Os refúgios Criativos

"Eu gostaria de ter um lugar onde pudesse ter um tempo para conversar, ou simplesmente olhar um para o rosto do outro". Essa foi a frase que introduziu a ideia inovadora do Refúgio Criativo.

Parece bobagem ter que destinar um tempo para conversar pessoalmente, mas a velocidade exigente do mundo moderno acabou nos afastando do que temos de mais primitivo e precioso: o Divino Ócio. Que nada tem a ver com a preguiça, mas sim, com o tempo dedicado ao trabalho mental que alimenta filosófica e criativamente nossas vidas.

Resumindo, tempo dedicado a pensar algo que torne o papel de cada um no mundo melhor.

E foi isso que o Nous encontrou na Base do Atlas, um espaço criado da união de dois estúdios e seus sócios, um de design o Firmorama e outro de arquitetura a Metroquadrado em Joinville, SC. Lideram o projeto os entusiastas Jackson Peixer, Cleiton Nass e Beto Shibata, John, Daia, Marcos e Miguel Cañas. Um local dedicado a provocar uma pausa da rotina massificada e proporcionar um respiro criativo, que vem desde o silêncio de um aromático incenso queimando até conversas e trocas realizadas nos cursos, oficinas e encontros oferecidos pela turma.

A Base do Atlas.

A Base conta com uma belíssima arquitetura nórdica e apesar de localizada em uma rua movimentada, ao atravessar o portão de entrada parece que acessamos uma nova dimensão. A árvore frondosa divide os dois cubos, onde as atividades acontecem e logo em seguida uma fogueira, completando o cenário perfeito para desligar o corpo e ligar a mente.

Em uma conversa com Jackson Peixer, um dos sócios do Atlas, a intenção do local ficou clara: “Um Refúgio Criativo”. Lugar onde criativos, clientes e amigos pudessem deixar a imaginação fluir e trazer respostas inovadoras para projetos. E a Base do Atlas é realmente perfeita para isso.

Da esquerda superior para a direita: Árvore entre os cubos de interação; Portão de entrada da Base; Cubo 1.

Em dois dias de imersão do Nous no curso Golden Grids e a Harmonia da Natureza, conseguimos um ambiente que proporcionou conforto para aulas e pequenos "cantinhos" para aquele momento de introspecção. Tão fundamental para sair do ruído do dia-a-dia. Na Base, não tem Wi-fi, tem pessoas com universos mentais impressionantes.

Concentrada em um só lugar, a criatividade unifica as mentalidades e ajuda a colaboração entre as disciplinas. Como disse Miguel Cañas em uma de nossas marcantes conversas, “tenho minhas dúvidas se a interdisciplinaridade realmente existe, já que, na verdade o que existe de fato é apenas a unicidade das disciplinas — somos a mesma coisa. Dentro de um Refúgio Criativo, tanto faz a área de formação, interessa o motor interno que quer gerar ou aperfeiçoar algo.

Turma do Golden Grids — Harmonias da Natureza realizada pelo Nous na Base do Atlas.

E sabe do quê? a Base representa muito mais do que um local.

"O Brasil vive um momento de Crise". Mas eu chamaria de Renovação. Nunca voltaremos ao ponto que estávamos 2 ou 5 anos atrás, a única opcão é seguir em frente. E para isso é preciso pensar diferente. A Criatividade, hoje, é uma questão de sobrevivência. A verdadeira mudança vem do "mundo das ideias", e é preciso ter clareza para executá-las.

Espaços para novas ideias são necessários. Locais que permitam trocas, diálogos, experiências, vivências que acolham boas ideias e, principalmente, transformem pessoas que dedicam um pouco do tempo de suas curtas vidas para algo novo nascer.

E o bacana disso é que dá para gerar esses refúgios em qualquer lugar. Basta querer Ser mais Humano e manifestar o que seria o nosso papel natural: Criar e Aperfeiçoar. E perpetuar as Bases Criativas. Quem sabe assim, no futuro, teremos lugares tão belos quanto a Base do Atlas em todo país.

Está em Joinville? Ou passando por lá? Não perca a oportunidade de conhecer a Base e respirar fundo o "ar" criativo. O Nous provou e aprovou.

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