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NEW ORDER
Sociedade — Gênero — Sexualidades — Identidades. Por @cassio e convidadxs.

Sou Flay Alves, escritora que percorre o mundo fazendo voluntariado e expedições literárias e compartilha vivências e reflexões sob a ótica de uma viajante mulher, negra e nordestina. Acompanhe meus relatos diários no IG.

Sobre minha transição capilar e a violência por trás dos padrões de beleza impostos pela sociedade.

Fotografia: Raul Luchese

O cabelo é o véu da mulher.

Sempre ouvi essa frase e acho ela um tanto quanto injusta. Porque no meu imaginário, véu é um pano preto que escorre pelas costas e esconde, ao mesmo tempo que expõe muito bem, nossos preconceitos sobre o que é belo. E o que não é.

Sete anos se passaram desde meu big shop e acho lindo o quanto a sororidade entre mulheres pretas é sempre uma constante.

Fiz a transição capilar inspirada pela Bia, uma grande amiga e irmã de alma. Ela, na época, foi num encontro de mulheres negras e voltou para…


o que o mito do centauro ferido ensina sobre as nossas dores

Imagem do Google

Na mitologia grega existem muitos mitos mas somente um deles é o meu mito preferido: o mito de Quíron.

Quíron era filho do Deus do Tempo, também conhecido como Chronus ou Saturno. Mas um filho extra-conjugal. Reza a lenda que Saturno teria sido pego no flagra traindo a esposa com a mãe do Quíron, a Fílira, que era filha de Oceano, e teria fugido covardemente no meio do rolê metamorfoseado num garanhão, um cavalo. (Os deuses tinham esses poderes, caso você não esteja muito familiarizado com a mitologia).

O produto dessa união de Fílira com Saturno metamorfoseado foi o primeiro…


Photo by Maria Oswalt on Unsplash

Esse é o questionamento que mais tenho me feito desde fevereiro de 2020, quando fui obrigada a finalizar às pressas meu trabalho no hotel onde trabalhava na Itália e sair correndo com as minhas coisas arrumadas de qualquer jeito para viver a experiência até então inédita de um lockdown.

Sempre senti que a vida não estava sob o meu controle e todas às vezes em que ela parecia estar eu dei um jeito de apagar rapidinho esse esboço de estabilidade. …


HIV e Covid19: separados por 40 anos, unidos pelo racismo estrutural

Foto de RF._.studio no Pexels

Há 40 anos atrás, uma pandemia tomava as capas dos jornais de todo o mundo. Na televisão não se falava em outra coisa, os hospitais lotados transpiravam desesperança e do lado de fora as ruas eram tomadas pelo medo e pelo ódio. O HIV mudou a forma como as pessoas se relacionavam, representou um retrocesso imensurável ao movimento LGBT, foi um acontecimento político, social, econômico e até religioso e no fim matou mais pessoas que duas guerras mundiais juntas e segue matando aqueles em situação de maior vulnerabilidade.

40 anos depois, outra pandemia é o assunto do momento. O COVID19…


James Bonicci — Rupture 2

Não tenha medo de pensar.*

Não tenha vergonha de mudar de ideia 35 vezes sobre o mesmo assunto. Não se avexe, pesquise.

Não tenha a falta de coragem de admitir qualquer erro, qualquer um que seja, pequeno ou grande. Não se permita ficar presa em verdades que não são verdadeiras e assim se tornaram "porque todo mundo faz igual e não é você que vai mudar." Você vai mudar sim. Se não o mundo, alguma coisa dentro de você.

Não se abale tanto assim com aquela crítica. Pegue alguma coisa dela e faça melhor, e diferente, e mais e talvez faça em outro lugar, pra…


Esse tempo de quarentena está me fazendo pensar muito no Brasil.

Imagem por Rafaela Biazi em Unsplash.

E quem não está pensando muito no Brasil nesse momento, não é mesmo? São tantas notícias que é fácil ficar perdida no meio do caos. E o caos não é apenas na saúde pública, mas na calamidade dos atos do ser humano que se coloca acima de qualquer um e de todos, quer satisfazer os seus prazeres e as suas aventuras sem pensar naquele que está do lado, ou à sua frente. São pensamentos a se desenvolver com o tempo e que, talvez, vou deixar só pra mim pra não causar tanta confusão.

O que quero mesmo dizer aqui, e…


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As pessoas só largam outras pessoas

Empresas são entidades jurídicas que costumam explorar um ramo de negócio e oferecer ao mercado bens de consumo e/ou serviços. Todas elas são formadas por uma série de pessoas diferentes. Sejam essas pessoas as que bolaram todas as políticas e processos que existem nela, ou que chegaram depois e simplesmente seguem o que foi definido anteriormente.

Uma definição meio chata só para dizer que, na verdade, empresas não são entidades divinas que nos ajudam com emprego e com a ocupação que vamos desempenhar durante a nossa vida. …


https://unsplash.com/photos/xv7-GlvBLFw

O documentário estado-unidense da Netflix “O dilema das redes”, ironicamente, bombou nas redes sociais nas últimas semanas. Para aqueles que não viram, o longa evidencia algumas engrenagens e manipulações um tanto quanto perigosas que sofremos ao navegar pela internet e mostrou que o algoritmo pode prejudicar a sociedade em níveis inimagináveis.

Verdade seja dita, já sabíamos que as redes sociais eram prejudiciais. Quão bizarro é estarmos sendo constantemente monitorados e influenciados por plataformas que medem e moldam nossos gostos? E quão preocupante é não nos atentarmos para a quantidade absurda de horas que gastamos entre uma rede e outra?

Estamos…


Meme da Nazaré Tedesco não entendendo nada
Não permita que a numerofobia vire a sua identidade

Quem nunca passou por isso: você e seus amigos pedem a conta e alguém pergunta qual o resultado da divisão de R$79,45 por três. Sua mão começa a suar e o silêncio só aumenta a tensão. Antes que você comece a contar nos dedos, vem um e responde: “Sei lá, sou de humanas”. A amiga mais impaciente saca o celular e resolve o impasse com a calculadora em cinco segundos.

De fato, a tecnologia está aí para nos poupar de árduas e repetitivas tarefas. No entanto, ser de humanas não pode ser desculpa para evitar o constrangimento de errar uma…


Uma crônica vestida de fábula

O sol abriu, é manhã e um novo ciclo se inicia num grande parque, no coração da cidade. Para aproveitar seu dia, uma joaninha bem-humorada logo sai do buraco em que fizera seu lar, no topo de um árvore, para assistir o momento de mudança de algumas colegas lagartas. Uma por uma, elas vão deixando seus casulos, mas diferente de como entraram, pois agora são borboletas. Livres novamente, elas voam além, batendo suas asas amarelas, que contrastam com os galhos avermelhados do outono.

Entretanto, quando já descia, prestes a voar, uma borboleta vermelha, muito bonita, se aproximou do casulo recém…

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