Uma Triste Realidade

Segundo cientistas, a Terra tem 4,56 bilhões de anos (aproximadamente). Estima-se que o ser humano (homo sapiens) habite esta mesma Terra há cerca de 200 mil anos. E há 2 mil anos estima-se que exista o “homem inteligente”. Muitos anos se passaram e este mesmo ser humano evoluiu bastante, inventou coisas, descobriu coisas, passou a viver em sociedade (como consta em estudos que a primeira civilização se desenvolveu na Mesopotâmia).

Tanto tempo passou e ainda somos obrigados a enfrentar uma sociedade cheia de preconceitos. Uma sociedade que olha para as minorias com desprezo e superioridade. Em pleno século XXI, em meio à era da informação, somos obrigados a ver pessoas influentes e formadoras de opinião, com seus seguidores, disseminando discursos de ódio, incentivando ações que são em todos os casos cheios de preconceito.

A internet existe há cerca de 40 anos e neste tempo, trouxe grandes avanços. Hoje podemos nos conectar com pessoas do outro lado do mundo em questão de segundos. Hoje podemos controlar uma máquina ou robô há quilômetros de distância. Hoje podemos nos sentir mais próximos de pessoas que estão a quilômetros e quilômetros de distância de nós. E mesmo assim, ainda hoje, tem gente que fala que ser gay é doença. Ainda tem gente que usa termos como homossexualismo (nota-se que o sufixo “ismo” foi excluído pela Organização Mundial de Saúde (OSM) no ano de 1990, pois ser homossexual não é uma doença). Ainda tem gente que acha que bissexuais são indecisos ou “sem vergonha”. Ainda tem gente que acha que travestis e transexuais são aberrações. Ainda tem gente que acha que só existe “homem e mulher”. Ainda tem gente que defende a “família tradicional”. Ainda tem gente que fala que Deus criou homem e mulher pra que eles ficassem juntos e qualquer coisa diferente disso é pecado e vai pro “inferno”. No ano de 2016 ainda tem gente que acha que agredir e estuprar alguém é uma forma de corretivo.

Essa é a triste realidade de muita gente. Essa é a infame realidade de muitos LGBT que sofrem diariamente por pessoas que defendem que ser lésbica “é falta de rola” (como o caso do pai que estuprou a própria filha lésbica, de 14 anos, no Tocantins, com o intuito de que ela “virasse mulher”), que gay deve fazer sexo com mulher de verdade para “virar homem” (como o caso de um adolescente, na Índia, que foi obrigado a fazer sexo com a própria mãe para se “curar”), que travestis e transexuais merecem morrer porque são aberrações da raça humana (como o caso de uma travesti, de 28 anos, que foi encontrada parcialmente carbonizada e com arame em volta do pescoço, em um canavial na área rural da cidade de Itupeva, em SP) e que bissexuais sofrem diariamente por serem consideradys indecisys e morrem ou são agredidys diariamente (como o caso de uma mulher bissexual que morreu com 20 tiros, na zona norte de São Paulo).

Ao dar uma rápida busca por notícias sobre estupro corretivo no google, é possível ver a quantidade de casos como este que ocorrem constantemente. A maioria desses casos acontecem com lésbicas e isso tem se tornado cada vez mais constante. Várias histórias, uma mais triste que a outra.

Isso deve parar. Isso deve ser levado mais a sério por políticos e pela sociedade em si. É muito claro que precisa ser feito em muitos países no mundo, leis contra a LGBTfobia. Pessoas estão sendo violentadas agora enquanto eu escrevo este texto. Pessoas estão morrendo agora enquanto eu escrevo este texto. E por que? Simplesmente pelo fato de serem quem são. Basta de tanta covardia. Basta de tanta violência contra um grupo que só quer ser feliz, que só quer seus direitos garantidos. Está na hora de cada um cuidar da própria vida e deixar o outro fazer o que quiser com a dele.

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