Você rumo ao fundo do poço, nessa vidinha mais ou menos

(ou) Nós, o agente da mudança

#acessibilidade: Dê o play e escute esta história! /Parceria Vooozer

Posso confessar? Cansei! O mundo evolui, as coisas mudam, mas ainda tem quem diga que age por instinto. Instinto? Somos seres racionais, meu caro. O instinto não pode prevalecer diante daquilo que você pode e deve pensar, decidir e simplesmente fazer. Fazer diferente.

As suas dores não são maiores que as minhas. O que as diferem é que as suas são suas. Só isso. Então, garotas e garotos, pensem antes de agir. Pensem antes de achar que tudo é complicado, que a matemática é ruim, que o novo esquema de organização não vai funcionar. Pense para ao invés de trazer mais problemas, trazer soluções.

Esta história de “eu não consigo” ou até aquela de “não vai dar certo, só acredito vendo” já é passado. Sim, passado.

Tudo é ruim e complicado, não funciona, não tá certo… na verdade só falta tentar.

Quer exemplo melhor do que a sua avó de 80 anos que fala com você pelo WhatsApp? Ou até seu sogro de 50 que envia direct no Instagram, funcionalidade que você — jovem — pouco usa. Você acha que eles pensam que “tudo vai dar errado”? Não pensam, não! Pensam que se der errado eles vão tentar outra vez, e outra, e outra. Eles vão dizer que isso é a essência da evolução e, um dia, vão conseguir e acabar rindo de tudo isso, contando em qualquer domingo em família. Se não tentarem nem vão saber.

E você aí, vintão ou na casa dos trinta, já pensou como você pode estar caindo na própria armadilha da autossabotagem? Sim, pensemos: se você não escova os dentes, um dia a dor é inevitável. Parece simples, né? Mas pensemos novamente, então: se você não tentar, não experimentar coisas novas, não se permitir…

Chegará onde?

Ficar no marasmo não proporciona mínima evolução. Então eu digo: permita-se! Permita-se viver e evoluir, descobrir novas formas e novos projetos assustadoramente incríveis. Permita-se descobrir e consumir coisas que você nunca imaginou que faria.

Permita-se pois você é como um quebra-cabeças, uma junção de diversos fragmentos do que foi vivido, uma mistura de experiências — boas e ruins — , uma mescla do vivido com o não vivido. Você nada mais é do que a mistura de tudo que fez, aproveitou e daquilo que deixou para trás. Cada escolha, uma renúncia, não é?

Mergulhe fundo nesta piscina. Vá, com fé, mergulhe de cabeça. Descubra que no fundo dela não tem nada mais que… lajotas. Mas lajotas, Cássio? Sim, descubra que não tem nada mais que lajotas, mas descubra. Descubra isso, descubra algo, descubra mais… Solte a mão da acomodação que te impulsiona — para baixo, para o fundo daquele poço — e de um abraço bem apertado na magia da descoberta. Vá em frente, adiante. Tente mais e mais.

Se não tentar, nunca saberá o que poderia dar errado.

Autossabotagem é o fundo do poço, acredite. Tantos estão querendo te derrubar, não é um nem são dois, são vários, todos os dias. Agora imagine algo bem simples: Você quer ajudá-los? Quer facilitar para eles? Se sua resposta for sim, volte ao início deste texto, talvez sua leitura foi dinâmica ao extremo, deixou algo passar. Se você pensou: não! não! não! obrigado! Este texto cumpriu seu papel. E sigamos nesta caminhada.

Ou você se ajuda ou fica mais fácil para o mundo lhe derrubar: isso aqui é um jogo, trintão!