Ter uma boa ideia não é tudo: a arte de transformar ideias em realidade

Muita pessoas me perguntam sobre processo criativo. Na maioria das vezes surgem com aquela velha e equivocada noção de que boas ideias surgem quando estamos magicamente inspirados. Negligenciam todo o trabalho, preparo, estudo e treino envolvido no ato de criar. Boas ideias não surgem do nada. É preciso ralar peito para ter uma sacadinha interessante no fim do dia.

Outro grande equívoco das pessoas — principalmente daquelas que querem ter sucesso em suas carreiras — é pensar exclusivamente em ter uma ideia. Não qualquer ideia, uma ideia revolucionária. Uma nova marca capaz de abocanhar a concorrência.

E se eu te contar que ter uma boa ideia não é tudo?

Conheço muitas pessoas criativas que já tiveram uma dúzia de boas ideias, nenhuma delas um sucesso econômico. O motivo? Mais importante do que ter uma boa ideia é fazer com que ela se desenvolva no caminho certo. E isso não é uma questão de ser ou não criativo, mas sim de possuir a qualificação necessária para lapidar a ideia.

Por isso, a dica que tenho para você, que espera desesperadamente ter uma ideia de sucesso: roube ideias de outras pessoas. Roube mesmo. Esqueça aquele ideal de originalidade, ele não funciona. Crie e recrie com base no que você já tem, ao invés de esperar que alguma ideia surja magicamente na sua mesa no final do expediente.

A melhor maneira de honrar a imagem de alguém que teve uma boa ideia é fazer com que aquela ideia seja útil na vida de outras pessoas. E isso só vai acontecer se você torná-la real.

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