PZ .7/a química

Não sei se tem a ver com a lua, a Susan Miller ou o biorritmo, mas há dias em que as coisas andam, para a frente, com outra velocidade. Casualmente por estarmos bem no meio das filmagens, a diária 17 me pareceu, literalmente, um divisor de águas, com recorde “de renda e público” (106 pessoas no set) e a mesma chuva de sempre, inclusive a que vinha do céu.

A partir do que vi dou mais razão para o que o Flávio Jazz, o Primeiro Assistente de Direção, tinha me falado há alguns dias:

– Desde a primeira semana foi reveladora a química dessa equipe, e a entrega muito intensa para um projeto de arte.

Estreante em longas, ele tinha adquirido a convicção de que, por conta dos muitos dias de convívio, “todos se apropriam emocionalmente do filme, que deixa de ser apenas um job”.

Flávio é um dos integrantes da equipe que trabalha mais diretamente com o diretor, e há mais tempo. Com o convívio, aprendeu um mantra:

– Com o Zé tem que estar preparado para tudo!

Mesmo ciente disso, e embora esteja envolvido com o projeto há cerca de três anos, desde que participou da gravação do teaser, Flávio acredita que o filme está indo além do que esperava.

– Eu não achava que ia tomar essa radicalidade.

O produtor Sandro Dreher, que também participou do teaser e igualmente está empolgado com o trabalho, me disse que “a produção é viva / não tem fórmula / tudo pode mudar sempre”.

Só a química da equipe é que não pode. A combustão tem que seguir na pauta. Quanto mais radical, melhor.

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