30 depoimentos, dicas, livros e links para novos (e velhos) designers

Julio Fontes
Feb 3, 2016 · 39 min read
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Os depoimentos


Ailton Santos Silva

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A universidade dá o embasamento nos estudos, nos aprimoramentos. Os estágios é que nos dāo subsídios para ousar mais no segmento que se queira seguir.

Ter determinação, ousar em sua criatividade desenvolvendo exercícios que possam, a todo instante, aumentar o repertório. Estar focado nas demandas de mercado de trabalho, aprofundar-se em cada projeto que executa na universidade de modo a incrementar o portfólio para a busca do seu sonhado emprego. Em suma, buscar a excelência em tudo o que faz. Gostar de desenhar e buscar o aprimoramento sempre, seja a mão ou no computador.

Acredito que a maturidade é tudo. Quando se sai de um ensino médio e se depara com uma universidade as inquietudes são muitas. Buscar o aprimoramento, fazer um projeto como se fosse o único, ir a todas as mostras e exposições que dizem respeito a área e poder criar um networking para futuros projetos é algo que não temos como prioridade, somente no decorrer do curso é que vai se formando. E mesmo assim saímos da faculdade com a culpa de que deveriamos ser mais disciplinado.

Alceu Nunes

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A importância de um amplo repertório de referências, o olhar atento e uma capacidade parabólica de absorver as múltiplas informações que são “despejadas” constantemente, ser curioso e ter a mente aberta para experimentações.

Entregar sempre além do que foi pedido. Ampliar a vida cultural, museus, sites, viagens…

O refinamento tipográfico, o tom de voz de cada peso e tipo de fonte. A relação histórica dos tipos com a vida. O domínio tipográfico é uma ferramenta indispensável ao Designer.

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Ana Brum

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É fundamental saber se relacionar. Enquanto estudante de design ou designer formado, são raros ou quase nulos os momentos em que você não está interagindo, seja por meio de uma entrevista de briefing ou praticando a empatia. O profissional preparado deve saber absorver os inputs que acontecem frequentemente ao nosso redor, bem como decodificar as necessidades em oportunidades.

Gostaria de saber mais sobre a amplitude de atuação do designer, que não se limita à criação, seja gráfica, digital ou de produto; mas pode estar diretamente ligada à gestão; à equipes técnicas multidisciplinares; ao planejamento estratégico; à antecipação de riscos; a laudos técnicos; à administração e, assim, seria mais fácil entender MAIS CEDO a transversalidade da nossa profissão.

André Marcolino

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Saber que a escola não é uma passagem, é o caminho. Ela precisa estar dentro de você e isso te dá poderes incríveis.

Tempo de fato é a moeda mais preciosa, então aprendi a valorizar o agora, o futuro depende desta consciência.

Anna Anjos

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Ser pró-ativo é fundamental quando você opta por uma carreira freelancer.

Quando falo sobre pró-atividade você pode pensar que estou falando apenas em publicar seu portfólio online, aprender a calcular orçamento e lidar com as finanças de sua empresa (sim, sua EMPRESA! Se você é um profissional autônomo, você é seu chefe!). De fato, essas atitudes são investimentos que podem fazer a diferença caso você opte pela vida de freelancer.

Mas o investimento também precisa ser em nível pessoal. O que quero dizer com isso é: não paute sua escolha profissional apenas no ganho financeiro. Você corre o risco de, lá na frente, se tornar um profissional frustrado por balizar seu sucesso apenas e unicamente em quanto ganha. É claro que dinheiro é importante, mas veja, isso é preço. E preço é diferente de valor.

Como então investir em valor? Costumo dizer que tudo que a gente aprende na vida é válido, seja esse saber acadêmico ou empírico. Se você pudesse viajar neste momento, para onde iria? O que você gostaria de descobrir? O que quer aprender? Como dizia Rubem Alves: “O saber pode e deve ter sabor.”

Abasteça-se de referências, ideias, de histórias. Saia do lugar comum, saia da zona de conforto. Sempre que tiver oportunidade, viaje. Conheça culturas diferentes, pessoas diferentes e suas histórias. Toda essa bagagem cultural é valor, que agregará profissional e pessoalmente e que nunca ninguém poderá tirar de você.

