Renascimento

“group of people huddling” by Perry Grone on Unsplash

Eu arregacei as mangas da blusa, antes de começar a escrever. Tem coisa que a gente só nota quando é tarde demais… Será que existe isso de tarde demais? O tempo, acredito eu, trabalha de formas misteriosas.

A gente se repete e nem nota.

A gente se repete.

O passado já foi presente. Já foi futuro.

O futuro também será passado.

Contra o quê lutamos?

O ser humano considera-se uma criatura evoluída. Homo sapiens sapiens. “O homem que sabe o que sabe”

O que sabemos? O que não sabemos?

Nós nascemos com uma característica que talvez seja única. Nós temos uma noção sobre nossa existência. Sabemos que ela tem um começo, um meio e, claro, um fim. Nossas ações, cada vez mais, trabalham para que o fim torne-se mais distante do começo. A intenção é viver mais. É ver mais. É saber mais. É, por fim, também passar mais coisas adiante.

Teoricamente, portanto, nosso objetivo seria muito simples, muito claro: não cometer os erros que foram cometidos no passado. Porém, como toda muitas teorias, a prática costuma complicar o processo.

Vivemos épocas sombrias. Épocas de trevas. Tivemos, porém, renascimentos. Esse também parece ser um vício nosso: nos aproximarmos tanto da beirada do abismo que não resistimos a pular. Não resistimos a queda. O que acontece depois disso? Nós renascemos. Renascemos por existir uma centelha divina dentro de nós, talvez. Uma esperança.

Dizem que não existe parasita pior do que uma ideia. Eu, então, lhe dou uma ideia poderosa: Vamos renascer, mais uma vez?

Hoje, pulamos.

Hoje, estamos em queda.

Amanhã será outro dia. Amanhã não será um dia de resistência. Amanhã será outro dia.

Amanhã, renasceremos. As mangas já estão arregaçadas. Os punhos, porém, não estão cerrados. As mãos, abertas, procurarão umas pelas outras. Oferecerão ajuda. Oferecerão um afago. Oferecerão uma esperança, um significado: Juntos, seremos mais fortes.