S02E03 — Daronn

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Poucos tem a coragem de encarar a morte de frente. Com Aztaban não foi diferente e logo que perdeu sua espada, começou a correr. Covardia só gera mais covardia, dizia meu avô sempre que podia. O sacerdote suspeito me olhou de relance, buscando ordens. Eu não sabia o que dizer. Dois contra um, três contra um… E agora esse um começara a correr como meu gato ao roubar comida. Qual era o nome dele mesmo? O público não me permitia pensar, clamando pela morte do Eunuco de Pentos.

Eu precisava satisfazer a plateia, afinal, negara o pedido de duelo de Aztaban. Da última vez em que decepcionei o público, tive problemas sérios com pedras e pedaços de pau arremessados. “Peguem-no logo! Matem-no!” gritei de forma clara minha ordem. Jared, Mortimer e Edwyn começaram a perseguição; Sepulcro veio até mim mancando e alertou: “Ele está indo na direção da espada, sor!”Fazia sentido, os olhos de Sepulcro estavam acostumados a enxergar o que os outros não vêem.

Edwyn quase o acertou, mas apesar de ferido, Aztaban era rápido. Eu também estou ferido, mas não sinto dor. Meu sangue está quente. Jared também falhou e Mortimer sequer alcançou o inimigo. Então, ao seguir o Eunuco com a vista, percebi minha melhor alternativa: O balde cravejado lanças no canto da arena. Ele chegará até sua espada, mas não se antes eu encravar uma lança em suas costas. O Eunuco também tinha apoio da torcida e a cada esquiva, muitos festejavam. “Sepulcro, venha comigo!” Meu amigo não poderia perseguir o inimigo, perdeu o pé por minha culpa, agora não é mais ninguém quando sua aljava se esgota. O filho de Balaquo cruzou por nós com ímpeto, babando bastante, mas agora, ele já era capaz de formular frases. “Ninguém deixa Mortimer pra trás!”

Pisei na areia banhada de sangue dos tigres e tive que desviar dos mortos. Quando finalmente cheguei até o balde de lanças, Aztaban estava a poucos metros de sua espada e acabara de esquivar de Edwyn que se pora no caminho -meu ‘suposto’ tio bastardo e sua lâmina bizarra. Joguei minha espada no chão. Eu tinha pouco tempo para agir e muita lança à disposição. Todos os tipos, ponta fina, ponta grossa, ponta dupla… A maioria dos cabos era de madeira, mas havia alguns com placas. Tanta opção que me deixou confuso, peguei a primeira que considerei leve e corri na direção do inimigo. “Você consegue, sor!!!” Sebastian gritou na torcida, muitos gritaram com ele. “SAIA DA FRENTE MORTIMER!”Gritei antes que o filho de Balaquo impedisse minha visão. Ganhei impulso e a ponta da lança cintilou mortalmente. Aztaban estava em minha mira, pegando sua espada no balde do canto oposto, praticamente cercado por Edwyn e pelo Sacerdote.

Falhei feio, errei rude. Talvez a arma fosse leve demais, ou minha fúria intensa demais ou fora meu punho ferido que vacilara no momento exato… No fim, a lança fora nas arcadas, acertando bem onde Balaquo deveria estar sentado, na sombra de sua tenda. O que isso quer dizer? Quando voltei os olhos para a batalha, Jared e Edwyn davam combate feroz à Aztaban, que com sua espada, defendia como podia, mas estava perdendo terreno e sangue, pois defender os ataques do mangual do sacerdote com a espada, não era nada fácil. Subitamente, Edwyn golpeou de cima para baixo, na direção da cabeça de Aztaban. Teria matado o inimigo naquele instante, a torcida suspirou… Mortimer saltou por cima do inimigo, quase sofrendo o golpe de Edwyn, mas não só desviara, como degolara Aztaban com seu punhal na queda. Levantou-se com a pequena lâmina completamente rubra de sangue, sorrindo e soltando-se do corpo moribundo do Eunuco de Pentos.