Repito: preço é diferente valor. Quando você consegue equilibrar preço e valor em sua carreira, você cresce como ser humano e, consequentemente, potencializa sua criatividade e força produtiva.

O mercado de trabalho é difícil; não há “receita de bolo”, mas alguns quesitos são essenciais pro seu trabalho ser notado: persistência, disciplina, pró-atividade e curiosidade constante. O mercado é cheio de desafios, sim, mas também não é esse bicho de sete cabeças que pintam na faculdade. Ele se torna menos complicado a medida em que você começa a praticá-lo e, com o passar do tempo, começa a se descobrir em meio a isso tudo, perceber capacidades que antes desconhecia e impor certos limites também.

Ari Rocha

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Considero que a pergunta certa é, sempre, mais importante que a resposta, até porque ela tem o ‘poder de induzir’ os fatos, que serão determinantes no futuro. A maioria dos cursos de Design promovem mais ações de “adestramento” que de educação, visando “treinar” os alunos para atender a ‘demandas já conhecidas’ sem promover novos questionamentos, nem criar novas possibilidades para a solução de problemas. Desse modo, o que se chama de criatividade é tão somente uma eventual variação de forma e cor, que caracteriza o “styling” e não o projeto (design). Mas, apesar disso, encontram defensores que tentam enfatizar o caráter prático e pragmático da ‘fabricação’ de produtos, sejam de natureza física ou intelectual.

O Design se caracteriza cada vez mais por seu caráter ‘estratégico’, assumindo a ‘inovação’ como um dos fatores para ampliar a competitividade dos produtos. Elaborar projetos ‘flexíveis’ e sintonizados com a dinâmica crescente de transformações obrigam o profissional a manter permanente sintonia com as novas tecnologias e a rápida evolução dos processos produtivos.

Acho que a maioria das escolas de Design vai pouco além de cumprir a obrigação, com um currículo que ‘ensina o ofício’, mas não prepara o aluno para os desafios do futuro. Creio que é preciso muito mais. OS AMBIENTES COLABORATIVOS de aprendizagem e de trabalho, que permitem interagir (de forma participativa) com as áreas afins. Esse panorama, em sintonia com a profusão de meios disponibilizados pela internet, permite que o professor assuma um papel de “parceiro” que, junto com os alunos, usa de sua experiência para explorar até o limite, os âmbitos disciplinares. Uma Educação de Qualidade, onde a Pesquisa deve ser uma ferramenta de uso cotidiano…

Bruno Porto

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Foto original de Raul de Lima

Ninguém sai totalmente pronto de um curso de design, por melhor que seja a instituição de ensino ou o próprio aluno. Encare isso com humildade.

Sua carreira profissional começou assim que você botou o pé na sala de aula. É ali que você começa a criar sua reputação com os futuros colegas de profissão, sejam eles seus próprios colegas ou seus professores, que irão indicá-lo — ou não, só depende de você — para monitoria, estágio, freela ou emprego. Ou seja, aja com responsabilidade e dedicação.

Camila de Almeida Santos

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Ao sair da faculdade o estudante já deveria ter uma noção da área na qual gostaria de aprofundar. Principalmente na profissão de Design, onde você tem muitos campos de atuação, fazer estágios e projetos independentes é fundamental para saber qual caminho seguir, pelo menos por algum tempo e onde se especializar. O profissional que vai ter mais sucesso é o profissional em T (isso em qualquer área). Ele conhece um pouco de tudo mas é especialista em um assunto específico. É como se déssemos hashtags às pessoas, como #branding #inovação #webdesign.

E isso também é o que eu gostaria de ter aprendido antes. Dar mais foco a experiências e projetos do que no ganho acadêmico. Tirar notas boas e fazer todos os trabalhos da faculdade é ótimo, mas se você tiver de escolher entre trancar sua faculdade para fazer um projeto/estágio ou continuar na sala de aula, meu conselho é: tranque o curso. Você vai aprender mais em 3 ou 6 meses de estágio do que em alguns semestres de curso.

