Bruno Deolindo
Jul 11 · 3 min read

Stranger Things é uma série genial! Uma das minhas favoritas da atualidade, a forma como a série consegue juntar dois temas completamente aleatórios como terror e aventura, apresentando um produto coeso e balanceado sempre me conquistou, além disso, o fato de ser situada nos anos 80 e conter todos os elementos da cultura pop da época é apenas a cereja no bolo desse ótimo produto produzido e transmitido pela Netlfix que acabou de liberar a terceira temporada da série e, aproveitando o ensejo, segue esse pequeno review dessa ótima temporada que acabou de sair do forno.

Na primeira temporada da série tínhamos um balanço quase que perfeito entre o fator Goonies, de jovens com atitude vivendo altas aventuras e o lado Slender, aquele ar de terror e suspense tipo lenda urbana que permeava esse ano um. Já na segunda temporada a série tomou a inteligente decisão de reduzir o teor de suspense/terror da temporada anterior e aproveitar seu tempo para desenvolver mais seus personagens e o carisma deles, porém nessa terceira temporada a balança novamente tende a pender um pouco só que dessa vez a série volta a pisar no acelerador do seu lado mais aterrorizante ao se transformar em algo muito mais gore e sombria que todas as outras temporadas anteriores.

Essa temporada atual também se aproveita muito de o fato das crianças não serem mais tão crianças assim para explorar novas emoções não só neles como em nós o público, colocando de forma sutil temas mais adultos como machismo, sexualidade, amadurecimento e porque não ate relacionamento abusivo dependendo de como você enxergar algumas coisas.

Mas não se assuste por mais sombria, gore, nojenta e adulta que a série esteja ela ainda retém o mesmo carisma de sempre, as crianças, que logo mais terei que chamar de jovens, ainda são imensamente divertidas e mesmo estando no limiar da inocência ainda conseguem ter atitudes puras e inocentes, mantendo muito daquele humor característico da série.

Falando não só das crianças, o elenco ainda mantém todos seus personagens carismáticos e assim como na temporada anterior volta a acrescentar membros a grande família do show como Robin, a outra funcionária imperativa do Scoop Ahoy, novo local de trabalho de Steve e também utilizando melhor personagens apresentados anteriormente como Erica, a irmã de Lucas, que simplesmente rouba a cena na série e Billy, irmão da Max, que ancora boa parte da trama. Essa temporada usa muito bem todo seu elenco e até mesmo Joyce Byers, a constante mãe coruja com encontros de primeiro grau de Will, que vem reprisando o mesmo papel há duas temporadas sai um pouco da bolha e consegue divertir bastante também.

Além disso, a série investe novamente no estilo dividir para conquistar ao criar pequenos núcleos do elenco tendo suas próprias tramas e evoluções, o melhor exemplo dessa união se dá entre Max e Eleven, as duas personagens que não tiveram muito contato anterior formam uma das duplas mais legais de acompanhar durante a série, outro agrupamento de personagens que deu sinais de diversão e sinergia no passado e brilham muito nessa temporada são Steve e Dustin, os dois personagens se complementam muito bem e juntamente com o resto do seu grupo um tanto quanto inusitado possuem as cenas mais divertidas e engraçadas do ano.

Já na parte da trama as coisas tomam uma pequena virada, pela primeira vez as crianças se tornam muito mais a caça do que os caçadores de aventura que estamos acostumados, trazendo uma boa sinergia entre as já costumeiras investigações da trupe. Graças ou infelizmente ao fato dessa temporada ser mais reduzida, com apenas 8 episódios, a trama não perde muito tempo enrolando em alguns pontos e vai a todo vapor do começo ao fim.

No geral essa temporada de Stranger Things é muito mais sóbria que as anteriores, mas ainda mantém muito do aspecto infantil do show que conquistou não só a mim como a maioria do seu público, no entanto, já dá sinais que não tem como impedir o amadurecimento das crianças nem do show em si, entregando um produto mais sério, tocando em assuntos mais adultos e expondo um terror mais grotesco e direto.

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Bruno Deolindo

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Um cara que anda por aí chutando as latinhas de Coca-Cola na rua da vida e escrevendo um pouco sobre o que o coração das cartas mandar.

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