Quando a internet mata: o caso Ana Hickmann

Da injúria à jura de morte, do twitter à vida real

Essa semana, um caso ganhou destaque no noticiário brasileiro. Um fã obcecado pela modelo e apresentadora Ana Hickmann, da Rede Record, conseguiu entrar no quarto de hotel onde estavam ela, seu cunhado e a assessora, armado com um revólver 38, com o intuito de executar seu plano: matar seu ídolo.

Isso não é novo no mundo. Um dos casos mais conhecidos, inclusive, foi John Lennon, morto na porta de sua casa por um… “fã”.

O mais surpreendente, na verdade, é isso acontecer por aqui. Desde o Twitter, que talvez tenha sido a primeira ferramenta social onde as celebridades da tv se viram desnudas na internet, nunca algo tão real aconteceu. Tentativa de assassinato é mais que bizarro, é hediondo.

Publicação do cidadão no Twitter.

Isso pode não significar muito pra gente a curto prazo. Afinal, vivendo no Brasil, sabemos que assassinatos são planejados silenciosamente todos os dias, especialmente por motivos políticos e econômicos. Em nossa cultura, costumamos apelar para o ditado “cão que ladra não morde”, para justificar a despreocupação com as injúrias recebidas na internet. Entretanto, é notório que esse caso abre um novo paradigma por aqui. Agora, é afirmar com fatos que qualquer tipo de fanatismo ou crime de ódio na inofensiva internet pode se transformar facilmente numa cena que termina em morte.

Internet e vida real já não tem mais divisões nem barreiras há tempos. Enrtetanto, quando chegamos às últimas consequências, é o momento de repensar se todas as injúrias lidas diariamente na web não são, de fato, o primeiro passo para uma agressão real, tão real quanto nossas vidas.

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