O que ninguém te fala sobre essa obsessão por luta

Acompanho pouco a UFC. Só vejo o que vaza na mídia esportiva. Acho um esporte rude demais para meu estômago acostumado com séries cômicas do Netflix. Talvez seja porque minha mãe sempre orientava: Se ver uma briga, não fique para assistir.
No entanto, acabo de ler num portal que acontecerá uma luta milionária entre Floyd Mayweather e Conor McGregor — que me perdoe o Silva de Anderson, mas esses sim parecem sobrenomes de lutador — mas, aqui está a razão desta crônica: O sujeito parece ter ganho na carreira 2,7 milhões de dólares por minuto em ringue, e, vai atingir, se ganhar, 1 bilhão acumulados na carreira.
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Como disse, não acompanho muito esse esporte de gorilas, mas me fez lembrar que eu nunca dei um soco sequer em alguém. Nem por cinquenta centavos. Nem depois de xingarem a minha mãe. Não que não quisesse.
Recordo-me inicialmente de dois socos na minha vida. Ao lembrar dessas histórias, notei sem querer que as duas histórias têm meu irmão envolvido. Mas vou contar apenas um. Ambos foram dados de maneira gratuita e, obviamente, eu era a vítima.
Acho que era oitava série. Eu e uns colegas resolvemos gastar um caderno de vinte matérias inteiro para fazer a maior bola de papel que conseguíssemos.(Moleque é realmente de uma mentalidade a ser estudada).
Veja só o que é o garoto: Fomos a livraria, fizemos uma vaquinha e compramos o tal do caderno e algumas fitas adesivas. Passamos a tarde toda amassando papel e juntando numa grande esfera.
Em dado momento, o que era para ser uma bola de tênis tornou-se uma de boliche e depois ficou do tamanho e formato de um pequeno porquinho de sítio. Se soubéssemos da existência do Guinness Book naquela época tínhamos acionado o pessoal. Era assustadoramente gigante.
Pois bem, no outro dia, colocamos na mochila e fomos ao colégio. Mas e o soco? Bem, aí que entra a história. Eu sentei mais a frente para espalhar melhor as suspeitas. Meu irmão, junto com os residentes honoris causa e fixos do famoso fundão decidiram arremessar aquela aberração que chamamos de “nosso porco” em direção da Raquel.
Raquel era uma menina nada simpática. Antes do Sergio Moro popularizar o termo delação, a Raquel já era a cagueta oficial da turma, portanto, na legitimidade e legalidade da justiça de garotos, era alvo fundamental do torpedo de papel.
Fizeram até contagem regressiva. Foi teleguiado. Acertou em cheio o rosto da denunciadora sem que ela soubesse o endereço de origem. Eu estava bem ao lado dela. Rindo, obviamente.
Ela simplesmente levantou com o rosto cheio de vergões e me deu um assertivo soco-tapa bem no meio da fuça. Foi meu primeiro soco recebido. Não ganhei um só puto por aquilo.
Vejam só minha história com um soco é o dia em que apanhei de uma mulher. E nem Maria da Penha existia. Talvez eu deva ligar para Raquel e pedir uma revanche. Dessa vez, valendo algum dinheiro alto.
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