Corra atrás de mentores também, sejam eles professores ou profissionais. Seu sucesso futuro dependerá muito da sua rede de contatos. Muitas vagas não são divulgadas e são preenchidas com indicações. Cole no professor da matéria na qual você quer ser especialista, peça por projetos extras e indicações de trabalho. Mande seu portfólio para aquela agência ou estúdio incrível com um e-mail honesto e diga que quer trabalhar lá e peça uma avaliação: o que falta no seu trabalho para eles te darem uma chance? Você vai ficar surpreso com a respostas e boa vontade das pessoas em te ajudar. Na pior das hipóteses o não você já tem :)

Daniel Almeida Chagas

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A informação virou commoditie. Ela está em todo lugar, em todos os bolsos, acessível a qualquer momento. Os professores que temem um aluno munido com um smartphone é porque estão fazendo errado, tentando ser o repositório da informação, sendo que não dá para um ser humano competir com a Wikipedia nesse quesito. A nova educação mostra que o aluno agora tem que sair da faculdade sabendo o que fazer com tanta informação. Saber filtrar o que é útil ou não, saber refletir e ponderar e, principalmente, saber criar o novo através do mar de dados que temos acumulado.

Gostaria de ter tido contato com hackathons na faculdade (ou mesmo na escola). O novo modelo de escola não está definido ainda. Mas com certeza uma nova modalidade de ensino será o hackathon (mistura de hacker com marathon). Nessa competição de ideias é que você tem o que todo educador deseja de sua turma: Engajamento, protagonismo, desejo pelo conhecimento para aplicação prática e solução de problemas reais dos alunos e/ou do mundo.

Diego Maldonado

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A faculdade é muito importante, mas não é tudo na vida profissional do designer. Ele vai ter sim que continuar estudando e buscando se aprofundar em áreas pelo resto da vida.

Cada vez compreendo que é mais importante o estudo de programação, nós trabalhamos com o computador a maior parte do tempo, e é muito válido saber falar a língua dele.
Eu nunca aprendi a programar e estou tentando correr um pouco atrás disso agora. Inclusive, acho que programação deveria ser matéria básica em escolas hoje em dia, desde crianças.

Eduardo Lopes

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Acredito que o estudante que optou por fazer uma faculdade, seja por que motivo for, deveria aprender desde cedo a empreender. Mesmo que ele não abra uma empresa logo de cara, a experiência de ser empreendedor traz muitas vantagens ao longo da carreira: mais autonomia, senso de responsabilidade e de oportunidade, que valem mesmo para quem não tem tanta segurança e opta por ser empregado em uma empresa.

Além disso, acho que teria que saber pesquisar. Lá fora, quase a totalidade das startups nasceram de um PhD bem sucedido. Aqui no Brasil quase não existe ligação entre a pesquisa acadêmica e o empreendedorismo, são coisas absolutamente separadas. Ao contrário, na academia existe o desestímulo ao trabalho remunerado e ao lucro, como se fazer pesquisa fosse um sacerdócio. Posso falar bem, pois conheço os dois lados agora que estou fazendo meu doutorado em Design na USP.

Empreender.

Érico Fileno

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No curso de design, o aluno deve saber conectar os conteúdos trabalhados dentro da sua formação. Saber conectar entre si, com outros campos do conhecimento, com outras práticas e principalmente saber conectar com a vida fora da faculdade. O aluno deve realizar constantemente processos de divergir e convergir, saber coletar os dados, analisar o contexto e construir uma síntese projetual. O futuro designer deve saber que sua prática não é para si mesmo, e sim para os outros. Ele deve saber que sua prática projetual precisa estar focada nas pessoas.

Na formação o aluno é sempre apresentado a partes, mas nunca a problemas mais amplos e complexos. Enquanto estava na faculdade, eu gostaria de ter tido essa visão macro. Muitas das coisas que eram trabalhadas no campo micro só vieram fazer sentido para mim após alguns anos fora da academia, quando estava no mercado de trabalho. Outra coisa que gostaria de ter sabido mais cedo é que design não é limitante ou limitado, e sim um campo do conhecimento que amplia outras práticas profissionais e dialoga muito bem com outras ciências.

Fabio Haag

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Acima de qualquer especificidade — como saber projetar uma interface ou criar o seu portfólio — o objetivo mais valioso ao aluno na faculdade é desenvolver um apurado senso crítico; saber pensar (e questionar) o design.

Ter um profundo conhecimento histórico que, somado a um interesse nas discussões contemporâneas, o permita desenvolver soluções de design sólidas e não superficiais.

Além disso, precisa ter a certeza de que ele não sabe tudo. Por ser uma área que está em constante transformação, aprender a aprender é mais importante do que simplesmente aprender uma vez.

