Chris Cornell, Chester Bennington e suicídios

Renato Gomes
Jul 24, 2017 · 2 min read
Chris Cornell com Chester Bennington. (Imagem: ECF)

Está acontecendo. As pessoas estão desistindo. Pessoas sofrem e todas as outras enxergam isso como piada, como frescura. Os suicídios recentes de pessoas públicas mostram isso.

Chris Cornell (Audislave/Soundgarden) e Chester Bennington (Linkin Park) são a prova que não é dinheiro, fama e outras coisas mais que as pessoas dizem ser o que importa, quando não enxergamos mais sentido na vida. Quando a crítica, a falta de apoio, o sentimento de solidão e de vazio te afetam de alguma maneira, transformam sua vida em um castelo de vidro barato, pronto para se quebrar a qualquer instante.

Taxar uma pessoa que cometeu tal ato como “vagabunda” ou “fresca” é um grande problema. Afastar-se de pessoas que evidenciam necessidade de apoio para sua saúde mental é outro ainda maior, pois elas já se sentem sozinha mesmo não estando. Imagine ver as pessoas que poderiam ser um porto seguro se afastando, seja namorada, amigos e até mesmo família?

Situações como a de Chris e Chester acontecem o tempo inteiro. A taxa de suicídio é alta, podendo dizer ser uma epidemia, conforme alerta o sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz, coordenador da Área de Estudos da Violência da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso). A cada 40 segundos uma pessoa tira a própria vida por diversos motivos. E as pessoas não veem isso, ou percebem tarde demais. E não há nada pior do que tarde demais.

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), o suicídio é a causa de mais de 800 mil mortes anuais, sendo a maior parte homens. Essa diferença acontece porque homens usam de meios mais letais para tirar a própria vida.

Estamos vivendo em uma sociedade doente, onde quem está doente não é levado a sério, onde quem precisa de ajuda vira motivo de piada.

Vamos olhar para o próximo e tentar ter mais humanidade.

Cada um tem seu castelo de vidro. E pode ser a pedra que você joga a quebrá-lo.

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Renato Gomes

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Formado em Sistemas de Informação, pseudo-escritor, apaixonado por coisas que não fazem sentido, tentando fazer sentido.

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