Photo by Sean Stratton (https://unsplash.com/seanstratton)

Tendência?! Quem disse?

Deixando o modismo limitar sua criatividade

Basta iniciar um novo ano e lá vem os profetas do design gráfico nos banharem com sua sabedoria e ditar as tendências que irão reger o futuro.

Normalmente, quando leio posts relacionados as tendências para 2016 encontro dois tipos de situação:

  1. Cópia: o cidadão pega informações de fontes secundárias, replica ou altera suavemente e apresenta como autêntico. Sem questionar a origem.
  2. Achismo: informações baseadas em observação superficial e sem nenhuma referência em dados reais.

Algumas empresas como Shutterstock, Pantone e similares tem dados estatísticos suficientes para prever e acompanhar local e globalmente as preferências do público, conseguindo assim determinar para onde as coisas tendem a caminhar. Com outras fontes, é preciso mais cautela antes de sair por aí levantando bandeiras.

Não sou avesso as tendências, pelo contrário. Tento me colocar a par do que está acontecendo, interpretar as mudanças e buscar de onde vêm as novidades e como posso incorporá-las.

Porém, sinto que existe uma certa ditadura das tendências, como se para um projeto ser bom e relevante tem a obrigação de ser encaixar em algum modismo. E isso me incomoda.

Boa parte das tendências vem de cima para baixo. Grandes empresas, que investem em pesquisa e desenvolvimento, costumam detectar padrões e aplicam os devidos ajustes em suas marcas, produtos ou serviços. Na outra ponta, nós, meros mortais, só vemos o resultado e seguimos o fluxo, sentados nos ombros dos gigantes.

O comportamento submisso as tendências desestimula a disrupção e, consequentemente, reduz a possibilidade de inovação.

Boa parte das grande empresas de hoje, principalmente as relacionadas a internet, que se destacaram de alguma forma, enxergaram além da tendência e vislumbraram a oportunidade, o diferencial.

Aí que o jogo vira.
Porque simplesmente seguir tendências quando pode fazer parte da criação de uma nova?

Acompanhar as tendências é importante, entretanto a tendência precisa se adequar ao projeto, não ao contrário. Forçar a barra no sentido contrário é colocar o projeto no mesmo saco de muitos outros e deixar passar a oportunidade de explorar o seu potencial e encontrar a sua exclusividade.

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