Em Santos, falhas defensivas forçam terceira derrota botafoguense

Reni Ravaneli
Feb 25, 2017 · 3 min read

Não deu para o Botafogo. Na tarde deste sábado de Carnaval (25), jogando na Vila Belmiro, o Tricolor conseguiu manter — e não aguentar, pois inexistiu pressão do mandante — o 0 a 0 no placar por 64 minutos. Mas, aos 17 da etapa final, Vitor Bueno fez valer a “Lei do Ex” e abriu a contagem ao aproveitar rebote grotesco de Neneca. Já nos acréscimos, Samuel entregou a bola nos pés de Rafael Longuine para decretar números finais: 2 a 0 Peixe.

Foi a segunda falha de Neneca no Paulistão e a segunda diante de um clube grande. Assim como contra o Palmeiras, o Santos também deixou o Pantera ter a bola no pé e jogar. Faltou, porém, um pouco mais de aproximação e capricho no passe do meio para frente para mudar o cenário. O revés foi o terceiro do time de Moacir Júnior na competição, que termina a primeira metade do Campeonato Paulista com aproveitamento inferior a 40%.

Todos sabiam que os seis primeiros jogos — três contra equipes da Série-A do Campeonato Brasileiro — seriam dos mais difíceis. O restante, no entanto, será igualmente complicado. Ainda na 3ª posição do Grupo A e em 9º na classificação geral, o Botafogo volta a campo na sexta-feira (03) de março às 19h00, no estádio Santa Cruz, para desafiar o surpreendente Mirassol.

O garoto de Monte Alto (à esquerda) resolveu aprontar contra o ex-clube. É a famosa “Lei do Ex” do folclore do futebol (Foto: Luís Augusto/Agência Botafogo)

O JOGO

Com um minuto e meio, Bruno Henrique saiu na cara de Neneca, o qual conseguiu travar o atacante santista. Indício de etapa inicial agitada? Sim, mas falso. Mesmo em casa e sob um jejum de três partidas sem vitória, o time da Vila Belmiro poucas vezes aceleraria as jogadas na etapa inaugural, além de deixar o adversário tentar suas investidas.

Aos 15, saiu a primeira finalização botafoguense. Fernandinho cobrou falta na área, Caio Ruan desviou e a bola saiu sobre o gol. O Peixe respondeu somente dez minutos depois. Após escanteio, Copete amorteceu a bola e chutou forte por cima.

Passados 30 minutos de bola rolando e a posse de bola beirando o equilíbrio total, o Peixe passou a preservar mais a redonda, deslocando-a lateralmente sem objetividade e pelo meio quando de maneira incisiva, ainda que sem sucesso.

Aos 36, Vitor Bueno recebeu na intermediária e de canhota concluiu forte; Neneca foi buscar e completou a defesa em dois tempos. O meia santista mostrava ser o jogador mais contundente do esquema de Dorival. Era o último bom lance do morno primeiro tempo.

Na volta do intervalo, o técnico Dorival Júnior não demorou a mexer em sua equipe e, aos 10, deixou seu meio de campo mais dinâmico ao sacar o pesado volante Leandro Donizete e promover Rafael Longuine.

Aos 12, o zagueiro Cléber, promovido no intervalo pela contusão de Yuri, fez jogada individual e deixou para Copete, que finalizou à direita da meta botafoguense. Pouco depois, aos 15, Bruno Henrique fez linda tabela na ponta direita e cruzou rasteiro, Copete tentou chegar, mas não alcançou.

Mais ofensivo, o Peixe rondava a grande área do Tricolor. Numa dessas andanças, aos 18, Ricardo Oliveira arriscou chute forte de longe, Neneca tentou encaixar e deu rebote. Vitor Bueno, em posição legal, não perdoou a falha e fez 1 a 0.

Em vantagem, o Santos tomou o controle. Vendo o rendimento despencar, o treinador botafoguense Moacir Júnior colocou Bernardo (saiu Rafael Bastos), Kauê (saiu Wesley) e Fernando Medeiros (saiu Diego Pituca). As modificações pouco incrementaram o ritmo do Pantera.

Caminhando a terminar 1 a 0, o Santos ainda ganhou um gol de presente. Aos 46, Samuel fez recuo curto de cabeça e a jogada sobrou limpa para Rafael Longuine. O atacante cortou Neneca e fez 2 a 0.

FICHA TÉCNICA — SANTOS 2 X 0 BOTAFOGO

Público: 5208 — Renda: R$ 160.730,00

Cartões Amarelos: Bruno Henrique (Santos); Fernando Medeiros, Diego Pituca e Fernandinho (Botafogo).
Gol: Vitor Bueno 17’/2T e Rafael Longuine 46’/2T (Santos).

SANTOS — Vladimir; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, Yuri (Cleber) e Zeca; Leandro Donizete (Rafael Longuine), Thiago Maia e Vitor Bueno; Bruno Henrique (Arthur Gomes), Copete e Ricardo Oliveira. Técnico: Dorival Júnior.

BOTAFOGO — Neneca; Samuel Santos, Caio Ruan, Filipe e Fernandinho; Bileu, Marcão Silva, Diego Pituca (Fernando Medeiros) e Rafael Bastos (Bernardo); Wesley (Kaue) e Francis. Técnico: Moacir Júnior.

O Pantera Renitente

Notícias e opinião sobre o Botafogo Futebol Clube, o orgulho de Ribeirão.

Reni Ravaneli

Written by

O Pantera Renitente

Notícias e opinião sobre o Botafogo Futebol Clube, o orgulho de Ribeirão.

Welcome to a place where words matter. On Medium, smart voices and original ideas take center stage - with no ads in sight. Watch
Follow all the topics you care about, and we’ll deliver the best stories for you to your homepage and inbox. Explore
Get unlimited access to the best stories on Medium — and support writers while you’re at it. Just $5/month. Upgrade