É estranho, mas não acho que haveria nada que a faculdade pudesse me proporcionar de forma diferente. Eu gostaria de ter maior maturidade profissional, porém, isso vem somente com a experiência no mercado de trabalho.

O que eu mais lamento da minha época de faculdade era a minha própria falta de interesse em temas que hoje eu busco pessoalmente aprender. De história da arte à filosofia, me vejo extremamente interessado, e sei que tive estas cadeiras na faculdade, porém, não carrego quase nada daquela época comigo.

Fabricio Teixeira

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Da importância de falar com usuários do seu produto. Se você não gosta ou não se interessa por essa parte do trabalho, UX não é para você.

Que ferramentas de design são bem menos importantes do que as pessoas fazem parecer. Não gaste tempo ou energia demais pensando sobre elas.

Fernando Prado

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O estudante deveria saber, antes de tudo, que ele não desenha para si próprio e sim para o outro. Sempre para quem usa, quem produz e quem vende os produtos e, para acontecer, conhecimento é fundamental, seja sobre o comportamento dos usuários ou por exemplo de métodos produtivos.

Eu gostaria de ter tido mais conhecimento sobre o mercado, desenvolvimento de produtos em indústrias , métodos produtivos e até onde pode ir um designer.

Giovani Castelucci

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Minha experiência é com faculdade de design, e acho que deveríamos ter aprendido mais cedo que nosso trabalho faz parte de estratégias de negócios. A gente é incentivado a pensar apenas no design puro, no projeto como uma entidade quase independente, e muitas vezes os aspectos do negócio do cliente não são levados em conta na faculdade, o que torna os projetos vazios ou inúteis no contexto em que são desenvolvidos.

Duas coisas que aprendi com prática profissional, mas que poderiam ter sido desenvolvidas na faculdade:

- ​Aspectos burocráticos e chatos de se ter um estúdio ou outro empreendimento.

- Como incluir o cliente desde o princípio no projeto e ouvi-lo atentamente, uma vez que sabe do negócio dele muito mais do que qualquer consultoria ou estúdio.

Glauco Diogenes

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Acho fundamental que o estudante de design tenha uma boa fundamentação administrativa, visão de mercado e de negócios.

Design não é arte, é um meio, um mecanismo, uma disciplina utilizada para gerar bem estar, aperfeiçoar a vida contemporânea, seja desenvolvendo um projeto de uma cadeira mais ergonômica, mais leve e mais barata com menos recursos e impactos ambientais, seja criando sistemas para aprimorar o fluxo de trabalho de uma estação inteira.

Fundamental saber como usar os recursos financeiros disponíveis no mercado, a relação jurídica para proteger a propriedade intelectual e desenvolver metodologias concretas para posicionar o seu trabalho como uma marca relevante.

Glaucus Cianciardi

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Primeiramente antes de entrar em uma faculdade de Design de Interiores, o estudante deveria compreender o que é design de interiores: a Arquitetura edifica o espaço, o designer de interiores o qualifica dentro das especificidades e necessidade humanas, seja para um grupo social ou para um único indivíduo. Um Designer de Interiores não é um Arquiteto, são profissões que se interfaceiam, mas requerem conhecimentos específicos, está inserida dentro da área das ciências humanas, assim sendo se faz necessário atender a uma gama de conhecimentos técnicos e teóricos específicos para poder suprir o conforto físico e psicológico dos usuários que irão usufruir dos espaços projetados. A construção do conhecimento de um aspirante à Designer de Interiores deve permear as questões que tangem a história, sociologia, antropologia, psicologia, saúde ambiental (a forma pela qual o ambiente influencia na salubridade do usuário), sustentabilidade ambiental; assim como todo conhecimento necessário para a ação projetual.

Todo o meu conhecimento da área de Design de Interiores foi autodidata, ou seja, tive que construí-lo através de um conhecimento investigativo em livros, cursos e viagens pelo Brasil e pelo Mundo. Há 35 anos, quando iniciei os meus estudos na faculdade de Arquitetura, a área no Brasil era muito incipiente, ou mesmo inexistente. Falar de Decoração era pejorativo, a designação de Design de Interiores nem havia; bibliografia escassa. Conforme fui desenvolvendo os meus projetos de arquitetura, acabei desenvolvendo os interiores, talvez sem notar que estava delineando outra área no campo profissional. Assim, eu gostaria de ter compreendido mais cedo que o design de interiores está inserido no ventre da arquitetura, sendo que ambos procuram construir o habitat humano, promovendo-lhe a felicidade, que é o que todos procuramos.

