O que a liderança brasileira deve aprender com o Vale do Silício

Quando estava escrevendo meu livro que virou best-seller “A igreja na Era pós-digital — porque essa geração vai reformar a igreja", (dá uma clicada aqui se você ficou curioso) tive que pesquisar bastante! E uma das coisas que mais me fascinaram na minha pesquisa foi o "mover"que tá rolando lá no valo do silício, na Califórnia.

Sabe o que é?

Não?

Você tá em que mundo, cara?

Dá uma olhada aqui:

Se você é como eu, não viu o vídeo, eu sei…

Então aqui vai um resuminho de uma das áreas que comporta a maior área de inovação do mundo, que gera o maior capital mundial e que é berço e modelo de gestão e cultura moderna:

O Vale do Silício ocupa uma área de cerca de 3 mil quilômetros quadrados, com uma população estimada em 3 milhões de pessoas, segundo a publicação Index of Silicon Valley 2011. Trinta e cinco por cento da população é formada por estrangeiros.

Cerca de 16% dos postos de trabalho da região são nas áreas de alta tecnologia, ciência e engenharia, comparados à média de 6% de todos os Estados Unidos.

Em 2010, os investimentos de capital de risco subiram 5% no Vale do Silício, chegando a US$ 5,9 bilhões. A região atraiu 27% de todo o investimento dos EUA.

No ano passado, houve 11 aberturas de capital no Vale do Silício (em 2009, havia sido somente uma). Houve 960 operações de fusões e aquisições na região no último ano.

Ok, mas o que isso tem a ver com a liderança brasileira?

Bem, se você é um líder você sabe que liderança é influência, e um dos seus papéis é gerar resultados através de relacionamentos. E que a forma mais sustentável e profunda de alcançar esses resultados é criando uma CULTURA!

E é aqui que eu acredito que tá o gap entre a nossa liderança atual e a liderança do futuro:

A capacidade de desenvolver identidades ao invés de criar cópias. Criar um ambiente/cultura de inovação/criatividade que seja modelo para qualquer lugar.

O vale do silício hje é destino das mentes mais brilhantes do mundo, comporta as melhores empresas do mundo, criar as melhores soluções do mundo não é à toa, né?

Ninguém faz samba igual Madureira!

Ninguém proporciona show-family igual a Orlando.

E ninguém cria tanto pro mundo atual igual o Vale do Silício.

Quer exemplo de uma grande ideia de serviço/produto que resolve problemas que nasceu lá? Uber. Aquele aplicativozinho que encontrou uma forma de melhorar um serviço e que hoje está avaliado em 60 bi de dólares e que vale mais do que a ford, por exemplo!

Como o uber, todo líder tem o dever de identificar no cenário possíveis soluções de problemas que beneficiem a equipe

Tudo isso por causa de uma única ideia!

Então por causa disso aqui abaixo vai uma lista de coisas que são comuns no Vale do Silício que a liderança brasileira poderia incentivar em seu ambiente:

1- Ideia

Lá na Califórnia, nesse lugarzinho que hoje concentra talvez a maior renda de capital do mundo, é bem claro o conceito do que significa uma ideia. É bom que você , como líder na sua empresa, companhia ou igreja ,tenha bem claro que:

"a ideia não vale absolutamente nada! O que vale é a execução!"

Uma boa ideia mal executada vale mais (alguns milhões algumas vezes) do que uma ideia genial NÃO executada.

Quantas vezes você já teve uma baita ideia, mas não fez nada?

Ou quantas vezes você já viu na tevê ou nos programas alguém fazendo ou falando algo que você já pensou?

Qual a diferença entre você e ele?

Isso mesmo: ele EXECUTOU a ideia.

Então a primeira coisa que você como líder deve valorizar em seu ambiente: quem faz acontecer!

2- Compartilhe Tudo

No vale, os líderes/empreendedores compartilham informações livremente e sem medo de serem copiados. Por que eles não tem esse medo? Exatamente por acreditarem que a ideia é apenas o começo, e que sem uma execução com a técnica e qualidade necessária, a ideia não será tudo que pode ser.

Em outras palavras, a ideia é apenas o start. E ideias muitos tem. Mas a capacidade de executar ideias é para poucos!

(quantos líderes você conhece que não compartilham nada, os famosos "ruins de jogo"?).

Lá se entende que trocar ideias enriquece seu networking. Se troca ideias, compartilha informações, se apresenta amigos porque há um ganho mútuo.

Isso é uma CULTURA de crescimento.

Como tá seu networking? Qual foi a última vez que você teve um encontro produtivo? Qual foi a última vez que você teve um insight numa conversa? Qual foi a última vez que você deu uma boa ideia pra alguém?

É…

3- Hiperfoco

Trabalhei com um chinês que pertencia a uma companhia em Xangai que fazia quase de tudo. O negócio principal deles era desenvolvimento de aplicativos. Mas como a China era a terra das oportunidades, eles também faziam desenvolvimento de hardware, vendiam produtos e ainda prestavam consultoria! Só faltava cuidar de bebê!

Eu sei lá como esses caras conseguiam atingir uma qualidade com essa amplitude de mercado. Vale tudo para sobreviver. Mas não é assim com os excelentes, não é?

Na verdade, grandes cases de sucesso, ao invés de focar em muita coisa, focam em uma única. Eles desenvolvem um hiperfoco em seu propósito.

É assim com grandes empresas.

Grandes igrejas.

Grandes líderes.

Por isso acredito que a liderança brasileira tem que ter uma cultura de hiperfoco, especialização, propósito.

Em outras palavras, se pudessem relacionar você e sua obra com uma única palavra, qual seria?

Se você colocar um hiperfoco numa característica, ela vai se tornar essa sua palavra.

No que você é bom? O que as pessoas estão querendo quando te procuram?

It’s Jabá-Time!
Ps: se você gostou desse ponto e se encontra perdido nesse ponto, dá uma olhada nesse vídeo que falo como você pode sair dessa!

Voltando para falar a última característica da cultura do vale do silício que iriam enriquecer nossos ambientes!

4- Cabeça aberta

Por fim neste artigo, aqui vai a última característica do que julgo ser necessária para a liderança brasileira atual.

E essa última característica é ter a cabeça aberta!

Deixar de lado toda burocracia, religiosidade! Por que?

Geralmente, ideias revolucionárias e empreendedores/líderes brilhantes são subestimados em um primeiro momento. É um instinto humano que une a insegurança à ignorância.

A maioria das novidades trazidas por um líder ou um liderado são recebidas com um "é impossível, uma moda passageira, ridículo, etc.". Mas há uma linha tênue entre o maluco e o gênio, entre o ridículo e o revolucionário. Entre a invenção e a inovação.

É importante que todo líder que deseja entregar melhores serviços e produtos se desligue do pré-julgamento. Analise friamente os fatos, aguarde um tempo para emitir opinião e verificar se a ideia ou serviço tem qualidade e tração. Mantenha a mente aberta. O que parece ser uma ideia ou solução distante e ridícula hoje poderá ser sua melhor sacada para amanhã.

E aí, o que você pensa sobre isso? Me dá seu feedback e vamos trocando uma ideia!

Gostou do que leu? Então clique no botão Recommend aí embaixo.
Fazendo isso, você ajuda esse post a ser encontrado por mais pessoas.

Like what you read? Give Bruno de Almeida a round of applause.

From a quick cheer to a standing ovation, clap to show how much you enjoyed this story.