Se eu fosse vocês, via isso aqui #1
O que eu vi por aí na última semana e fiquei com vontade de compartilhar

•Os bastidores da Tastemade
É fato: amamos vídeos. Pesquisas mostram que, só no Brasil, 44% dos usuários da internet assistem vídeos online todos os dias. A Cisco, inclusive, já fez uma previsão de que até 2019 cerca de 80% do tráfego de dados no mundo será com conteúdos desse tipo.
A preferência do público, em geral, é por vídeos curtos — afinal, somos bombardeados por outras dezenas de notificações de redes sociais, email e etc.
Isso explica boa parte do sucesso da plataforma americana Tastemade. Eles estouraram ao produzir vídeos de receitas curtos e muito bonitos. Só no Facebook, a página global passou dos 25 milhões de curtidas, e o estilo já caiu no gosto de marcas como Airbnb e Hyundai.

A grande sacada é não ter ninguém apresentando ou ensinando a fazer o prato. É tudo no visual, no passo a passo. Tanto que não precisa nem ativar o som para assistir. No Facebook, aliás, 85% das visualizações são no mute.
Achei bem bacana esse vídeo em que a equipe brasileira (sim, o negócio cresceu tanto que eles já têm operações em 6 países) conta como o conteúdo é gravado. É interessante ver como é o processo de produção, a busca por referências, edição etc. Destaque para as receitas feitas na mini cozinha. Sério, eles fritam pastéis minúsculos. É inacreditável.
•A tecnologia por trás do Meio
Já faz um tempo que estou numa fase de ler newsletters. Eu já assinava algumas, mas confesso que não tinha o hábito de abri-las sempre. Desde que criei uma aba só para isso no Gmail, tudo mudou.
Vou fazer um post sobre as minhas favoritas depois, mas já adianto uma delas: o Meio, comandada por Pedro Doria e Vitor Conceição. Toda manhã eles enviam uma seleção de links com as principais notícias do dia — de política às novidades do Netflix. A ideia é informar, em cerca de 8 minutos, quem não tem tempo para ler jornal.
A curadoria é muito boa e, de fato, ajuda a ficar por dentro dos principais assuntos do momento.
Essa matéria do IDG Now conta como fazem para selecionar o conteúdo, a rotina dos colaboradores e a tecnologia utilizada para filtrar os temas. Eles desenvolveram, por exemplo, um sistema que monitora mais de 400 sites de notícias e identifica tendências de viralidade.
'A redação do Meio é virtual, o que é uma vantagem grande quando se pensa que parte importante do nosso trabalho é feito no final da noite e durante a madrugada. A redação funciona no Slack. É onde trocamos informações, nossos editores discutem pautas, texto das notas e até mesmo aquele bate papo descontraído que existe em toda redação. Nosso Slack está integrado com o Monitor através de um bot que desenvolvemos, o Pauteiro.'
•Síndrome da impostora: executivas poderosas contam por que se achavam uma fraude
Eu gosto muito de ler/ouvir sobre mulheres bem-sucedidas, principalmente em carreiras tipicamente masculinas. Essa matéria da Marie Claire aborda o tema por um lado muito interessante: a síndrome da impostora, mal comum entre profissionais que não se acham merecedoras do sucesso alcançado.
A matéria traz dados curiosos: em estudo de uma universidade dos Estados Unidos, 70% das entrevistadas afirmaram sofrer do problema. Uma pesquisa divulgada pela HP em 2013 também mostrou que, na hora de se candidatar a uma vaga, as mulheres só o fazem se preencherem todos os pré-requisitos. Já os homens mandam o currículo se tiverem apenas 60% das habilidades requeridas. Já que estamos falando tanto em igualdade de gênero no mercado de trabalho, vale a leitura.
•O truque dos restaurantes para consumirmos mais
Sabe quando você nem está com tanta fome mas por algum motivo acaba comendo mesmo assim? Pois então: um estudo do Japão constatou que existe uma relação entre a percepção visual da comida — tanto do próprio alimento como do jeito com que ele é servido — , e a vontade de consumi-la. E, claro, os restaurantes usam e abusam dessa informação.

Essa matéria do El País cita alguns exemplos, como a preferência por pratos brancos e redondos, que realçam nossa opinião quanto à intensidade do sabor, e de xícaras vermelhas, que nos dão a sensação de que o café está mais quente.
•Que tal falar com a Alexa pelo Slack?
Um pouco de ~first world problems~:
Criaram um Bot chamado SilentEcho em que é possível interagir, via Slack, com a assistente virtual Alexa. Ao invés de falar "Alexa, play some rock music", por exemplo, o usuário poderá escrever e enviar uma mensagem pela ferramenta.

Os desenvolvedores defendem que a tecnologia será útil para momentos em que o ambiente está muito barulhento e seria preciso gritar para a Alexa ouvir o comando. Ainda está em beta.
Semana que vem eu volto com mais um "Se eu fosse vocês, via isso aqui" ;)