A torcida festejava, mas estava inquieta e queria algo mais. O espetáculo não parecia ter chegado ao fim — Onde estão as moedas? Foi quando ouvi um rugido… Um rouco profundo de felino… Meus olhos pairaram sobre todos os animais mortos, mas não havia movimento, apenas algumas as moscas já se apresentavam. Outro rugido e eu identifiquei a direção: Vinha do fosso embaixo da torre de maneira. Haviam mais tigres lá. Basta! Chega de sangue! Eu queria gritar. Avistei o famoso Alto-Mestre Ontharys embaixo de seu estandarte tão similar ao meu. Um tigre prateado no fundo preto, famoso entre os “Tigres Mercantes de Tyrosh”.

Não gritei. Ao invés disso, peguei a espada, fui até o corpo do tigre atroz e o decapitei com dois golpes brutos, concentrando minha força para não vacilar. As feridas realmente começavam a doer e o escudo parecia pesado. Mesmo assim, levantei a cabeça do animal e o mirei em direção a platéia. Todos gritavam em meu clamor, aquele codinome errôneo “Soronko Gaya” — Não há garoto algum aqui.As moedas esvoaçaram, como uma chuva de brilhantes em meio ao por do Sol. Alto-Mestre Ontharys levantou e se retirou com o olhar que eu esperava. Os portões abriram-se atrás de nós. Estamos livres! Eu queria acreditar.

Edwyn foi o primeiro a sair. Rastejando sua perna ferida de modo disfarçado para manter sua moral. Sua arma é mais poderosa que seu ímpeto, “tio”. Guardei essas palavras para um momento posterior. Jared e Sepulcro me aguardaram sair do centro da arena. Mortimer fora o único que deleitou-se de verdade com a resposta vibrante das arcadas. Empolgado, colheu até algumas moedas para a vergonha do pai. Mas Balaquo não estava na torcida. Onde será que ele foi? O Mestre sempre assistia as batalhas até o fim.

Essa questão foi resolvida assim que descemos para o fosso da arena. Balaquo Kahrram estava cercado de seus mercenários. Benny Onze Unhas, Mazhero Malays, Bill Terror e até o Chicote-de-Sangue estavam ao seu redor. Fora os seus incontáveis Imaculados e Perzo, seu primogênito. Este último, nunca foi com minha cara. Seus olhos clamam por minha morte desde minha primeira e única recusa. A canção dos Mortos voltou a soar nas areias.

Empolgado, Mortimer correu a frente, mas antes que pudesse abraçar o pai, os Imaculados o impediram. Mortimer é um bom aliado, o filho certo de Balaquo. Apesar de ter atacado Jared, mas com um pai desse, ninguém é completamente são. O sacerdote, Edwyn e meu amigo estavam atrás de mim. Seguimos até uma câmara reservada. Todos bem cautelosos, não só pelo ferimento, mas pela quantidade de homens-armados que nos cercava. Eu não estava perplexo, Balaquo sempre usa de seu poder para oprimir. Todavia, para minha surpresa, ele discursou:

Hoje vocês me deram mais que uma vitória essencial. Vocês me garantiram uma fortuna! Posso ter um segundo palácio!” Eu nunca tinha visto Balaquo se expressar desta maneira na frente de seus mercenários. Mas tive que aproveitar para ressaltar: “Fico feliz que conseguiu o que queria, Mestre. Vamos ao povo?” Esta era sempre a última tarefa de um gladiador antes de cuidar de seus ferimentos: Apresentar-se com seu Mestre para o público, colhendo poucas homenagens em comparado com seu ‘dono’.

Hoje não, Daronn.” Ele disse. “Você é um escravo do sacerdote agora. O Deus dele realmente garantiu essa vitória. E você é minha oferenda. Você e minha promessa cumprida.” Não dava para acreditar, eu desejava ouvir aquilo a mais de quarenta luas. Só estes dois homens foram capazes de me libertar? Jared disse: “O Senhor da Luz não esquecerá de sua honra.”