Guilherme Sebastiany

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O que ele precisa saber, depende da carreira que quer seguir. Ele quer ser um empreendedor? Freelancer? Funcionário? Ou seguir a carreira acadêmica sendo pesquisador ou professor? Também depende de qual área quer trabalhar: Criação; direção de arte; arte finalista; produção gráfica; arquitetura de informação; estratégia; planejamento; atendimento; gestão; comercial etc. Com tantas possibilidades é impossível sair da faculdade com o que se precisa. Portanto não importa a faculdade que tenha feito, o aluno sempre reclamará que não teve o que precisava, e que teve muitas disciplinas inúteis (mas provavelmente serão disciplinas diferentes de uma pessoa para a outra). Portanto sempre será necessário que o aluno saia da faculdade sabendo apenas realmente o seguinte : Que o fim da faculdade não é o fim dos estudos, e sim apenas o começo.

O que eu gostaria de saber mais cedo seria aproveitar mais todo o networking e a rede de contatos que estar em uma faculdade pode promover. E entender que você já tem que ser, pensar e agir como um profissional não no primeiro dia no mercado com o diploma na mão, mas já no primeiro dia de aula.

Gustavo Machado

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Saber que por melhor que tenha sido a formação acadêmica dele, ele deve estar com coração e mente abertos: a ouvir de verdade os clientes, as críticas dos colegas, a aprender, rever e reaprender a cada dia, aos insucessos que fazem parte de qualquer estágio da carreira e principalmente, que esteja preparado para uma atividade de altos e baixos, pois trata-se de uma profissão repleta de desafios complexos diante de um mercado passando por mudanças cada vez mais aceleradas.

Gostaria de ter aprendido mais sobre Negócios, incluindo o Design Thinking.

Henrique Nardi

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Ao cursar uma faculdade de design, se interesse por história da arte; pratique o desenho; explore novas linguagens; saiba programar; defenda suas ideias e aprenda a empreender.

Jean Carlos Silveira

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Acho que o estudante poderia ter um “preview” do que é o mercado de trabalho e quais as infinitas possibilidade este mercado pode oferecer a carreira dele. A faculdade poderia criar formas de levar o estudante para viver o mundo real, nem que seja por uma semana. Ter aulas dentro de uma agência? Dentro de um departamento de marketing de uma empresa? Mostrar como é o mercado de trabalho, como é trabalhar a partir de problemas reais, como é trabalhar em equipe e trazer soluções através do design, e claro, entender que existem dinâmicas diferente de trabalho.

Ok, existe TCC, ou qualquer outro tipo de trabalho de conclusão de curso, que tem toda uma pesquisa e é feito a partir de alguma instituição de verdade — na teoria ele serviria pra isso. Mas é tudo muito poético. Na prática, no dia-a-dia, o ritmo é outro.

Enquanto estava estudando, eu gostaria te ter tido contato com assuntos que pudessem agregar no design, como psicologia e marketing. Sabia que estava estudando uma ferramenta, mas de que forma esta ferramenta, o “design” seria usado no mundo? Como ela funciona? Como ela pode se tornar eficaz? Como ele afeta a emoção? A razão das pessoas? Fica tudo muito no ar.

Jose Machado

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O Design é cada vez mais uma disciplina mais ampla dentro do mercado. Não vejo a formação acadêmica das faculdades brasileiras acompanhar e se adaptar rapidamente a esta expansão do mercado de trabalho do designer. Sendo assim, vejo designers saindo das faculdades com a formação cada vez ‘menor’ em relação ao potencial e abrangência do mercado que ele tem. Dois pontos me preocupam neste cenário: o primeiro é o desconhecimento sobre sua própria identidade. É importante no design saber dizer “quem você é?”. O que você acredita? Qual sua missão, quais são suas crenças, seus valores e seus objetivos? O que você entende sobre design? Qual seu objetivo no mercado de trabalho? Como você pretende se diferenciar dos outros? Qual é a sua história e o que pretende deixar no mundo? Em segundo lugar, poucos designers saem com conhecimentos técnicos mínimos para exercer a profissão. Vejo que o engenheiro civil, por exemplo, sai da faculdade sabendo construir uma casa. Um designer até sai com noções básicas de técnicas, semiótica e ergonomia, até sabe fazer uma cadeira. Mas falta-lhe conhecimento de processos produtivos, de negociação de valores, de varejo, de valor percebido, de concorrência, de colocação do seu produto no mercado… Acredito que o designer que focar seus estudos no business (para ter mais sucesso na colocação de seu produto no mercado) e na sua identidade (para um forte ‘storytelling’ por trás daquele projeto) este cara vai se sobressair em relação aos seus colegas…

