NEW ORDER
Sociedade — Gênero — Sexualidades — Identidades. Por @cassio e convidadxs.

Esse tempo de quarentena está me fazendo pensar muito no Brasil.

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Imagem por Rafaela Biazi em Unsplash.

E quem não está pensando muito no Brasil nesse momento, não é mesmo? São tantas notícias que é fácil ficar perdida no meio do caos. E o caos não é apenas na saúde pública, mas na calamidade dos atos do ser humano que se coloca acima de qualquer um e de todos, quer satisfazer os seus prazeres e as suas aventuras sem pensar naquele que está do lado, ou à sua frente. São pensamentos a se desenvolver com o tempo e que, talvez, vou deixar só pra mim pra não causar tanta confusão.

O que quero mesmo dizer aqui, e que tem a haver com o meu dia a dia, é sobre o desenvolvimento interno do país. É fato que o Brasil é líder de exportação de algumas matérias-primas e alimentos, mas e como fica o desenvolvimento interno, quando muitas indústrias necessitam de itens que só são encontrados fora mas que custam um absurdo nessa pandemia? …


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As pessoas só largam outras pessoas

Empresas são entidades jurídicas que costumam explorar um ramo de negócio e oferecer ao mercado bens de consumo e/ou serviços. Todas elas são formadas por uma série de pessoas diferentes. Sejam essas pessoas as que bolaram todas as políticas e processos que existem nela, ou que chegaram depois e simplesmente seguem o que foi definido anteriormente.

Uma definição meio chata só para dizer que, na verdade, empresas não são entidades divinas que nos ajudam com emprego e com a ocupação que vamos desempenhar durante a nossa vida. …


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https://unsplash.com/photos/xv7-GlvBLFw

O documentário estado-unidense da Netflix “O dilema das redes”, ironicamente, bombou nas redes sociais nas últimas semanas. Para aqueles que não viram, o longa evidencia algumas engrenagens e manipulações um tanto quanto perigosas que sofremos ao navegar pela internet e mostrou que o algoritmo pode prejudicar a sociedade em níveis inimagináveis.

Verdade seja dita, já sabíamos que as redes sociais eram prejudiciais. Quão bizarro é estarmos sendo constantemente monitorados e influenciados por plataformas que medem e moldam nossos gostos? E quão preocupante é não nos atentarmos para a quantidade absurda de horas que gastamos entre uma rede e outra?

Estamos nos tornando pessoas menos focadas, menos contemplativas, mais influenciáveis. E, sobretudo para os mais novos, o bombardeio de informações pode ser decisivo na formação da personalidade. As telas monopolizam a interação com o meio e fazem com que esses jovens prefiram a interação virtual à real. …


Meme da Nazaré Tedesco não entendendo nada
Meme da Nazaré Tedesco não entendendo nada
Não permita que a numerofobia vire a sua identidade

Quem nunca passou por isso: você e seus amigos pedem a conta e alguém pergunta qual o resultado da divisão de R$79,45 por três. Sua mão começa a suar e o silêncio só aumenta a tensão. Antes que você comece a contar nos dedos, vem um e responde: “Sei lá, sou de humanas”. A amiga mais impaciente saca o celular e resolve o impasse com a calculadora em cinco segundos.

De fato, a tecnologia está aí para nos poupar de árduas e repetitivas tarefas. No entanto, ser de humanas não pode ser desculpa para evitar o constrangimento de errar uma conta de cabeça. Mesmo porque não há problema nenhum em se confundir entre vírgulas e números decimais. …


Uma crônica vestida de fábula

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O sol abriu, é manhã e um novo ciclo se inicia num grande parque, no coração da cidade. Para aproveitar seu dia, uma joaninha bem-humorada logo sai do buraco em que fizera seu lar, no topo de um árvore, para assistir o momento de mudança de algumas colegas lagartas. Uma por uma, elas vão deixando seus casulos, mas diferente de como entraram, pois agora são borboletas. Livres novamente, elas voam além, batendo suas asas amarelas, que contrastam com os galhos avermelhados do outono.