“Ele já lembrou-se. Meus mercenários desfrutarão de um palácio só pra eles!” Os homens gritaram em coro — Então é isso, ele quer nos comprar, agora vê meu valor? “Aliás, devo mais à vocês: Eu comprei sua boa armadura daquele capitão ignóbil. Ficaria feliz se aceitasse este último presente como prova de boa fé, Daronn. Mesmo que não precise utilizá-la, pode vendê-la.” Eu nunca imaginei que “Boa fé” estivesse no vocabulário daquele homem insano. Mas ter minha armadura de volta valia tanto quanto minha liberdade, e talvez, graças a isso, minha sede de vingança por Balaquo fosse apagada. “Fico grato, aceito o presente.”

“Excelente. Trouxe meu curandeiro para lavar suas feridas. Meu filho o escoltará até meu Palácio assim que vocês puderem acompanhá-lo.” Wald Carniça, o “medicastro” de Balaquo apresentou-se e já começara a socorrer Edwyn e sua perna mordida. Mestre Kahrram retirou-se do fosso, seguido por seus mercenários, Mortimer e metade de seus Imaculados. Apenas Perzo e Benny Onze Unhas ficaram, guarnecidos por uma dúzia de Imaculados.

Nós nos desarmamos, fomos diagnosticados pelo Carniça — O homem que arrancara o pé de Sepulcro e por isso, Sebastian preferiu enfaixar o corte no ombro sozinho, mas eu o ajudei. Muita atenção também foi dada ao ferimento de Jared, que expurgava em seu abdômen. E quando minha vez chegou, eu já tinha curado minhas mazelas. Meus homens sempre em primeiro lugar. Enfaixei o pulso torcido depois de estalá-lo, assim como o arranhão. Para o braço, coloquei um pano molhado depois de aplicar um pouco do vinho que encontrei.

Momentos depois, estávamos preparados novamente. Tomei a frente: “Enfim, prontos para partir.” Perzo havia esperado este momento com toda a paciência, mas fora só eu dizer tais palavras que sua cara se fechou.”Yzdrad dhan… Yzdrad dhan…” Ele disse como se eu pudesse entender, mas claramente pedindo calma. Citou uma série de ordens para os Imaculados que saíram da câmara para voltar com os velhos grilhões que eu usava quando era escravo. E já fazia pelo menos duas horas que eu não era um, Perzo deve ter se esquecido disso. “Somos livres, não pode nos prender. Não é o que seu pai acordou conosco. Você deve nos escoltar! O que está fazendo?” Conforme eu falava, os Imaculados nos cercavam. “Fale minha língua!” Jared, Edwyn e Sepulcro aproximaram-se as minhas costas. “PERZO! Onde está sua honra?!” Ele entendia algo do Idioma Comum, eu sabia disso. Eu que não entendia nenhuma palavra que saía da boca dele, mas o filho de Balaquo insistia em dizer:”Begdesh! Oxtravorn inodomash ak’narm! … “

“Ele diz para nos desarmarmos, Daronn.” O sacerdote por fim ajudou. Joguei a espada no chão, mas permaneci com o escudo nas costas, afinal, estava cercado de lanças. “Não queremos mais sangue!” Reforcei, quando vi que não surtiu tanto efeito, ordenei: “Traduza isso para ele, Sacerdote!” Jared me olhou atordoado e respondeu-me: “Mas eu não falo ghyscari…” O bastardo do meu tio sussurrou-me entredentes: “Cuidado Daronn, lembre-se você é um escravo do Sacerdote, deve respeitá-lo.” Minha vontade era mandá-lo aos Sete Infernos, mas eu entendi a sabedoria dele por trás daquelas palavras. Afinal de contas, o mercenário Benny Onze Unhas estava presente e falava o idioma comum. O sacerdote também deve ter entendido, pois finalmente tomou a frente e começara a conversar com Perzo numa mistura de valyriano, ghyscari e algum outro dialeto.

