Seis meses de desafio em retrospetiva

Rentabilidade acumulada de 1 de novembro de 2016 a 30 de abril de 2017

Este foi o gráfico que apresentei num dos últimos textos, mostrando a rentabilidade de 25.5% obtida nos primeiros seis meses de atividade. O processo já o dei a conhecer: reuni um portefólio de tipsters e apostei exclusivamente através das suas recomendações. Hoje proponho-me a fazer um breve resumo deste semestre.

O investimento iniciou sem grandes sobressaltos em novembro e dezembro, com rentabilidades mensais de 4.9% e 6.0%, respetivamente. Nesta fase, o maior contributo veio claramente do basquetebol, com o tipster B1 a iniciar da melhor forma a temporada na NBA — foi responsável por 9.6 pontos percentuais (p.p.) da rentabilidade de 11.1% acumulada até aí.

No ténis a ação só começou em janeiro, já que até aí decorreu o período de pré-época. Contudo, a estreia não foi a que se esperava: o tipster T1 atravessou uma das fases mais negativas nos seus vários anos de atividade, subtraindo cerca de 5 p.p. à rentabilidade do portefólio. Felizmente, este foi um mês particularmente positivo para os tipsters do futebol (F1 e F2), o que permitiu registar mais uma rentabilidade mensal positiva (3.3%).

Fevereiro trouxe o primeiro (e até agora único) mês negativo para o portefólio, com uma perda de 1.5%. Apenas um tipster (F2) gerou ganhos, uma situação que embora inesperada, pode e irá certamente acontecer mais vezes.

A reação não se fez esperar e março marcou o regresso aos lucros, com uma rentabilidade de 5.3%. Três dos quatro tipsters registaram ganhos ou perdas marginais, pelo que a responsabilidade pela valorização coube quase em exclusivo ao tipster do ténis (T1), que reagiu da melhor forma aos dois meses negativos anteriores.

Abril foi indiscutivelmente o mês mais desafiante até ao momento, com dois períodos distintos e invulgares. Nas primeiras três semanas as perdas acumulavam-se, para uma desvalorização que chegou a ser de 7% face ao fecho de março. Tudo parecia apontar para um mês francamente negativo, quando uma verdadeira reviravolta se deu na última semana. As estrelas alinharam-se e todos os quatro tipsters tiveram um final de mês particularmente inspirado, permitindo encerrar abril com mais uma valorização de 5.5%.

E assim chegámos a maio com uma rentabilidade acumulada de 25.5%. Conforme tentei demonstrar, esta não foi conseguida sem sobressaltos e períodos negativos, onde a disciplina e o pensamento no longo prazo têm de imperar. Esta questão faz parte das lições a retirar destes seis meses, as quais tenciono aprofundar no próximo texto.

Por agora partilho apenas algumas estatísticas mais detalhadas, onde saliento sobretudo a regularidade dos resultados e o facto de todos os tipsters terem proporcionado ganhos. Pessoalmente, vejo-o como um sinal de sustentabilidade e diversificação que me deixa naturalmente satisfeito.

ROI (Return On Investment) — Ganhos/Perdas a dividir pelo montante total apostado
P.P. (%) — Contributo em p.p. para a rentabilidade do portefólio