Por embalo no Paulistão e vantagem na história, Bota recebe a Ponte

Clubes buscam 2ª vitória na competição, que acompanharia desempate em confronto direto pelo estadual

“A minha filosofia sempre foi matar em casa e morrer fora” — Moacir Júnior (Foto: Luís Augusto/Agência Botafogo)

Nesta quarta-feira (15), às 19h30, o Botafogo conclui a sequência de duas partidas em casa, enfrentando um conhecido adversário: a Ponte Preta. O estádio Santa Cruz será palco do 64º duelo entre o Pantera de Ribeirão Preto e a Macaca de Campinas. A disputa no panorama geral entre os dois clubes considerando apenas o Campeonato Paulista da Série-A1 encontra-se fascinantemente empatada (mais informações abaixo).

Se na história, o equilíbrio reina, neste começo de Paulistão as situações dos clubes também não estão muito diferentes. São até o momento uma vitória e uma derrota acumuladas, o que deixou o Tricolor na 3ª colocação do Grupo A e o Alvinegro no 4º lugar do Grupo B.

Pelo lado botafoguense, a vitória na última rodada contra o Novorizontino (https://goo.gl/uUAz9k) serviu a dar um pouco de tranquilidade ao elenco no início do encurtado, de somente 12 jogos, Paulistão de 2017. Em entrevista coletiva, o treinador Moacir Júnior ressaltou a participação do torcedor, renovando suas expectivas para esta quarta:

“Acabou o jogo vamos comemorar ou vamos reclamar, mas durante o jogo é importante o jogador sentir-se abraçado pelo torcedor para que ele renda seu melhor”.

Já os pontepretanos vêm com um pouco menos de sono para Ribeirão Preto. No domingo, a Ponte foi goleada pelo São Paulo, por 5 x 2. A pancada fez o técnico Felipe Moreira pressionado fazer algumas modificações no quadro titular. A principal resposta é a promessa de futebol bastante ofensivo puxado pelo ora centroavante ora ponta-direita William Pottker, como mostra a “Prancheta do PVC” publicada no jornal Folha de S. Paulo da segunda (13):

Fonte: Folha de S.Paulo

UM DUELO À PARTE

Botafogo e Ponte Preta são sem dúvida dois dos clubes mais tradicionais do interior de São Paulo. O primeiro caminha a fazer 100 anos de história com 98 ininterruptos já contados. O segundo ostenta a marca de ser a agremiação paulista mais antiga em atividade com 116 anos. Tanto peso na camisa junto só poderia resultar em grande equilíbrio quando um passa pela frente do outro. Em campeonatos brasileiros, foram apenas quatro encontros (1976, 1978, 1999, 2001) com ampla vantagem da equipe de Campinas: três vitórias mais um empate.

Porém, na elite do estadual, o retrospecto é outro e impressionante. São 63 jogos disputados, sendo 22 vitórias para cada lado e 19 empates. No número de gols marcados a diferença é mínima: 81 do Pantera e 79 da Macaca. O primeiro duelo no Campeonato Paulista da Primeira Divisão entre ambos aconteceu em 1957, ano marcante ao Tricolor. Há exatos 60 anos, pela primeira vez, o ousado time do bairro da Vila Tibério de Ribeirão Preto qualificava-se a encarar os melhores do estado. A Ponte era um deles.

Relíquia! Imagem histórica do acesso/título do Pantera em 1957. Em destaque o autor do gol do título (1–0 vs. Paulista de Jundiaí), Dicão, abraçado pelo técnico argentino José Agnelli (de chapéu).

Um último dado. Nas estatísticas gerais do confronto, fica evidente a imposição dos mandantes. Em Ribeirão, como no jogo desta quarta-feira, são 13 vitórias botafoguenses, sete ponte-pretanas e nove empates. Desde quando retornou à Série-A1 em 2009, o Bota enfrentou seis vezes a Ponte Preta no estádio Santa Cruz com duas vitórias, duas derrotas e dois empates.

FICHA TÉCNICA — BOTAFOGO X PONTE PRETA

Último confronto: Ponte Preta 1 x 1 Botafogo (14/02/16 — Paulistão). Relembre em: https://goo.gl/5Dy8su.

Trio de arbitragem: árbitro Salim Fende Chavez, assistente 1 Leandro Matos Feitosa e assistente 2 Vitor Carmona Metestaine.

Provável escalação — BOTAFOGO: Neneca; Samuel Santos, Filipe, Mancini e Fernandinho; Marcão Silva, Bileu, Diego Pituca e Rafael Bastos; Francis e Serginho. Técnico: Moacir Júnior.

Substituídos contra o Grêmio Novorizontino, sentindo dores musculares na coxa, Gualberto e Marcão já iniciaram tratamento intensivo e não devem enfrentar a Ponte Preta. Filipe ocupa a vaga na defesa, já o posto no ataque é disputado por Serginho, Bernardo e Isaac Prado.

Provável escalação — PONTE PRETA: Aranha; Nino Paraíba, Marllon, Yago e Artur; Jádson, Matheus Jesus e Lucca; Clayson, Lins e William Pottker. Técnico: Felipe Moreira.

Marllon estreia na zaga. Arthur entra na lateral esquerda na vaga do lesionado Jeferson. Entrando bem nas etapas finais, Lins entra no lugar de Naldo, deixando o time mais ofensivo.