A diálogo seguia com dificuldade, mas pelo menos os Imaculados haviam cessado a aproximação. “Edwyn, você entende algo?” Sussurrei. “Um pouco, parece que devo ir na gaiola se quiser ficar armado.” Realmente o filho de Balaquo gesticulava na direção de meu “tio”. “Eu pedi para ele traduzir, não conversar sem que eu entenda.” murmurei para Edwyn que me respondeu no mesmo tom: “Ele é meio malucão, tinha que ver durante a viagem…” só que esboçando um sorriso de lado — A vontade era de rir pelo termo usado para zombar do grandalhão de capa vermelha, mas… Eu não vou sorrir, perdi um irmão. “Como você aguentou?” Perguntei curioso. “Nem eu mesmo sei…” Jared virou neste exato momento para nós e disse: “Eu não preciso me desarmar. Edwyn deve ir na gaiola para permanecer com sua lâmina nas costas, o que é bom para você, pois caminharemos e sua perna…” Os feridos normalmente iam na jaula por escolha mesmo, lembrei das batalhas anteriores, certa vez, eu voltei moribundo na gaiola. “Daronn e Sepulcro, devem desarmar-se.” Falou por fim.

Sepulcro entregou sua lâmina com baínha e tudo, até mesmo sua adaga quando Benny Onze Unhas requisitou. Mas Perzo queria mais. Seus Imaculados me barraram e ele gritou: “Monoak!” Então Jared traduziu: “O escudo também, Daronn.” A proteção fazia tão parte de mim que eu havia me esquecido. Eu sabia que podia usá-lo como arma mortal, mas disse: “Escudo não é arma, estou ferido. Vou com ele.” Mais um diálogo constrangedor num idioma desconhecido, mas o Sacerdote estava com moral. Será que são realmente um resgate capaz?Indaguei-me incerto. Não confio em nenhum dos dois. Jared me acertou em batalha, meu braço ainda queima por seu golpe traiçoeiro. Eu só o protegia, o papel da retaguarda. É um tolo ou um traidor, ainda não sei. Todavia, seu conhecimento fora de bom uso, eu não pude reclamar… Pois saímos da Arena de Jothiel caminhando livremente, no comboio de Perzo. Eu com meu escudo e Jared com o dele. E o mangual. Uma arte que pretendo dominar.

Quando saímos da Arena, Astapor começava os preparos para dormir. Notei que alguém havia colhido o clamor de nossos admiradores. Morpheus não estava lá para me dar azeite, nem Cerenno e seus filhos para beijar minha espada. Mortimer deve ter sido homenageado. Justo, ele merece. Um retardado que mostrara-se capaz, é assim que eu o vejo. Bom que Balaquo estava se mostrando mais humano. O caminho era longo… Passamos por centenas de viralatas, pedreiros, escravos, mulheres e crianças com seus preciosos baldes de água. Os guardas também estavam por toda parte para garantir o exercício dos escravos e chicotes estalavam e ecoavam pelas apertadas avenidas de carroça. Conforme o Sol se punha, homens armados apareciam, bêbados em grupo, mais guardas, mercenários, marinheiros e corsários.

A carroça trotava em ritmo lento para que todos pudêssemos marchar acompanhando. As avenidas de Astapor fediam a esterco como qualquer rua de carroças em Westeros. Mas aqui não se vê mendigos, e sim, escravos. Notei que havia dez para cada guarda, mas também notei a escravidão que pesava por seus ombros. Eu fui um de vocês. Mas agora sou livre. Eu desejava em meu âmago, libertar a todos. Entretanto, sabia que o melhor era voltar para minha terra, onde poderia combater tais criminosos e garantir a verdadeira justiça.