Entretanto, quando já descia, prestes a voar, uma borboleta vermelha, muito bonita, se aproximou do casulo recém esvaziado e observa o espaço de dentro; depois de muito olhar, ela puxa o casulo e sai voando com ele em suas patas. A joaninha ficou instigada, e até tentou resistir, mas acabou cedendo à curiosidade e, batendo as pequenas asas, seguiu sua colega avermelhada. …


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Poker -pinterest

E no século 21 para tantos pararíamos de sangrar? Pararíamos de parir? Pararíamos de comer e gozar? E para que carro voador se o céu estivesse obsoleto e o sol já morto? Para que tanta rapidez em tudo se não há mais ninguém com quem se queira dividir o tédio? E vírus agora não poderia mais matar, teríamos uma pele impenetrável? “Em pleno século 21” dizem como se fosse para estarmos em outra, mas estamos nessa. Quanta perversidade! Assim segue a colheita da monocultura Opressão.

Nosso erro foi achar que o conhecimento libertaria. Nosso erro foi achar que dinheiro tudo compraria. Temos inteligência avançada sempre à mão, mas estamos presos e o dinheiro nada compra, não quero roupa nova, não quero sanduíche de 3 andares e muito menos corrente de ouro para me enfeitar, estou sem fome e a garganta já acumula muito nó. …


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‘São tempos difíceis para sonhadores’ já dizia Amélie, imagina para os amantes. Amar numa época de crise implica um sentimento privilegiado, coisa que nem todo mundo sabe o que é. Este texto tem como objetivo exemplificar algumas coisas, diminuir outras e pôr na esteira dos fatos uma realidade: quase ninguém irá conseguir amar hoje.

Amar nunca foi um problema, todos nós dividimos paixões e amores ao longos dos anos com histórias, encontros e ilusões, mas é com a internet que tudo muda, depois da chegada do Tinder. Eu sei que você já baixou, não precisa fingir que não, quase todo mundo já baixou e usou por alguns dias ou semanas, tem quem já encontrou alguém, que só transou, até quem namorou e casou! …


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Olá pessoa que lê meus textos e provavelmente já sabe o que eu escreverei aqui, tudo bem? E olá pessoa que não lê e talvez se assuste com tudo isso, como está?

A verdade é que eu produzi um relatório de Análise de Comportamento Não Verbal nessa quarentena, rendeu cerca de 259 páginas entre algumas crises de ansiedade, cafeína em excesso e aquele sentimento ruim de emburrecimento e frustração.

Durante essa produção precisei ler inúmeros textos sobre relacionamentos e principalmente: ciúmes. …


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Em “Esse Cabelo” a autora traça a genealogia de seu cabelo crespo, do primeiro alisamento à transição capilar

Sou cria do ensino público brasileiro, filha caçula de uma família que não tinha o hábito da leitura. As primeiras tentativas de me aproximar da literatura se deram de forma anárquica durante a adolescência: Iracema, Shakespeare e Paulo Coelho, um mix improvável e malsucedido na tarefa de estimular uma jovem da Baixada Fluminense a adotar livros como companheiros de suas tardes ociosas.

Acredito que o que faz um leitor é a oportunidade. A biblioteca da escola estadual onde estudei toda a minha infância vivia fechada por medo dos alunos. Em casa, devorava os encartes de enciclopédia que vinham no jornal de domingo. Lia e relia tudo sobre os egípcios, suas dinastias, cerimônias e alfabeto. …


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Crítico, sensível e divertido na medida certa, “Tentativas de Fazer Algo na Vida” é um relato cativante sobre o envelhecimento e uma reflexão sobre o preconceito contra os idosos

Aos 83 anos e 3 meses, sem filhos e com a esposa internada em um sanatório, Hendrik Groen mora em uma casa de repouso em Amsterdã que mais parece uma penitenciária, cheia de regras e proibições. Ciente dos seus últimos anos de vida, inicia um diário para encontrar conforto e manter a lucidez em sua vida solitária.

Falando assim, “Tentativas de Fazer Algo na Vida” (Editora Planeta, 2016) soa como um relato deprimente sobre a vida em um asilo, cercado de desesperança. Groen, ao contrário, revela um microcosmo social cheio de nuances e transforma seu diário em um relato crítico, sensível, cativante e bem-humorado sobre o envelhecimento e o valor da amizade. Não por acaso o livro se tornou best-seller, publicado em 30 países. …

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