Hoje o céu dançou no mar

Imagem meramente ilustrativa, daqui: https://www.flickr.com/photos/maymac/4744537074

… E tem um tipo especial de banda, música, livro, filme e artista que a gente gosta mesmo antes de ter contato, de fato, com a obra, só por causa do nome.

Comigo foi assim quando, lá nos idos de 2005, tive contato pela primeira vez com Luisa Mandou Um Beijo. Era destino, meu destino, amar esse grupo. Digo, como não se encantar ou, ao menos, ter a curiosidade despertada por um conjunto detentor de um nome tão tão tão inusitado? Não tinha como, não teve como.

Havia algo, uma ternura quase que desconcertante que não se preocupava em parecer séria e que se orgulhava, de certa forma, de ser meio tola, meio boba.

Os títulos das músicas, tão bonitinhos quanto o nome da banda, confirmavam isso: Amarelinha, Anselmo, Carinhoso, Guardanapos, Com Um Pote de Geleia de Morangos na Mão… E o som, cheio de flautinhas e umas fofices que a minha geração com o cinismo da vida — e da década — aprenderia a odiar poucos anos depois, transbordava a mesma inocência.

Lembrei deles hoje depois de passar o dia na praia, dentro do mar. Enquanto observava o sol de pôr de dentro da água e as cores fantásticas que se formavam no céu daqui de João Pessoa, lembrei dos dias em que eu passava as tardes ouvindo essa banda e tentando decorar suas letras. Esforço vão, pois, embora eu me recordasse do título de uma música específica (Hoje O Céu Dançou No Mar, que dá título ao post) por causa das imagens que via -, não lembrava nadinha dos versos.

Ainda bem que existe a internet. Ainda bem que existe o céu. Ainda bem que existe o mar. Ainda bem.