Edmar Fernandes. 2015

“Obrigado!”: um dos grandes presentes do capitalismo

A praxe do ambiente de Ensino Médio e das Universidades Públicas — até mesmo particulares, R$ 2k mensais — é ter professores que falam mal do capitalismo.


Sejam documentários com “recortes sociais”, artigos regados de Escola de Frankfurt, Durkheim e Marx, contendo toda aquela problematização decorada e inconsistente, a Academia, hoje em dia, se retroalimenta de todos eles.

Ah mas a desigualdade social e a pobreza extrema… Ah mas o consumismo…

O Exame Nacional do Ensino Médio, proposto anualmente pelo Ministério da Educação e Cultura, é um manifesto disso. Precisamos selecionar bem quem entrará para a Pontifícia Doutrinação Universitária Pública. Impossível não se deixar levar por essas historinhas pra boi dormir. Mas, os que assim como eu já acordaram dessa lavagem cerebral tremenda, podem finalmente aproveitar, sem medo e sem hipocrisia, os frutos tão amados do nosso capitalismo, com a máxima de Ihering de que a propriedade é fruto do:

T R A B A L H O

O título do texto tem muito a ver com algumas reflexões elencadas a seguir. Era hora do almoço; saia do estágio pensando no longo caminho de casa e em assim que chegar, ter que fazer algo pra comer. Não resisti e comi ali perto mesmo. E será que alguém já parou para pensar na maravilha que é isso?

Isso o que? ISSO!

Você poder pagar a alguém para fazer alguma coisa para você, estando ambos se beneficiando com isso. Eu por estar me alimentando sem muito trabalho e mais rapidamente; a pessoa por estar recebendo recursos que vai resolver naquele mês o problema do aluguel, do remédio do filho, ou qualquer outro problema presente em toda rotina diária.

Você pode se perguntar: e de que isso, a fundo, adianta?

De nada. Mas é o mínimo para vivermos em sociedade civilizadamente. Os grandes problemas que vivenciamos nos dias vigentes mais têm a ver com a vaidade e teimosia dos governantes ao quererem tornar o povo cúmplice de seus mirabolantes planos de concentração de poder.

Com trabalho e salários dignos a população passa a ter liberdade e autonomia, vindo a obter afinal a necessária dignidade, e o Estado torna-se apenas uma estrutura de poder responsável pela pacificação e guardiã da ordem social, o qual deveria limitar-se a ser.

Quando o Estado mete o dedo em tudo, acaba por fim tudo azedando. Mas não venha culpar o capitalismo por isso, nos EUA, terra da oportunidade, fica evidente a prosperidade e a desenvoltura do sistema em questão. O resto você vai ter resolver no espectro existencial com você mesmo. Ou quem sabe, se teu coração não for endurecido, com a ajuda de Cristo.

No mais, é simplesmente o sistema perfeito, mesmo que a mídia, os grandes globalistas e os demais interessados em destruí-lo, assim como destruir o Ocidente, tentem dizer o contrário.

E é possível vislumbrar a grandiosidade que possui uma sociedade civilizada: todos trabalhando em conjunto, mutuamente, sem precisar de afeto direto, apenas visando o bem-comum (vide vídeo abaixo). É por isso que muitos ainda lutam pela normalidade das coisas. Pela família, pelos bons costumes, pela civilidade. Pelo direito de se defender, de proteger seus entes queridos, de viver honestamente com um bom trabalho.

Muitos jovens, por jovens serem, parecem não entender a grandeza de um “obrigado!”, mesmo aquele dado por pura educação à tia da padaria que te entrega o pão de queijo. O obrigado diz muito, e a meu ver é o brasão da civilidade.

Um muito obrigada ao capitalismo: sistema que faz com que os mais pobres vivam melhor que REIS na Idade Média, e aos poucos vamos tomando as rédeas da situação, para além do que se faz parecer.

Milton Friedman foi um grande economista norte-americano. Faleceu em 2006.

Notas:
[1]: Ihering, Rudolf Von. A luta pelo direito. Editora Forense. 1996.