Os brinquedos não têm mais brilho
Procurei poesia na fotografia. Encontrei o choro sofrido das crianças e a desesperança. Bonecas sem cabeça, ursos agonizantes, brinquedos destruídos, assim como o que costumava ser um lar, assim como os sonhos. Eu queria fazer uma poesia. Mas a beleza se foi. A tristeza não tem largura.
As fantasias e as brincadeiras foram interrompidas por uma onda de lama tóxica e agora tudo o que há é essa lama. Por toda parte. Eu queria poder transformar a dor em poesia. Mas só há uma mina que não tem conserto. E esses brinquedos, que não tem mais brilho. Os pássaros dependem das suas asas para voar, assim como as crianças precisam dos seus brinquedos para sonhar. Alguns subiram para o céu, enquanto os corpos ficaram soterrados e enlameados. É possível sentir a dor de quem sofre?








Oficina Visual Storytelling | As fronteiras seculares entre Ouro Preto e Mariana
Agradecimento: Terezinha, Edgar, Manuela, Doraci, Hebe, Nísio Miranda,Antônio Machado e toda a Equipe do fotógrafos em Ouro Preto e Mariana
Conteúdo: Amanda Canhestro, Antônio Mozeto, Flávio Danza, Gabriel Nogueira, Guilherme Aguiar, Jorge Fernando Vieira, Mariela Guimarães, Tina Carvalhaes, Úrsula L. Kirchner, Waldik Costa, Wanessa Marinho
Monitoria: Bruno Magalhães, Ciro Thielmann e Leo Drumond | NITRO