We Wear Culture: o novo projeto do Google Arts & Culture.

O Google da Moda

We Wear Culture chega para mostrar como o Google busca manter a excelência em tudo que oferece

xandemarques
Jul 6, 2017 · 5 min read

Como já falei aqui, além da arte, a tecnologia também é um aliado poderoso quando se junta a moda e vice e versa. E nada melhor para provar isso do que o mais recente lançamento do Google, que aconteceu dia 08 do mês passado (junho/2017) — vai ser legal ler esse texto em uns 20/30 anos, por isso registro as datas ;-) — , o Projeto que ganhou o nome de “We Wear Culture”.

O Projeto, que já integra a plataforma Google Arts & Culture seguindo a mesma identidade visual e navegação, também parecida, em linha com a do “Street Art Project” e também o “História Natural”, ou seja, uma maneira imersiva de explorar vários (vários meeeesmo) acervos e conteúdos sobre moda.

O We Wear Culture, na prática, conta com a parceria de mais de 180 instituições de moda e cultura espalhados pelo Mundo (no Brasil, por exemplo, aparecem nomes de peso como o Instituto Moreira Salles, o Masp, o Museu da Casa Brasileira, o Museu da Moda Brasileira, o Museu Carmen Miranda, entre muitos outros), são mais de 400 exposições, a p e n a s.

Falando dos internacionais, temos alguns nomes de relevância mundial. Apenas para citar alguns, o Met de Nova York, o Conde Nast Archive, o Museu Alemão, o Museu Nacional da Seda da China, a Seoul Design Foundation e o Victoria and Albert de Londres.

Acervos, histórias e muita, mas muita informação de moda (grátis!!!) aberta para todos.

Um total de 30 mil obras de moda de 183 parceiros em 40 países estão totalmente disponíveis na plataforma, e as histórias desses trabalhos ainda são compartilhadas através de mais de outras 450 histórias organizadas e interativas, que variam em tópicos de vestimenta tradicional e moda contemporânea.

Só o MET, local escolhido para abrigar a festa de lançamento, contribuiu para o Projeto com mais de 500 trabalhos da coleção mundial do seu The Costume Institute, tudo demonstrado em imagens de alta resolução que permitem aos usuários ampliarem para poder ver os objetos em detalhes finos, o que torna a experiência ainda mais impactante.

O nascimento deste Projeto pelo Google foi provocado devido, após inúmeras pesquisas internas, ao grande número de buscas por termos relacionados à moda e sua história, e como isso aumentou nas últimas décadas. Esse Projeto, na verdade, teve início lá em 2010 com o engenheiro Amit Sood, nascido em Bombay, na Índia. Garoto esperto! Que como parte do tempo livre oferecido pela empresa em que trabalhava, para que os funcionários pudessem explorar seus projetos pessoais, ele foi e criou, através do Kickstarter, o Google Art Project. Sua ideia reunia esforços para digitalizar os museus ao redor do mundo, tornando artefatos culturais acessíveis para milhões de pessoas em todos os lugares.

Alguns dos objetos disponíveis na plataforma foram capturados com a Art Camera do Google, criando as imagens em gigapixel — que contém mais de um bilhão de pixels –, oferecendo visões extraordinárias de roupas que talvez nunca veríamos ao vivo.

Atendendo aos mais diversos tipos e formatos de conteúdos, o projeto conta com acervo de fotos, vídeos, realidade virtual, dando foco tanto na história da moda e sua indumentária, quanto também em técnicas de produção de quimonos, tingimento da Índia e da Nigéria, artesanatos típicos de determinados povos ou regiões etc. Traçando ali os 3.000 anos de moda.

As exposições virtuais levam o visitante para dentro do mundo da moda, como por exemplo, no estilo do guarda-roupa e da vida de Audrey Hepburn, com compilado em textos, fotos e vídeos que conversam entre si e apresentam uma sinergia entre as informações, fases e anos sobre uma das artistas mais importantes e influentes do cinema e também quando o assunto é moda. E a respeito de outros fabricantes de moda e designers como Cristobal Balenciaga, Marilyn Monroe, Salvatore Ferragamo ou Coco Chanel?

Como falar de moda sem falar dos seus ícones? E melhor! Saber como eles se tornaram ícones.

Ícones, movimentos e bastidores. Arquitetura e moda de todos os tempos, uma volta pelas favelas do Rio de Janeiro, as rotas de Cervantes, a arte cubana, as maravilhas da Indonésia, artistas que vão de Rembrandt até o grafite, passando em detalhes todos os movimentos artísticos. Os eventos históricos desde a época vitoriana, figuras de Napoleão a Angela Merkel… E para não ficar sofrendo de FOMO, a minha dica é ir salvando os seus favoritos e controlando o conteúdo que você já viu ou ainda vai ver.

O Google “We Wear Culture” é um mega espaço de arquivo, documentação e exibição, e ainda é possível se aprofundar nas criações de moda selecionadas e vê-las de todos os ângulos através dos vídeos em 360º. Pense em um corpete ricamente bordado da época da Rainha Elizabeth I, ou até mesmo o famoso red stilleto de Salvatore Ferragamo, sapato usado por Marilyn Monroe, ou ainda o vestido preto de Coco Chanel… você vai pensando e eles vão realizando, rs.

Mas se você tem curiosidade na parte mais histórica da moda, o Google não vai te decepcionar. Eles explicam o porquê da importância da moda dentro de uma sociedade contemporânea, o verdadeiro e quase sempre cruel custo do fast fashion, ou como países diferentes como a Itália, a França e o Reino Unido — os principais hotspots quando o assunto é moda — fizeram seus negócios.

Ainda acha que está muito amplo? Bem, a plataforma também oferece características sobre aspectos muito específicos da indústria da moda, como rendas na Suíça? Tem. A história do sari indiano? Também está lá. Ou até mesmo como aprender sobre a arte de fazer um quimono, assim como a história das camisetas de protesto e suas mensagens.

E como dito no início deste texto, é claro que o Google não fez isso tudo sozinho, foi contando com a valiosíssima colaboração dos parceiros que estão no projeto, que enriqueceram o conteúdo de forma sem igual.

O We Wear Culture também tem sido considerado um dos projetos mais acessíveis do Google até o momento (julho/2017), porque não há necessidade de fazer login em qualquer lugar ou baixar nada. Uma conexão com a internet é o suficiente para você mergulhar e aproveitar de graça esse mundo de conteúdo e informação, seja para um profissional do ramo, como para nós, que gostamos e acompanhamos o mundo da moda não somente pela superfície.

Não sei o que você está esperando para mergulhar por lá! Não esquece a touca .

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Publicitário, curioso, apaixonado por moda e comportamento

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