Pensar Design é mais que Design Thinking

Repensando o que já foi repensado

Matheus Moura
Jun 26, 2014 · 3 min read

Me lembro quando ouvi o termo “Design Thinking” pela primeira vez. Achei pomposo, forte, inovador e com um toque semi-deselegante de pretensão. Algumas pesquisas depois encontrei, sem dificuldades, o responsável pela popularização do termo “Design Thinking”: Tim Brown, CEO da IDEO. Com um currículo invejável, esse senhor faz palestras pelo mundo todo defendendo o Design Thinking como uma ferramenta de inovação no desenvolvimento de soluções para problemas relevantes para a humanidade.

Com o Design Thinking, Tim busca resgatar a essência original do Design que se perdeu com a industrialização e o consumismo. A profissionalização do designer tornou-se um instrumento de criação de bens de consumo e/ou serviços, ofuscando a sua faceta social dedicada ao desenvolvimento de soluções para a evolução humana.

Para Tim, essa é a diferença entre Design e Design Thinking:

“Design is about delivering a satisfying experience. Design thinking is about creating a multipolar experience in which everyone has the opportunity to participate in the conversation.” (“Change by Design: How Thinking Transforms Organizations and Inspires Innovation”, p. 192)

Depois de ter conhecido a abordagem de Tim Brown, tive um contato mais profundo com o assunto em um MOOC da d.school, escola que David Kelley, sócio de Tim na IDEO, criou dentro da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos.

O gráfico acima demonstra a abordagem dada pela d.school dentro da sua metodologia.

Apesar de dizerem constantemente que Design Thinking não é uma receita de bolo, muita gente ainda acredita que seguindo determinados passos vai chegar a uma solução mágica. Bem, não vai.

Até mesmo porque, apesar da abordagem acima ser a mais conhecida, não é a única. Diversos autores falam basicamente as mesmas coisas quando se trata de Design Thinking, entretanto, muitas vezes, com mudanças cosméticas, pois apenas inserem/retiram algum passo ou mudam as denominações das etapas.

Não tenho conhecimento, nem coragem, para estar aqui dando definições sobre o que é ou deixa de ser Design Thinking. A crença e confiança baseada unicamente na escolha da metodologia correta, não serve de nada se o trabalho em cada etapa não for executado com coerência. Acredito que um design bem feito, com planejamento, pesquisa e foco, pode se utilizar das diversas abordagens do Design Thinking da maneira que lhe servir melhor, ou seja, o ideal é ter conhecimento dessas ferramentas e customizar o seu próprio processo criativo, com base no problema a ser solucionado. Isso é pensar com Design ou simplesmente… Design.

Para esclarecer meu ponto de vista, e apresentar novos, indico o documentário “Design & Thinking” (pode fazer download por $14,99 aqui) . Nele, diversos profissionais expressam suas opiniões e compartilham suas experiências relacionadas ao tema, inclusive Tim e David, citados acima. Confira o trailer.

http://youtu.be/uilcaXYnluU

Apesar de ainda ter algum frescor, o Design Thinking não é nenhuma novidade, sendo assim, se quer aprofundar seus conhecimentos no assunto, há uma boa bibliografia disponível, até em português, inclusive com livros gratuitos em pdf como “Design Thinking — Inovação em Negócios”.

Se tiver interesse em um curso online gratuito, a universidade alemã MHMK Macromedia oferece a disciplina “Design Thinking”. O curso é extenso, com muitas videoaulas e temáticas bem abrangentes. Clique aqui para se inscrever.

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Matheus Moura

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Versado nas artes ocultas do inconformismo passivo e protesto indoor. Insatisfeito e inatleta. Designer, diretor de arte, sem noção.

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