Melhorias na saúde vindas do espaço

Kate Rubins maravilhosa!

A nave de carga do SpaceX , o Dragon, chegou na Estação Espacial Internacional (ISS) da NASA levando um pacotão de pesquisias interessantíssimas sobre alguns problemas de saúde que astronautas enfrentam durante as viagens espaciais e, com isso, também ajudar na pesquisas para novos remédios e tratamentos para pessoas que não são astronautas — como eu, você, seus pais, seus avós. Cada vez mais a exploração espacial está deixando de olhar apenas para cima e tenta, de vária maneiras, deixar a vida terrestre cada vez mais forte e segura para as futuras gerações.

Confira as pesquisas que serão realizadas:

Efeitos da microgravidade em células troncos derivadas do coração

Kate Rubins vai investigar, partindo de uma série de danos que voos espaciais são capazes de provocar na saúde humana, como o tecido cardíaco humano se comporta nessa situação a partir de células troncos derivadas do órgão. Dessa forma, a pesquisa vai mostrar se o tamanho e atividade das células mudam, se a expressão gênica muda e como essas mudanças trazem consequências ao corpo humano.

Para isso, ela vai montar o primeiro microscópio em uma estação espacial para monitorar de perto essas mudanças e abrir a primeira janela para novos medicamentos e tratamentos de problemas cardíacos advindas de pesquisas no espaço.

Análise de desenvolvimento de células germinativas de ratos no espaço

Takuya Onishi vai estudar as células germinativas (aquelas que participam da produção de um novo indivíduo)de ratos machos que irão passar uma temporada no espaço. Assim, vamos observar pela primeira vez se viagens espaciais são capazes de mudar expressões gênicas em células germinativas e afetar outras gerações com problemas diversos. As proles geradas após o experimento também serão monitoradas e analisadas para tentar encontrar impactos advindos da viagem espacial que os pais fizeram.

Mudanças de fluídos corporais durante e após viagens espaciais

Jeff Williams e Alexey Ovchinin vão pesquisar os motivos das alterações visuais que muitos astronautas alegam ter durante e um pouco depois das viagens espaciais. A aposta é de que fluídos corporais conduzam a uma maior pressão do cérebro empurrando a parte de trás dos olhos. Isso faz com que a visão dos astronautas fique afetada e causa um preocupante risco de Acidentes Vasculares Cerebrais (AVCs).

Sensibilidade do mecanismo respiratório

Oleg Skripochka e Anatoly Ivanishin vão determinar a relação entre as alterações nas pressões arteriais causadas pela redistribuição do sangue na metade superior do corpo por conta da microgravidade e como essa mudança altera a sensibilidade do mecanismo respiratório central.

Via blog da NASA