CRÔNICA — Quase 30 no RG.

Completo 27 anos. Pô, vovó estava certa quando disse que depois dos 18, a vida anda depressa demais que nem conseguimos acompanhar.

Lembro exatamente do dia desta imagem. Nossas festas de aniversários eram completamente diferentes das de hoje. Não tinha buffet. Quem quisesse fazer uma festa temática tinha que aprender a enrolar brigadeiro na mão, fazer decoração de isopor e desenhar os desenhos da TV numa cartolina.

Não existia uma indústria da festa infantil. O glamour era ter a família reunida e pronto. Não ganhávamos presentes caríssimos, mas éramos completamente gratos pelo que nossos pais podiam nos dar.

Nenhuma passagem para o Hope Hari era mais legal que o copinho de gelatina enfiado na boca, o bolo decorado cheio de glacê, os salgadinhos fritos e a criançada em volta da mesa.

A gente usava a melhor roupa, e às vezes, uma fantasia bem brega, chorava na hora do parabéns, detestava o momento do “com quem será” e fazia de tudo para apagar a vela primeiro que o primo infeliz.

Não me considero abençoado pelo sucesso que conquisto a cada dia, mas porque sei que boa parte dele é porque sempre soube da onde vim, sempre valorizei pessoas que me transformaram na pessoa que sou, sempre acreditei que a simplicidade era o elemento chave para nunca perder de vista o propósito da vida.

A gente não ligava para coisas fúteis, a gente só queria ganhar um beijo, um abraço e torcer para que dentro do pacote tivesse brinquedo e nunca roupa. A gente era tão feliz sendo simples.

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