Photo by Stas Svechnikov (https://unsplash.com/svechnikov)

Guia de sobrevivência do designer em grupos nas redes sociais

Como não ser apedrejado no Facebook

Os grupos de redes sociais são selvas, onde a fauna é de uma diversidade incrível. Predadores, presas, insetos, bactérias. Estão todos juntos disputando palmo à palmo o seu lugar ao sol. Entretanto, nesse bioma virtual, o usuário pode passar do topo da cadeia alimentar para o nível de ameba em apenas um clique. Isso é que torna esse ambiente ainda mais instável.

Sendo assim, querido designer, se deseja se aventurar no ecossistema bruto da social media, é melhor saber onde está pisando.

Algumas dicas:

Pense 10 vezes antes de postar seu trabalho

Designers têm o hábito de se afeiçoar às suas criações a ponto de perderem o senso crítico do seu próprio trabalho. No calor do momento, diante de sua obra prima, jogam um jpg na rede e mandam a frase: “o que acharam?”. 
As chances de dar merda são imensas. 
Nunca peça a opinião de outros profissionais na internet sem explicar o contexto, apresentar um briefing e mostrar qual o processo de criação.
Caso contrário, irá ouvir coisas como “isso não é design”, “micreiro”, etc.
Use as redes sociais com sabedoria. Se tem dúvidas se o seu trabalho não está estruturado o suficiente para ser analisado por qualquer pessoa, não exponha.

Postou? Agora, aguenta

Tá ok. Você mostrou que já é um homenzinho e postou seu job tosco naquela comunidade com milhares de membros. Não demora nem um minuto para começarem as gozações, críticas duras, comentários debochados e, às vezes, até ofensas. Como diria o saudoso Vicente Matheus: “Quem sai na chuva, é pra se queimar”. Aceita que dói menos.

Não seja cuzão

A escolha de colocar a cara no sol foi sua. Agora, não só tem que conviver com opinião de estranhos, como também não pode apelar e sair xingando todo mundo, afinal, você se colocou nessa posição. Mantenha-se na sua, responda os comentários produtivos e ignore o resto. Nunca desça das tamancas e bata de frente com os haters. A não ser que queria se tornar um deles.

Se não vai ajudar, não atrapalha

“Que bosta”, “vai estudar” e “o que é isso?!” são alguns dos pensamentos que passam na minha cabeça quando vejo trabalhos de baixa qualidade expostos na internet, entretanto, nem por isso me expresso dessa forma. Alguns acreditam que um choque de realidade faz bem e que ser grosso faz parte da lição. Quando for criticar o trabalho de alguém, pense em como se sentiria se alguém fizesse a mesma crítica ao seu trabalho em um espaço aberto como uma rede social. Pimenta nos olhos dos outros é refresco.

Humor não é humilhação

Criticar com bom humor pode ser o caminho para suavizar um apontamento mais duro, porém brincar é bem diferente de humilhar. 
Denegrir não é engraçado. Agredir por agredir só serve para gerar mais ruído.

Ser diferente é normal

Design gráfico não é uma ciência exata, sendo assim, não existe uma resposta correta para o que quer que seja. Tanto os resultados como os caminhos para alcançá-los são infinitos. Não cague regras e não seja o dono da verdade. Cada um tem a sua abordagem. O fato de não gostar de uma coisa não a torna automaticamente errada. Take it easy.

Gente, coerência!

Se o foco das discussões em um determinado grupo é design gráfico, não pergunte quem gosta de Coldplay (se é que alguém gosta). E não me venha com o argumento que a internet é livre e falo o que quiser e onde quiser. 
Se existem limites é preciso respeitá-los em prol de uma convivência saudável.

PS: resolvi escrever esse post depois de acompanhar esse B.O. gigante na comunidade “Designer Gráfico” no Facebook.



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