“Espero que essa série ajude a muitos que passaram, passam ou passarão pela árdua tarefa do fim do “pra sempre”. Eu espero que ajude… Ao menos é desse desejo que está cheio o meu coração”.
SOBRE O PORQUÊ DA SÉRIE:
Não escrevo, não sou um exímio conhecedor da língua portuguesa, mas acho que consigo me fazer claro em algumas vezes… Nas outras eu tento. Mas aceitei esse desafio de um amigo.
Acho que mais importante do que iniciar essa série, é tentar entender do que ela se trata, e o porquê dela estar sendo feita. Até mesmo pra mim, que estou na frente do computador e também não sei… (risos).
Do quê se trata?
Pois bem: no início do ano, um fatídico janeiro de 2015, que sempre finjo que não existiu, um relacionamento de 4 anos foi desfeito. Ou desfizeram. Ou desfizemos. Depende de como se aceita e enxergamos isso… Mas não vou entrar nesse assunto ainda. Esse é o Início do Fim.
Então, diante de tantas coisas que ocorreram desde aquele mês até hoje, muitas histórias foram criadas, muitas pessoas envolvidas e muitas lições tiradas. Posso contar apenas de uma parte. No caso, da minha parte.
Vou tentar escrever cada história importante relacionado a um tema, ao menos uma vez por semana. Postados às terças. E caso haja necessidade, coloco um addendum atemporal no meio dessas lembranças, pra falar de uma situação cotidiana.
Assim, creio que eu vá pegando uma melhor forma de narrativa, pra que se faça o mais claro possível e consiga construir uma série legal.
Mas pra que isso?
Falo do desafio agora.
Em mais um momento enquanto falava sobre o assunto, sobre ela (foram muitos), um grande amigo diz no meio da nossa conversa:— Cara, você tinha que escrever um livro sobre isso… É muito lindo a forma que você conta.
Respondi:— Tá brincando, né? Imagina eu escrevendo um livro?! (gargalhei)
Ele, mesmo com sorriso, falou sério:— Bem, se você não escrever, eu escrevo.
Bem, resolvi aceitar o desafio. Não é bem um livro. Mas acho que essa série já pode (me) ajudar bastante.
O propósito é:
Acho que muitos como eu, se sentem como se a vida tivesse acabado após o fim de um longo relacionamento. Pode ser… aquela acabou. De verdade.
Mesmo se há o retorno, é uma “vida” que se acaba, e se inicia outra.
E quando não há o retorno, recomeça-se a sua e a do outro.
Minha intenção não é escrever “para os homens”, mas é uma experiência de um, então, para quem estiver lendo, adapte-se à história, às experiências, aos momentos. Ajude-se e ajude-me com experiências boas ou ruins.
Espero que essa série ajude a muitos que passaram, passam ou passarão pela árdua tarefa do fim do “pra sempre”. Espero que ajude… Ao menos é desse desejo que está cheio o meu coração.
É também, fazer com que essa história, no meu dia-a-dia, tenha um tom mais leve… Não mais de dor e sofrimento. E sim de uma linda experiência e de uma linda história que tive a honra e a benção de ter em minha vida. Que o sentido de sofrimento fique apenas em uma parte da história. A que ainda não tinha sido superada.
E como dito acima, essa vida acabou. Que se reconstrua novas vidas.
Coloco por fim, essa série, como um punhado de minhas lembranças e experiências (atuais e passadas), de como eu enxerguei cada passo, cada situação. Como me senti, cada — toneladas de litros de — lágrima derramada, cada sorriso forçado, cada sorriso verdadeiro e cada carinho dos meus amigos. E eles foram e são o melhor remédio pra cada (imensa) dor sentida.
Segue o jogo.