Amor ou apego?

Isso aí que tá mexendo com seu coração é amor ou só o medo de perder algo?

Entre várias definições encontradas no dicionário, o menino Aurélio nos diz que amor é o “sentimento que predispõe alguém a desejar o bem de outrem; sentimento de dedicação absoluta de um ser a outro, ou a uma causa”. Já apego é: “empenho, aferro; afeição acentuada a alguém ou a algo”. Dois substantivos que são muito mais do que isso, se levarmos em consideração nossos sentimentos e não só as palavras em si.

Se pensarmos bem, o contrário de amor não é ódio, nem indiferença. O contrário de amor é o medo. E o apego, justamente, vem do nosso temor de perder algo.

Apego é continuar mandando mensagem para o crush que não lhe responde; é viver no mesmo lugar para ficar na sua zona de conforto; é não querer apagar aquela foto do fim de semana em que você acha que encontrou o amor da sua vida; é guardar aquele vestido que você não usa há dois verões; é não apagar os arquivos da pasta de download ou não botar fora a papelada da gaveta do escritório. Você não ama nenhuma dessas coisas. É só o medo da mudança.

Amor é ver corações por todos os lados e só pensar na pessoa amada? É. E também pode ser terminar uma relação que não faz mais sentido, encontrar um emprego que lhe realize emocional e financeiramente, conviver com pessoas que estão na mesma vibração que a sua, fazer uma limpa no seu guarda-roupa — doar uma parte e vender outra pra fazer uma grana extra. É encontrar a sua essência e qualquer coisa que faça seu coração bater mais forte. Mas fique atento: qualquer coisa que não lhe traga sofrimento, pois, como já diziam os sábios poetas da internet, “se não lhe der sossego, não é amor. É apego”.

Um amor pode se transformar em apego, se você não aceitar que ele (seja lá quem ou o que for) tem um tempo determinado para durar. Não deixe sua vida torna-se uma ilusão. Perceba os ensinamentos que essa situação veio lhe trazer. Depois encarne a Elsa e “lerigou”.

One clap, two clap, three clap, forty?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.