtube gratuitamente para todos)

Lella Sá: Por que você decidiu sair da onde estava?

Barbara Santos: Na verdade eu não “decidi”, a vida foi me conduzindo naturalmente para esta área. Na época em que trabalhava como analista fiscal e tributária, tive um problema de saúde, úlcera nervosa, e por aconselhamento médico, fui buscar fazer algo que eu gostasse desde criança e me identificasse muito… Massagem.

Me matriculei num curso de massoterapia e comecei a amar tudo que aprendia, mas jamais pensei em largar minha profissão para trabalhar como massagista.

Só que a vida foi me conduzindo a isso. Na época perdi a oportunidade de trabalhar na empresa dos meus sonhos, especialista em auditoria fiscal, porque não falava inglês. Então resolvi largar tudo no Brasil para estudar a língua inglesa na Austrália.

Chegando lá minha dificuldade de comunicação com o inglês me conduziu a trabalhar como massagista. Esta é uma das poucas profissões em que não precisamos ser fluente no inglês para trabalhar. E foi assim que meu interesse pela massagem aflorou e cresceu.

Trabalhei no spa mais renomado da Austrália naquela época, Keturah Day Spa, fazendo massagem em celebridades australianas e conheci excelentes profissionais na área de massagem. Até que eu fui novamente conduzida pela vida à fazer uma formação em massagem tailandesa na Tailândia.

Meu interesse por terapias corporais foi crescendo e a necessidade de aprender mais também, então, resolvi deixar a Austrália para me dedicar aos meus estudos. Retornei à Tailândia, fiz um curso de formação de professores de Thai Massagem, depois estudei Ayurveda e Yoga na Índia e retornei ao Brasil com bagagem para compartilhar todos os ensinamentos e experiências adquiridas na Ásia.

Barbada com os professores do ITM School

Lella Sá: Como fez essa mudança?

Barbara Santos: A vida foi me conduzindo naturalmente, nada foi planejado. Passei a seguir minhas próprias vontades e ouvir minha intuição, deixando aflorar algo que sempre esteve comigo, a facilidade e jeito para fazer massagem.

Lella Sá: Quais foram os maiores desafios que passou para fazer essa transição?

Barbara Santos: O medo e a incerteza da questão financeira. O preconceito que eu mesma tinha em ser “massagista”. Achava que essa profissão jamais me traria a prosperidade que eu tinha anteriormente, e que a sociedade não me respeitaria como costumava me respeitar. Só que a minha primeira ida à Tailândia, me fez entender uma nova perspectiva, de que trabalhar com massagem é proporcionar às pessoas bem-estar e qualidade de vida, que eu não tinha ou não sabia que era possível ter quando trabalhava como analista fiscal/tributária. Me dei conta que eu não devo agradar a sociedade, ou me preocupar com o que a sociedade pensa de mim, devo ser feliz na minha essência e buscar fazer o que gosto e me faz bem em benefício e prol dos outros. O mundo também precisa de massagistas, não apenas de tributaristas, advogados, engenheiros, médicos… Profissão não é status é identificação pessoal.

Lella Sá: Como ficou a questão de grana em meio a incerteza?

Barbara Santos: Essa foi a parte mais difícil quando cheguei no Brasil. Depois de passar 9 meses estudando e viajando pela Ásia na busca de conhecimento, cheguei no Brasil descapitalizada, mas tive muito apoio e incentivo de meus pais e amigos. Comecei a divulgar meu trabalho como massoterapeuta e todos foram ajudando a promover, o que contribuiu para iniciar meus atendimentos.

Recebi convites para ministrar cursos de Thai Massagem, no início fiquei um pouco insegura, mas em 2013 montei minha primeira turma em São Paulo e desde então não parei mais. Hoje já formei mais de 300 profissionais em diversos estados no Brasil e também na Tailândia.

Durante seu estágio no ITM School, dando aulas em 2012

Lella Sá: Qual futuro você está ajudando a criar?

Barbara Santos: Entendo que minha missão é conectar o conhecimento oriental com o ocidental, fazer a ponte entre o Brasil e a Ásia, permitindo que àqueles que não tenham a possibilidade de ir até lá, possam através do meu trabalho, se conectarem ao conhecimento asiático.

Atualmente moro na Tailândia e uma vez por ano vou ao Brasil para fazer essa conexão, ministrando cursos de formação em massagem e terapias tradicionais tailandesas e palestras filosóficas, permitindo que diversos brasileiros possam ter a oportunidade de obter o conhecimento asiático e se profissionalizarem numa das terapias corporais mais antigas do mundo eficaz na prevenção e cuidado da saúde física, mental e espiritual.

Com seus alunos em São Paulo (turma 2015)

Lella Sá: Que dicas você daria para quem quer ter um Trabalho com Significado?

Barbara Santos: Acreditar no seu potencial. Buscar fazer algo que goste, que ame, que se sinta bem e feliz. Para muitas pessoas, o trabalho, traz a conotação de insatisfação e cansaço físico e emocional. Trabalho, a gente faz em prol da humidade, devemos trabalhar com aquilo que nos mais identificamos, buscando não apenas pelo dinheiro, mas pelo bem da humanidade. A recompensa monetária é consequência da ação, e acreditem, ela vem farta e naturalmente.


Se você quer fazer a sua transição para um Trabalho com Significado, faça o Programa Travessia.


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