Numbrs Brasil
Sep 6, 2018 · 3 min read

Quais os riscos de deixar uma dívida prescrever?

Optar por deixar a dívida prescrever prejudica não apenas o inadimplente, mas também gera aumento de juros e dificuldade para conseguir linhas de crédito.

Não é difícil encontrar alguém que tenha optado por deixar a dívida prescrever, na esperança de se livrar do débito. No entanto, essa é uma prática nociva não apenas para o seu bolso, mas também para todos os consumidores que precisam arcar de alguma forma com o prejuízo.

“Para que as dívidas não se transformem em uma bola de neve, é fundamental ter um bom planejamento financeiro e segui-lo à risca. Assim, você saberá exatamente com o que gasta o seu dinheiro e evitará se endividar. Isso também vale para quem já possui débitos: ao se planejar, é possível contornar a situação e manter uma vida financeira organizada e saudável”, comenta Fynn Kreuz, sócio do Numbrs, aplicativo europeu especializado em gestão financeira pessoal.

Dívida caduca?

Ao contrário do que muitos pensam, nenhuma dívida simplesmente some. O que ocorre é a retirada automática do nome do consumidor dos bancos de cadastro de inadimplentes, como o SPC/Serasa, após 5 anos. Isso não significa que você não terá mais débitos no seu nome e poderá voltar a consumir normalmente.

Deixar a dívida caducar impactará diretamente na sua relação com o mercado financeiro e deixará seu histórico de pagamento manchado. Ou seja, você poderá ser barrado ao tentar tomar crédito emprestado no banco ou até mesmo fazer uma compra grande em uma loja.

Neste caso, o consumidor inadimplente terá acesso apenas a instituições financeiras que emprestam dinheiro para negativados. Contudo, os juros cobrados serão enormes, uma vez que essas empresas precisam se prevenir do risco de um novo calote.

A dívida ainda será cobrada

Não é porque já se passaram 5 anos que a dívida não poderá ser cobrada. De acordo com o Código Civil, o credor, quando dentro do prazo estipulado pela lei, tem o direito de pedir o pagamento do valor devido pelo inadimplente por meio de uma Cobrança Judicial. Ao fazer isso, o processo de prescrição da dívida para e o nome do consumidor continuará negativado.

É preciso ficar atento aos prazos: contas de água, telefone e energia elétrica podem ser cobradas no prazo de até 10 anos. É possível entrar com ação em até 5 anos para dívidas no cartão de crédito, convênios médicos, cheque especial e boletos bancários.

A inadimplência de um atinge todos os consumidores

O que muita gente não pensa é em como o seu débito pode influenciar na vida de todos os outros consumidores. A matemática é simples: o mercado exerce uma relação de confiança com o comprador. Uma vez que o índice de inadimplência está alto, os juros aumentam, como uma forma de blindar o comércio de novos prejuízos. Afinal, alguém precisa pagar a conta.

Isso gera uma reação em cadeia: os bons pagadores, principalmente os que precisam de crédito para investimento, terão que pagar mais caro por ele, o consumo em geral diminui e o comércio sofre com falta de consumidores. Logo, deixar uma dívida prescrever não é o caminho para ter o nome limpo novamente.

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