“Ozark”, da Netflix, é o irmão caçula de “Breaking Bad”

Aquele sentimento de que “estou assistindo mais um seriado”, não acontece com a série “Ozark”, o irmão caçula de Breaking Bad.
Em verdade, você só precisa de exatos 2 minutos e 50 segundos para entender para onde o seriado quer te levar.
Então, cabe a pergunta: “Mas o que é dinheiro?”
Em relação a esta unidade de medida, Walter White (Bryan Cranston), personagem consagrado em “Breaking Bad”, sabe muito bem das consequências; Marty Byrde (Jason Bateman), em “Ozark”, ao que tudo indica, também. White, fracassado professor de química, vivia o pior momento da sua vida; Byrde, um excelente consultor financeiro, absolutamente desmotivado e sem energia. White entrou para o mundo das drogas; Byrde, em lavagem de dinheiro. White é inteligente, negociador voraz e mestre em achar soluções para livrar sua própria pele; Byrde, também. O roteiro de “Breaking Bad” é genial; de “Ozark”, tem o mesmo sangue criativo, mas ainda é guri.

Em “Ozark”, não é preciso esperar tantos episódios para a coisa degringolar: mais alguns minutos do primeiro episódio, e Byrde descobre que sua mulher (Laura Linney) é infiel, seu sócio é morto e ele precisa achar uma maneira — em Ozark — para lavar dinheiro e salvar a sua família.

O restante do elenco cumpre bem a sua função. E, os personagens, de alguma maneira, conversam entre si com uma sutileza fascinante.
Surpresas e reviravoltas você verá em cada episódio.
“Em essência, dinheiro é a medida das escolhas de um homem”. Faça você a sua: assista ou não.
Ozark é mais uma excelente obra da Netflix.
Trailer:

