1˚ UX Sessions da Acesso

#pracegover: Imagem com triângulos em azul e laranjado, no canto superior esquerdo escrito: Acesso apresenta: e no centro UX Sessions.

O que é o UX Sessions da Acesso:

São sessões onde profissionais de UX compartilham seus conhecimentos com a comunidade.

A ideia da Acesso é promover eventos colaborativos e gratuitos que abordam diferentes temas sobre experiência do usuário, conectar pessoas, apresentar descobertas e estudos que contribuam para a evolução e amadurecimento da área.

Foram 4 apresentações:

  • O valor das reclamações para um UX Researcher por Vitor Guerra
  • Acessibilidade além da inclusão por Marina Domingues e Gabriel Morais
  • UX e o Inconsciente por Odair Faléco
  • Research como estratégia para desenvolvimento de produtos por Diana Fournier

Organização

Chegar mega cedo tem suas vantagens, acompanhei um pouco dos bastidores do evento e com isso posso contar um pouco mais como foi:

  • Estrutura disponibilizada pela Acesso foi na medida, próximo à diversos meios de transporte como o metro linha 4 amarela, próximo ao largo da batata também com suas diversas linhas de ônibus, também fácil acesso por bicicleta e quem quizesse ir de uber estava sussa.
  • O espaço do mezanino parecia pequeno, mas acomodou muito bem os que foram prestigiar, acabou só faltando espaço para o pessoal da Acesso que compareceu em peso no evento.
  • Houve uma preocupação em receber bem todos, com um coffee-break bem servido para todos os gostos e uma interação bem legal no hall com diversos profissionais, faltou sinalização de onde era o banheiro o que não complicou as coisas de qualquer forma.
  • A apresentação do espaço ficou por conta da Flávia responsável por produtos da Acesso, o Heber Alvares | Portfolio (idealizador do UX Sessions) contando sobre a ideia e a correria que foi; também teve uma ótima recepção de 4 pessosas da Acesso (Giovanna corria com cadeira e tripes pra cá e pra lá) que estavam organizando tudo (não vou lembrar o nome de todos).
  • Com sorte e sem chuva este evento contou com uma certa pontualidade às 19h30 todos estavam dentro aguardando últimos detalhes.
  • Ainda antes das apresentações tivemos um momento descontração, logo após apresentar quem era a Acesso e anunciar que tinham vagas em aberto uma coincidência enorme, a Débora responsável de RH da empressa é surpreendida quando Vitor Guerra, a reconhece da época de colegial no Rio de Janeiro, a quebra de ambiente sério acontece neste momento com gargalhadas das reações de ambos aos se reconhecerem.

O valor das reclamações para um UX Researcher

Assim com muito bom humor Vitor Guerra sobe ao palco pra falar sobre Research, comentando sua experiência no Reclame Aqui, como aprender a ouvir o cliente, mas mais do que o cliente final, a ponta final de um produto, mas sim quem está em contato com eles constantemente; o pessoal de relacionamento ao cliente, call center, comercial e outros departamentos, já que eles possuem percepções, reações, visão de negócios, insumos reais muito importantes e que muitas vezes são esquecidos.

Também ressalta a importância de uma real empatia, afinal como Designers que trabalhamos com UX muitas vezes atuamos mais do que realmente empatizamos, por isto mais uma vez percebo o grito dos ícones da comunidade como o Vitor Guerra ao falar: precisamos ouvir e ouvir de verdade, levar à nossa vantagem que temos em nossas posições para melhorar setores que impactam diretamente nos objetivos de negócios das empresas que trabalhamos.

Por isto ouvir o cliente pode trazer ótimos resultados, a entrevista para compreender alguma funcionalidade é sempre justificável, mas a conversa à la Cup Noddles (5 minutos de papo rápido) como Vitor ressaltou pode auxiliar num impacto maior ainda, pois quem atende o cliente sabe das dores do cliente melhor que ninguém, vendo exemplos que conhecemos de pessoas com equipamentos de baixa qualidade, estrutura física débole e nem chegamos à falar de salários pequenos em relação a carga emocional gerada por estes profissionais.

A mensagem que ficou:

Empatia deve ser real, o contato não deve se restringir ao cliente final, mas observar também as pontas de interação.

Acessibilidade além da inclusão

Quando o casal Marina Domingues e Gabriel Morais (uma sincronia fantástica, segundo o Vitor Guerra) começou a falar, a primeira percepção, lá vem assunto chato falando que fazemos pouco ou como muitos dizem: falamos que fazemos acessibilidade, mas só pensamos no final do processo quando tudo está pronto.

Mas não, a apresentação foi um misto de tapa na cara com elucidação de informações deveras úteis, apesar da lei da acessibilidade como eles citam, muitas empresas e profissionais só pensam na acessibilidade como uma culpa ou punição por não ter feito antes, mas não pensam na inclusão no começo do processo de conceitualização de qualquer projeto ou produto.

Por tanto pensar que 30% da população possui alguma deficiência, seja ela motora, cognitiva, visual e auditiva é impressionante; mesmo com dados de referência mais antigos 2005 foi possível compreender que se a acessibilidade faz parte do modelo básico de crescimento e criação de um produto ou serviço por todos os envolvidos você tem um ganho, um retorno maior do que o esperado.

Conforme eles foram apresentando dados de exemplo da Tesco que acabou migrando o site acessível para todos devido ao melhor retorno que foi obtido; aí fui lembrando do Deivid Marques da Locaweb, que apresentou pouco tempo atrás resultados sobre uma pesquisa sobre o e-commerce no Brasil que está longe da acessibilidade e também lembrei da Talita Pagani sobre acessibilidade voltada também aos Autistas com suas diferenças cognitivas e motoras também.

Para quem quiser saber mais sobre o assunto não pode deixar de conferir o site acessibilida.de.

Mensagem que ficou:

Inclua acessibilidade já, amanhã pode sair caro!

Segue abaixo os slides da apresentação:

https://www.slideshare.net/MarinaDomingues7/acessibilidade-por-que-deixarmos-de-ser-amadores-para-um-pblico-que-espera-mais-de-ns

UX e o Inconsciente

Já começou bombástico num resumo talvez dos seus últimos 2 posts no Coletivo UX sobre Psicanálise e Design, a exploração de mente como forma de compreensão das ações que o usuário toma foram sensacionais.

Todos temos padrões que replicamos, compreender isso, saber dos padrões que sempre existiram, falar do Instinto Primitivo quando muitas vezes fazemos reações que beiram o irracional hoje, a proposta do Odair mais uma vez é reforçar a tarefa da empatia, do ouvir com atenção e não o escutar com suposição.

Também foi comentado sobre os ciclos que vivemos, o Karma Design que o Robson Santos apresentou em outro evento, a nossa eterna persguição pelo aprendizado contínuo, como os Arquétipos influenciam o mercado e muitas empresas sempre as utilizaram.

Ele nos força a pensar num produto ou projeto como algo que está em constante crescimento dentro do espaço tempo de vida em contínuo ambiente de recepção de feedbacks, também comenta sobre UX Design como ferrramenta ser neutra, porém o propósito do designer ou mesmo do produto fica a cargo de cada um, se como profissional a postura de um produto ofende moral ou eticamente, basta recusar o trabalho com tal produto, parar um pouco com esse mimi de falar do Design ser usado pro lado do mal e continuar a fazer parte de um mercado que se é contra.

A mensagem que ficou:

Ouvir é importantíssimo, compreender e conhecer a mente também!

Segue abaixo slides da apresentação:

https://pt.slideshare.net/mobile/odairfaleco/ux-e-o-inconsciente-odair-falco

Research como estratégia para desenvolvimento de produtos

A última e mais aguardada apresentação Diana Fournier apresenta como funciona a pesquisa e a importancia dela dentro do Grupo Zap Viva Real, o impacto que tem trazido.

Apresentou algo importante que é diferenciar desenvolvimento de Projeto e de Produto, da importância de diferenciar, pois a estratégia é algo que acontece com mais facilidade em Produtos uma vez que você pode pensar em pesquisas e todos os ciclos necessários seja para atender os stackholders e o cliente na ponta final.

Ressaltou a importância de coletar dados de forma coerente e buscar compreender todas as pontas que estão em contato com seu cliente final, desta forma a Diana conseguiu mostrar como está sendo feito na GZVR de forma a criar 2 itens muito importantes segundo ela como UX Researcher:

  • Mapa de Jornada do público alvo com seu produto/serviço; e
  • Personas, baseadas em seus dados coletados sejam de analytics ou mesmo de entrevistas anteriores com usuários para avaliar melhor cada nova funcionalidade e como ela irá impactar no projeto.

Também mostrou a importância de identificar e se guiar pelas Pain Points, que permitem assim nortear a urgência de cada demanda e como e se ela vai afetar a vida de alguém seja na ponta final ou de atendimento ao cliente seja comercial, site ou telefone.

Através de OKR tem sido possível metrificar o investimento de cada parte da equipe por funcionalidade desenvolvida, sem contar que a cultura de OKRs, Pain Points, Jornada do Usuário, Benchmarks de concorrentes tem levado à um ganho de performance contínuo.

A importancia de ter uma equipe estruturada, com diretrizes bem definidas, ainda mais agora após a fusão da Zap com a Viva Real.

A mensagem que ficou:

Faça as perguntas certas!

Segue abaixo os slides da apresentação:

https://pt.slideshare.net/DianaFournier/research-como-estratgia-para-desenvolvimento-de-produtos/DianaFournier/research-como-estratgia-para-desenvolvimento-de-produtos

Este evento acabou

No fim do evento uma distribuição de mimos, cartões pré-pago da Acesso com a nova tecnologia Contact Less onde basta encostar o cartão para pagar sua conta em diversos establecimentos.

Ainda teve espaço para trocar ideia com os palestrantes e outros profissionais.

Segundo Heber da Acesso na nova sede perto da estação Oscar Freire da linha 4 do metro, terão 4 outros eventos em breve.

Espero ansiosamente por mais eventos do UX Sessions que vai ser muito legal.


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