Jardim Urgente é disputado por três emissoras

De volta para o futuro: estamos em 2030.


Com a redução da maioridade penal para 5 anos, emissoras disputam direitos do programa Jardim Urgente, exibido pela Rede Globo em 2014 como esquete do programa de humor Tá no Ar: a TV na TV.

A Band alega que possui os direitos máximos do formato, já que o nome é uma cópia do extinto Brasil Urgente, exibido por anos na TV aberta.

“Os caras foram tão sem criatividade, que até o apresentador é uma cópia minha”, afirma Datena, que hoje é defensor de penas para crianças que urinam na cara das mães que trocam as fraldas dos bebês. “Isso é uma humilhação para as mães que trabalham todos os dias e ainda tem que aguentar bandidinho humilhando com xixi!”, diz o ex-apresentador.

Para Marcelo Rezende, que comandou o Cidade Alerta na Record, o tema é fácil de discutir, afinal: “eu estava lá”, como repete o apresentador em cada frase que diz.

“Eu vi o amigo do meu neto, que tem 4 anos, rabiscando a parede da casa. É o começo de uma carreira criminosa pixando os muros e prédios da cidade. Eu lembro bem disso em 2014, quando aquele prefeito pixou um muro com o desenho de um pato. Sabe porquê? Por que eu estava lá”, diz Rezende.

A Globo, que deixou a liderança de audiência e agora está em terceiro lugar na média geral, alega que é a detentora do Jardim Urgente, já que foi a pioneira em mostrar como a criminalidade infantil já assolava o Brasil inteiro. Em crise após perder quase todo o seu elenco para uma nova emissora, a Globo vê no Jardim Urgente uma esperança de retomar os índices de audiência. “Teremos três edições diárias do Jardim Urgente. A população precisa saber desses crimes cometidos por crianças delinquentes. Vamos até retomar a produção de novelas para conscientizar as pessoas”, afirma um diretor que não quis se identificar.

Com o país em meio a um triunvirato comandado por representantes das antigas bancadas do boi, da bala e da bíblia, a esperança de alguns é que todas as emissoras veiculem programas semelhantes. A onda de criminalidade infantil se espalha por todo o país. Hospitais relatam tentativas de assassinato em nascimentos difíceis: “Esse meliante tentou matar minha mulher na hora do parto! Não adianta, tem que ter pena de morte”, diz um pai que não suporta a ideia de ter mais filhos. “Chega, não dá mais. Não quero ter um bandido dentro de casa”.

O SBT não se manifestou. Com a programação tomada por exibições contínuas da novela mexicana A Usurpadora e reprises do Programa Silvio Santos, morto em 2017 de tanto trabalhar, a emissora ainda luta para encontrar um espaço na grade para a 25ª exibição de Maria do Bairro.

*Este é um exercício de ficção. Definitivamente, REDUÇÃO NÃO É SOLUÇÃO!