Um real a mais (vs. um real a menos)

Texto original do Seth Godin, publicado aqui.

Pense em uma corrida ao topo.

Como o Lyft competirá com o Uber? Escala é, comumente, o segredo para um negócio no mundo das commodities e se o Lyft competir sendo ainda mais barato que o Uber o único resultado possível não parece muito bom. É uma corrida assassina por atalhos.

Mas o que acontece se o Lyft (ou o seu projeto) resolve competir pelo primeiro lugar, ao invés do mais barato?

E se eles disserem: "nós sempre custamos um real a mais que o Uber"?

E então eles repassam esse real, inteirinho, para os motoristas…

Que tipo de pessoa optaria pela corrida mais barata, a corrida com o motorista estressado e nervoso?

Aí, ao invés dos motoristas abandonarem as corridas que eles aceitaram (por causa da pressão para conseguir faturar um pouquinho a mais os motoristas do Uber fazem isso o tempo todo — aconteceu comigo quatro vezes em um único final de semana), você incentiva motoristas que são bons o suficiente para cobrarem aquele real a mais…

O Uber se torna a opção barata (e só), enquanto o Lyft (ou seja lá o que você faça) se torna a opção que você escolhe depois de experimentar…

E o que aconteceria se a sua lanchonete preferida dissesse: "nós somos o lugar que cobra um real a mais no almoço" — e então gastasse esse real pagando seus empregados e fornecedores um salário um pouco melhor?

Algumas pessoas vão sempre querer ser às mais baratas, independentemente do que isso acabe lhes custando. Mas em todos os mercados, a lista é enorme, projetos e grandes empresas orgulhosamente cobram um real a mais.

Não apenas um real a mais.

Um real a mais que valha mais.