PROFT 2015

Olá, pessoal!
Na última semana eu participei do PROFT, assim como vários outros colegas tradutores. A edição de 2015 ocorreu entre 2 e 4 de dezembro em São Paulo. Foram três dias cheios de palestras, mas, infelizmente, eu não consegui assistir a todas. Foi um excelente evento de qualquer maneira. O objetivo aqui é contar um pouco da aventura da ida a São Paulo e destacar algumas palestras, o que não quer dizer que as demais não tenham sua importância. Então vamos lá.
Eu cheguei em São Paulo no dia 2, antes das 6h da manhã. É surpreendente o mar de gente que é São Paulo, ainda tão cedo mas já tão movimentada. O local do PROFT era de fácil acesso, da rodoviária até lá o metrô resolveu bem o transporte. Como a minha bagagem era só uma mochila, eu pude ir direto ao evento.

Dentre as palestras, eu acho importante ressaltar a fala do Reginaldo Francisco sobre o projeto Win-Win. Em resumo, a ideia é criar uma plataforma ao estilo crowdfunding para promover a tradução de conteúdos online por tradutores profissionais bem remunerados. Ainda restam alguns dias para contribuir com o projeto, você já contribuiu?
Vocês devem saber que localização de jogos é a menina dos olhos para mim, então não posso deixar de mencionar a palestra do Claudinei Souza, sobre a localização do jogo GTA V. Ele mostrou diversos pontos interessantes, como o uso de gírias e erros gramaticais propositais dentro da tradução, deixando todo o conteúdo do jogo mais fiel ao propósito do original. A fala dele foi importante também para mostrar que a língua é um organismo vivo, portanto nós tradutores não podemos ficar tão presos assim a algumas regras e deixar o público-alvo do texto de lado.

No segundo dia de PROFT eu precisei chegar um pouquinho atrasado por motivos de Starbucks. Em Curitiba isso não existe, então do alto da minha caipirice eu precisei dar um pulo lá para buscar um café. Mas consegui chegar em tempo de ver a palestra da Carol Walliter, com quem participo de um grupo de Mastermind (ainda farei um post sobre o assunto aqui). Ela falou sobre os coworkings e como nós tradutores fazemos parte da inovação da forma de se trabalhar. A palestra dela até me deu algumas ideias a serem implementadas no futuro pela nossa Associação Parananense, ainda em processo de criação.
Neste segundo dia todo mundo sentiu falta da palestra da Sheila Gomes, que estava programada para acontecer logo após a palestra da Carol. Ela ia viajar comigo e ficar hospedada no mesmo local, aliás, mas acabou não podendo. Peninha.
![open-uri20150422-20810-y1ys73_7dd5c0b7[1]](https://jogodatraducao.files.wordpress.com/2015/12/open-uri20150422-20810-y1ys73_7dd5c0b71.jpeg?w=300)
Algo que eu achei divertido desse segundo dia foi ouvir a voz da Mabel Cezar, conhecidíssima dubladora. Ela, junto com a Rayani Immediato palestraram sobre adaptações para dublagem. A parte divertida é que ao ver a Mabel falando, a voz combina com ela, é claro. Mas ao desviar o olhar e prestar atenção apenas na voz, há tantos personagens que se pode visualizar enquanto ela fala, que senti vontade de rir no meio da palestra. Acho que a que mais me diverti imaginando foi a Jessie, de Toy Story 2 e 3, dublada pela Mabel.
Após as palestras, fui a um encontro num restaurante próximo dali com diversos tradutores. Foi ótimo poder fazer mais um pouco de networking e conhecer melhor cada um que estava por ali, até mesmo gente que não estava participando do PROFT.
No terceiro dia, tivemos a palestra da Bianca Freitas, com uma análise sobre a formação dos tradutores. O PROFT tem também um viés acadêmico, então acho que tudo o que a Bianca falou sobre a preparação dos professores de tradução e sobre a forma do ensino em si estava no local certo e na hora certa. Concordo em todos os aspectos que a formação precisa ser renovada e que todos os envolvidos podem fazer alguma coisa para isso, sejam alunos, professores ou instituições.
Uma das palestras mais interessantes do congresso inteiro também aconteceu no terceiro dia, a fala do Marco Gonçalves sobre o cenário da interpretação no Timor-Leste. Foi fascinante conhecer um pouco mais da cultura do país e saber das enormes dificuldades que o intérprete tem ao trabalhar lá (ou em outras missões da ONU). É algo que, mesmo se eu fosse intérprete, não faria. Está além do meu nível de coragem. Portanto, parabéns ao Marco pela aventura!
Depois dessa palestra eu acabei indo embora, para não chegar tão tarde em Curitiba. Outra pequena maratona de metrô — rodoviária — mar de gente, e enfim, até breve São Paulo.
Eu gostaria de falar mais, sobre todas as palestras, mas se eu fosse destacar tudo que houve de bom, ocuparia espaço demais. Mas antes de encerrar, gostaria de ressaltar a importância que eventos assim têm, não só pelas palestras, mas também para nos conectarmos e nos aproximarmos dos nossos pares. Foi muito bom rever pessoas como a Daniela Cäsar e a Tânia Westphalen, conhecer ao vivo pessoas como a Ana Peregrino, a Carol Walliter e o Thiago Araujo, e conhecer novas gentes, como a Bianca Freitas, a Carolina Ventura, a Caroline Alberoni, a Olga Foggiato e o Reginaldo Francisco. Teve muito mais gente boa, é claro, mas se eu mencionar todo mundo, não vai caber. Então mil desculpas a quem não está aqui nessa listinha.
Enfim, pessoal, saldo super positivo do PROFT 2015. Espero que em 2016 eu possa ir de novo, quem sabe como palestrante? Espero ver um monte de gente lá e conhecer um monte de gente também.
Então até breve, pessoal!
Publicado originalmente em 6 de dezembro de 2015 em https://jogodatraducao.wordpress.com/2015/12/06/proft-2015/