Fotografia por Deni Maliska

Notícias: por trás das cortinas

Com essa onda das fake news, me surgiu uma reflexão que gostaria de compartilhar com vocês. De fato já notaram desde quando isso existia?

Os primórdios da imprensa.

Há quem vá discordar, respeito, jornalistas podem vir me fuzilar. Mas não é verdade?

Ditadura, desde a Era Vargas, usava deste recurso das fake news. Monopólio da voz da imprensa, algo ainda mais antigo também: o voto de cabresto.

Lembram das eleições de Donald Trump? O mundo inteiro participou indiretamente dela. E sim, depois veio o escândalo a respeito de que tinha ganho fraudando dados e usando FAKE NEWS, OUR FRIEND. Agora o nosso caro candidato JAIR BOLSONARO, com suas especulativas declarações SENSACIONALISTAS, que nitidamente mostram como as fake news conseguem trazer relevância midiática para esses esboços de homens políticos.

Uma vez, li uma entrevista de Azar Nafisi, escritora iraniana, e em uma de suas respostas, me marcou com sua declaração sobre Donald Trump ter ganho as eleições. Ela alega, em resumo, que ele nada mais é que a caricatura do americano, num aspecto geral, e a imagem que a sociedade americana vende para o resto do mundo. Inclusive ela própria se põe no meio, e admite, como imigrante já ter tido esta imagem de todo o povo americano.

No fim da declaração, ela faz uma pergunta retórica:

— Donald Trump não é o esteriótipo dos americanos que todos nós estrangeiros temos?

Eu entendi muito aquilo. E sim, eu concordo. A imagem que imigrantes e estrangeiros têm, inclusive nós brasileiros, do povo americano é um Donald Trump.

A ferida não está em generalizar um povo, mas sim olhar por cima a cultura que eles próprios nos emitem, inclusive com suas políticas externas, cultura de fake news e consumo, e um imperialismo globalizado mascarado. Eu já viajei para lá, não é equivoco imaginar que o que transmitem é real.

Mas, nunca se generaliza pessoas.

Outra parte, que também penso, é sobre as notícias negativas.

São uma chave para destrancar uma portinha em nós, que quando se abre, destranca um jogo de dominó nocivo de informações, e sempre ruins, á respeito de temas; violência, economia, segurança, etc. E NADA, a respeito de visibilidade, cultura, novos artistas, novos escritores e suas obras, música, eventos e sim, promoções e lugares novos.

O Medium Brasil é o reflexo de quanta gente boa com ideias temos, e que usam aqui como um espaço maravilhosamente liberto para expor suas crenças, vivências e sentimentos. Amplos olhares.

Parei de ler jornais, e parei de assistir telejornais há muito tempo. E não me sinto alienada. Eu consigo saber muito mais sobre o que está acontecendo, por aqui mesmo lendo textos de outros escritores, frequentando a rua, indo a eventos e lendo mídias alternativas de notícia.

Isso tudo me fez refletir à respeito de: o que é que temos mesmo?

Onde estão os fatos? Até fatos não são absolutos, e isso é um tapa de luva que as fake news deu na nossa cara.

Like what you read? Give Deni Maliska a round of applause.

From a quick cheer to a standing ovation, clap to show how much you enjoyed this story.