Basicamente isso. Mas é sério, coloca-se muito foco no projeto em si, mas esquecem do contexto. Não foi Picasso que disse que a arte é 10% de inspiração e 90% de transpiração? (ou qualquer coisa do tipo?) O Design segue mais ou menos esta proporção. 10% de inspiração e 90% de conhecimento de mercado. É cada vez mais difícil ser designer….

Juliana Proserpio

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Que o design é projetar e por isso pode ser aplicado as mais diferentes áreas e não só design gráfico, produto, interação, interiores. O design significa chegar às melhores soluções para o problema, independente do que isto seja. Há o design do tangível que é o que nos referimos anteriormente e o design do invisível: design de modelo de negócio, design de serviços, design de cultura, design antecipatório, design de comportamento, design de processos… A lista é infinita!

Que eu sou a designer de minha própria vida e que todos são designers, não só quem fez faculdade. Somos todos designers!

Julio Fontes

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Você não aprendeu o suficiente e você não é melhor que ninguém porque fez Design. Deixe o glamour para a capa da revista.

Design é sobre pessoas e emoções. Aprenda a realmente percebê-las, entendê-las, ouví-las, observá-las e conversar com elas. Aliás, todos deveriam exercitar esse ponto!

Design é sobre melhorar a vida das pessoas e resolver problemas. Entenda se você quer ser Designer ou Artista.

Saiba que a empregabilidade de algumas áreas é muito baixa e o individualismo é alto. Você dificilmente vai ter o emprego que imaginou ou que te venderam no folheto da faculdade.

Design é a nova linguagem dos negócios, mas como funcionário, você dificilmente você vai aplicar os melhores processos e aquele Design Inovador dos blogs e sites, na maioria das empresas. Entenda o Brasil e o nosso Mercado (se você pretende permanecer aqui).

O que vale é a qualidade da sua produção! Empreenda e faça coisas o mais cedo possível. Se envolva, participe, busque e conviva com pessoas com uma visão mais ampla e com mais conhecimentos que você.

Descubra seu propósito e com aquilo que você realmente se importa e saiba que o principal, que só depende de você, é o autoconhecimento, persistência e a sua intuição.

Não conte só com a faculdade! Entenda que ao final de 4 anos, cursando uma faculdade particular em São Paulo, seu investimento terá sido (só em mensalidade) entre R$ 50.000 e R$ 220.000 e você já saíra desatualizado e mal formado.

Tire proveito das características únicas, que a faculdade tem para oferecer: criar laços, expandir sua rede, utilizar materiais, espaços e oficinas (se ela tiver), ter acesso a profissionais e obter uma validação social. Mas isso só vale até o primeiro contato com a realidade e sem os elementos principais — você será sempre mão de obra.

Acredito que tive a sorte de entender o poder do empirismo e autoconhecimento muito cedo.

Por mais gostoso que saudosismo e nostalgia pareçam, eu sempre olho em frente. Penso que para mim, as coisas, ocorreram no momento exato.

Lucas Coelho

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Ele deveria saber montar protótipos em qualquer que seja a especialidade dele dentro do Design. Hoje ideias, conceitos, desenhos não falam tanto quanto algo tangível, principalmente no mundo de tecnologia e startups, que é o que eu estou mais acostumado.

Apesar disso vejo poucos UI/UX designers no mercado que realmente sabem construir algo da ideia até o protótipo. E não falo de código hard não, mas algo simples mesmo em HTML+CSS+Js que já consegue exemplificar o que está sendo feito. Dentro do conceito de prototipar está incluso saber fazer melhorias constantes no protótipo, ser desapegado em fazer e refazer sempre que for necessário e que for melhorar ainda mais a vida das pessoas.

