Em Santos, falhas defensivas forçam terceira derrota botafoguense
Não deu para o Botafogo. Na tarde deste sábado de Carnaval (25), jogando na Vila Belmiro, o Tricolor conseguiu manter — e não aguentar, pois inexistiu pressão do mandante — o 0 a 0 no placar por 64 minutos. Mas, aos 17 da etapa final, Vitor Bueno fez valer a “Lei do Ex” e abriu a contagem ao aproveitar rebote grotesco de Neneca. Já nos acréscimos, Samuel entregou a bola nos pés de Rafael Longuine para decretar números finais: 2 a 0 Peixe.
Foi a segunda falha de Neneca no Paulistão e a segunda diante de um clube grande. Assim como contra o Palmeiras, o Santos também deixou o Pantera ter a bola no pé e jogar. Faltou, porém, um pouco mais de aproximação e capricho no passe do meio para frente para mudar o cenário. O revés foi o terceiro do time de Moacir Júnior na competição, que termina a primeira metade do Campeonato Paulista com aproveitamento inferior a 40%.
Todos sabiam que os seis primeiros jogos — três contra equipes da Série-A do Campeonato Brasileiro — seriam dos mais difíceis. O restante, no entanto, será igualmente complicado. Ainda na 3ª posição do Grupo A e em 9º na classificação geral, o Botafogo volta a campo na sexta-feira (03) de março às 19h00, no estádio Santa Cruz, para desafiar o surpreendente Mirassol.

O JOGO
Com um minuto e meio, Bruno Henrique saiu na cara de Neneca, o qual conseguiu travar o atacante santista. Indício de etapa inicial agitada? Sim, mas falso. Mesmo em casa e sob um jejum de três partidas sem vitória, o time da Vila Belmiro poucas vezes aceleraria as jogadas na etapa inaugural, além de deixar o adversário tentar suas investidas.
Aos 15, saiu a primeira finalização botafoguense. Fernandinho cobrou falta na área, Caio Ruan desviou e a bola saiu sobre o gol. O Peixe respondeu somente dez minutos depois. Após escanteio, Copete amorteceu a bola e chutou forte por cima.
Passados 30 minutos de bola rolando e a posse de bola beirando o equilíbrio total, o Peixe passou a preservar mais a redonda, deslocando-a lateralmente sem objetividade e pelo meio quando de maneira incisiva, ainda que sem sucesso.
Aos 36, Vitor Bueno recebeu na intermediária e de canhota concluiu forte; Neneca foi buscar e completou a defesa em dois tempos. O meia santista mostrava ser o jogador mais contundente do esquema de Dorival. Era o último bom lance do morno primeiro tempo.
Na volta do intervalo, o técnico Dorival Júnior não demorou a mexer em sua equipe e, aos 10, deixou seu meio de campo mais dinâmico ao sacar o pesado volante Leandro Donizete e promover Rafael Longuine.
Aos 12, o zagueiro Cléber, promovido no intervalo pela contusão de Yuri, fez jogada individual e deixou para Copete, que finalizou à direita da meta botafoguense. Pouco depois, aos 15, Bruno Henrique fez linda tabela na ponta direita e cruzou rasteiro, Copete tentou chegar, mas não alcançou.
Mais ofensivo, o Peixe rondava a grande área do Tricolor. Numa dessas andanças, aos 18, Ricardo Oliveira arriscou chute forte de longe, Neneca tentou encaixar e deu rebote. Vitor Bueno, em posição legal, não perdoou a falha e fez 1 a 0.
Em vantagem, o Santos tomou o controle. Vendo o rendimento despencar, o treinador botafoguense Moacir Júnior colocou Bernardo (saiu Rafael Bastos), Kauê (saiu Wesley) e Fernando Medeiros (saiu Diego Pituca). As modificações pouco incrementaram o ritmo do Pantera.
Caminhando a terminar 1 a 0, o Santos ainda ganhou um gol de presente. Aos 46, Samuel fez recuo curto de cabeça e a jogada sobrou limpa para Rafael Longuine. O atacante cortou Neneca e fez 2 a 0.
FICHA TÉCNICA — SANTOS 2 X 0 BOTAFOGO
Público: 5208 — Renda: R$ 160.730,00
Cartões Amarelos: Bruno Henrique (Santos); Fernando Medeiros, Diego Pituca e Fernandinho (Botafogo).
Gol: Vitor Bueno 17’/2T e Rafael Longuine 46’/2T (Santos).
SANTOS — Vladimir; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, Yuri (Cleber) e Zeca; Leandro Donizete (Rafael Longuine), Thiago Maia e Vitor Bueno; Bruno Henrique (Arthur Gomes), Copete e Ricardo Oliveira. Técnico: Dorival Júnior.
BOTAFOGO — Neneca; Samuel Santos, Caio Ruan, Filipe e Fernandinho; Bileu, Marcão Silva, Diego Pituca (Fernando Medeiros) e Rafael Bastos (Bernardo); Wesley (Kaue) e Francis. Técnico: Moacir Júnior.

