A voz da Goitacazes

Fazendo propaganda ao vivo há 20 anos na Rua Goitacazes, Carlos Roza traz grandes experiências e histórias.

Foto por Julia Guimarães

Matéria por Sthefany Toso

Há 20 anos fazendo propaganda ao vivo na rua Goitacazes, no cruzamento com as ruas Padre Belchior e Curitiba, Carlos Roza, 71 anos, de Criciúma, Santa Catarina, leva às pessoas que frequentam este trecho do Centro de Belo Horizonte informações da Policia Militar, Copasa e propaganda do Fernando Bar e Restaurante.

Um dos proprietários do grupo Pronais Anúncios Profissionais LTDA-ME, Carlos é um dos responsáveis pela Pronasom, ramificação da Pronais que faz propagandas ao vivo. Em um triciclo elétrico, Carlos garante que conseguiu pagar a faculdade dos dois filhos apenas fazendo suas propagandas pelas ruas de Belo Horizonte. Antes da avançada idade chegar, Carlos Roza fazia propagandas em automóveis pela capital mineira para grandes empresas como Boticário, Lojas Pernambucanas, Ponto Frio,Óticas Carijó e Colgate, mas com o passar dos anos, optou pela comodidade do triciclo elétrico e das pequenas propagandas.

A vida profissional de Carlos não se resume apenas à Pronais e Pronasom. Quando mais jovem, Carlos Roza trabalhou por um curto período no setor de marketing da empresa de cremes dentais Kolynos, justamente na época em que a empresa teve grande avanço financeiro alterando seus tubos de pasta de dente. “A pasta saia apenas um fio, as crianças tinham preguiça de utilizar, as mães que tinham que colocar na escova. Eu estava trabalhando e o presidente de marketing da marca veio até a gente e disse que precisava dobrar as vendas. Só que ele não tinha um orçamento para fazer isso, apenas disse que voltaria em alguns dias e nós tínhamos que ter algo para ele. Então a solução que tivemos foi cortar o local que saia a pasta, deixando ele maior, assim saia mais do que o necessário, e as vendas dobraram”. Após sair da Kolynos, Roza se tornou jornalista, repórter, e viajava pelos estados de Roraima, Amazonas e Pará fazendo matérias que vendia para algumas emissoras menores e até mesmo para a Rede Globo como freelancer. Em uma dessas viagens, Carlos contraiu a Malária, o que o fez retornar para Belo Horizonte e tratar da doença, tendo de ficar um ano sem andar. Como precisava trabalhar e pagar a faculdade dos filhos, veio a ideia do triciclo elétrico e a criação da Pronais.

Contando o que mais marca seu trabalho, Carlos Roza conta que “. O que mais marca, devido à crise que o país está passando, é o retorno. É a pessoa chegar e pegar o cartão e almoçar conosco. É gratificante a pessoa ouvir, entender e dar o retorno.” E nos 20 anos de Pronais o que marcou foram “os bons clientes, que é O Boticário, as Lojas Pernambucanas, Ponto Frio, Óticas Carijós. Isso é muito gratificante, trabalhar pra grandes empresas. Porque eu montei a Pronais para atender pequenas e médias empresas. Tive um, dois anos assim, e os grandes começaram a me procurar, e hoje os pequenos não tem hoje como pagar”.

Carlos mostra grande orgulho da sua profissão ao contar para as pessoas como a propaganda ao vivo funciona, faz questão de demonstrar com grande entusiasmo.

Ouça o áudio de uma de suas propagandas na Rua Goitacazes.

Like what you read? Give Sthefany Toso a round of applause.

From a quick cheer to a standing ovation, clap to show how much you enjoyed this story.