Onde estão as boas referências. Gostaria de saber mais cedo com quem falar e onde buscar as melhores referências em tudo. Já pensou se as 10 leis do bom design de Dieter Rams estivessem desde o começo nos corações dos designers? Não digo marcados a fogo mas que eles realmente estivessem sempre se preocupando em fazer algo útil, honesto e simples? ❤

Luciano Lobato

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Mais do que um repertório limitado de técnicas, o estudante deveria aprender a experimentar, no sentido científico do termo (não no sentido artístico que é tão associado ao termo design). O ambiente construído humano envolve um alto nível de imprevisibilidade e incerteza: uma determinada prática projetual pode se mostrar eficaz sob determinadas condições, mas não em outras e a experimentação aí exerce um papel fundamental.

A experimentação permite que os resultados dos projetos retro-alimentem as práticas projetuais (o projeto alcançou o objetivo? Se sim, ótimo, as práticas projetuais foram eficazes; se não alcançou, como podemos mudar nossas práticas para obtermos outros resultados?). De outra forma, o que foi ensinado na faculdade se torna apenas uma tradição ou uma cerimonia supersticiosa que vai sendo transmitida geração após geração, ou no outro extremo, apenas um modismo passageiro.

Eu gostaria de ter aprendido mais cedo o que eu ainda não sei hoje ;)

Luis Alt

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Todas as pessoas devem saber em primeiro lugar o seu propósito no mundo. Ou pelo menos a importância de buscar isso para a realização na vida. Além disso, é importante saber que a vida é feita de relações e responsabilidades e levar a sério essas duas coisas. Todas as pessoas deveriam ter mais consciência de como elas influenciam o espaço ao seu redor, seja através de projetos ou atitudes.

Mario Fioretti

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A faculdade deveria preparar mais o aluno para o mercado de trabalho, e não apenas recheá-lo de conteúdo acadêmico. Noções de empreendedorismo, atualizações quanto às reais necessidades do mercado e identificação de oportunidades que o deixassem mais apto a contribuir efetivamente com a sociedade.

Gostaria de saber mais cedo que a poesia e encantamento com uma profissão — qualquer profissão — vai ceder lugar à realidade dura do mercado de trabalho. Gostaria de ter dosado mais meu idealismo com senso prático. Até equilibrar isso, eu apanhei bastante.

Montalvo Machado

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São questões que sempre estão na minha cabeça, e que eu comento com muita frequência, em palestras, aulas e papos informais.

Eu acho que direitos autorais, licenciamento de uso de imagens, propriedade intelectual, uso cuidadoso de referências e tudo que se refere a obra do autor deveria ser matéria do primeiro dia na faculdade. Não precisa de uma matéria a mais na grade, nem mesmo de um semestre, bastam duas horas falando sobre este tema, com alguma propriedade, e a vida profissional destas pessoas seria muito mais fácil e segura. É o que eu tento fazer em cada palestra, em cada aula ou cada conversa que tenho com outros artistas, jovens ou veteranos.

Eu gostaria de ser alertado sobre as arapucas do mercado, antes de cair nelas. Concursos picaretas, calotes, promessas vazias, trabalhar em troca de portfólio ou de ver seu trabalho publicado, um pouco de legislação autoral, contratos, contabilidade, notas fiscais, micro-empresas, gerenciamento financeiro, tudo isto teria tornado a minha carreira muito mais sustentável, logo no início. Este é outro assunto recorrente com meus alunos e colegas, talvez na tentativa de evitar que eles caiam nos mesmos buracos em que eu caí. Eu sempre acreditei que a comunicação em tempo real e as redes sociais pudessem criar uma consciência coletiva mais coesa e bem preparada para enfrentar os golpes que empresários mal intencionados pregam nos artistas e autores em geral, mas vejo que nada mudou nos últimos anos, talvez tenha até se agravado mais. Eu faço o que posso, passo adiante o que aprendi, e espero que um dia as pessoas possam multiplicar estas e outras informações, e que os jovens artistas estejam receptivos, porque não adianta nada tentar ensinar quem não quer aprender. A troca de conhecimento é uma via de duas mãos, e se uma estiver bloqueada, nada acontece.

Conclusão


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