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Foto: Pixabay

Houve um tempo, que cada vez parece mais distante, que muitos não conhecem, onde as músicas eram ouvidas em fitas cassetes, discos de vinil e depois em CD’s. Não havia internet rápida na pequena cidade que eu morava. Eu nem tinha computador, muito menos internet, então ouvir música era basicamente alguns discos, fitas, CD’s emprestados porque eram caros para comprar, e quase tudo era pirata.

A hora mais gostosa do dia era jogar um dos mesmos jogos em 16 bits no SuperNintendo, fitas de jogo também eram caras, e ouvir quase sempre as mesmas músicas era comum e gostoso.

É engraçado como o tempo passa. É quase que um piscar de olhos. Chega a ser desesperador.

E na maior parte do tempo, pensamos no futuro. No que fazer para se livrar de uma situação, ou então no que pagar/comprar, quando na verdade, esquecemos que o que muitas vezes importa é conversar. Rir. Viajar, nem que seja em uma distância de dois quilômetros onde se possa tomar sol e ficar no meio da natureza olhando para o nada.

Se realmente pararmos, e olharmos para trás, as memórias são curtas. O tempo, como já dito, implacável.

A máxima carpe diem, os ensinamentos budistas e tantas outras filosofias e religiões não se enganam. Não precisa ir para a França, Uzbequistão, Taj Mahal ou Machu Picchu. A não ser que seja um sonho. A felicidade está em uma montanha, ou na praia, ou olhando o rio, em qualquer lugar perto.

Demora para entender. Mas uma hora cai a ficha de quem nem toda tecnologia, dinheiro, coisas, pode preencher o vazio. Talvez seja preciso uma crise de meia idade para se aprender isso.

Estar no meio do meio. Com 35 anos. Ao som de Dire Straits, que era coisa de gente velha quando você era novo, e que busca o velho passado para entender o futuro da juventude que fica no tempo.

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Jornalista, pai e tenta ser youtuber! Trabalhos: linktr.ee/vancine

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