O prazer de burilar textos e pautas
PRINCIPAIS APRENDIZADOS: edição de textos e orientação de repórteres, cobertura de eventos de toda ordem, capacidade de adaptação
Costumo dizer em entrevistas que a experiência de trabalho na Livraria Cultura foi — disparado — das mais incríveis. E havia todo um contexto que torna paupável essa impressão.
O trabalho na Cultura me levava para o posto de editor-adjunto da Revista da casa, trabalhando ao lado do inigualável Sergio Miguez, o profissional que me ensinou sutilezas do Jornalismo e da Cultura como nenhum outro. Além desse cargo ao mesmo tempo administrativo e criativo da revista, eu também escrevia diversas matérias para a Revista, era responsável pelo blog da Cultura (no qual falávamos sobre Cultura, Entretenimento e artes em geral) e por parte das coberturas dos muitos eventos que as diversas lojas da rede abrigavam.
Mas que contexto era esse que tornou a Cultura um espaço tão caro para o meu eu-profissional? Bom, como editor da Revista da Cultura, tinha oportunidade de trabalhar junto com os jornalistas na construção de seus textos (trabalho que eu já gostava na época da faculdade, quando fui monitor da disciplina de redação de jornalismo impresso por 2 anos) e na concepção da revista e suas pautas. Até uma matéria de capa eu escrevi, numa das minhas maiores provações enquanto jornalista: foram 22 mil toques até hoje nunca ultrapassados.

Já como redator do Blog da Cultura, fui a diversas session premieres de filmes e seriados, comentando sobre todos eles, além de cobrir e entrevistar grande parte dos artistas que figuravam nos eventos da filiais. Isso me deu oportunidade de entrevistar Mallu Magalhães, Thiago Petit, Lou Reed, Lourenço Mutarelli e outros variados nomes das artes em geral.