Não conseguia pensar em Westeros, sem pensar em Edric. Meu irmão… Devaguei em momentos de nossas vidas enquanto caminhava junto ao pelotão de Imaculados. Devo muito a Edric, gostaria de ter me despedido… O Anel Belvedere pesou em minha trança. Uma trança para cada homem morto. Voltarei e te vingarei, Edric, meu irmão verdadeiro. O suor salgava minha boca, ou era uma lágrima solitária? Preciso voltar pra casa. Meu corpo todo doía. Mas necessito de um descanso antes. Várias tavernas pareciam tentadoras, mas eu não trocaria minha armadura por um colchão de palha. Na varanda de uma venda, duas mulheres saíam aos tapas e arranhões, brigando por causa do coitado que tentava separá-las. O povo se aglomerava em volta provocando um congestionamento de carruagens.

Enquanto passávamos por tal cena, divaguei novamente. Eram belas mulheres… Quase tão belas quanto Anne e Alice. Creio que as duas também poderiam brigar desta forma pelo herdeiro de Monte Tigre. Uma loira e uma morena. Tão diferentes e ao mesmo tempo, tão parecidas pra mim. Meros fantasmas em meu passado, quando eu ainda empunhava Dente-de-Sabre e tinha dois escudeiros. Mas meu amor permanecia intacto e agora com uma boa dose de esperança, ansiava demais por vê-las novamente. Alice, espere-me, juntaremos nossas Casas novamente. É nosso pacto de dever e amor.

Passamos pela Praça do Orgulho, e pensando nas minhas mulheres reparei que no centro da praça havia uma fonte de tijolo vermelho com a harpia monstruosa de Astapor feita de bronze martelado. Com seis metros de altura, tem rosto de mulher, cabelos dourados, olhos e dentes pontiagudos de marfim. A água jorra amarela de seu seios, mas no lugar de braços ela abre asas de morcego, segura uma corrente de algemas abertas nas extremidades com garras de águia no lugar de pernas, e tem uma cauda enrolada de escorpião. É a harpia da Velha Ghys, mas ao invés de um raio segura algemas, o símbolo do Velho Império.

Assim que passamos da praça onde humanos eram vendidos como objetos, o Sol se pôs, restando apenas sombras e a luz de postes à óleo. Eu posso fugir, mas não preciso. Sou livre. Repetia a mim mesmo, pois não tinha motivo para não confiar em Balaquo. Ele pode ser insano, mas tem palavra. Estávamos perto de cruzar o Rio das Minhocas quando Perzo parou a carroça. Eu olhei mais a frente e avistei um homem parado no meio da Ponte dos Cascos. Foquei melhor e percebi que estava armadurado e discutia com os dois homens de Benny Onze Unhas que serviam a nós como batedores. Quando um deles veio até Perzo informar que o homem gostaria de tratar diretamente com ele, o filho de Balaquo ficou reticente e inseguro, negou a conferência. Ao receber a negativa do batedor, o homem que nos parara gritou: “VIM BUSCAR O BELVEDERE! ENTREGUE-O E PODERÁ SEGUIR SEU CAMINHO!” O Belvedere? Ele veio me buscar? Meu mundo inteiro congelou ao ouvir tais palavras.

Realmente a ponte estava completamente bloqueada por um carroça atrás daquele homem. Sua armadura reluzia ao brilho dos postes. Dei alguns passos a frente, deixando o comboio de Perzo para trás. Preciso ver quem é… Perzo decidia com Onze Unhas o que fazer… Mas ele não faz ideia de quem sou, não sabe o que significa Belvedere. Entrei numa varanda para não cruzar com os Imaculados, mas como estava escuro… Só concluí que era um cavaleiro, anônimo para mim, perguntei curioso: “E QUEM VEIO BUSCÁ-LO?” Um camelo blaterou no quintal que eu invadira, mas minha atenção estava toda naquele cavaleiro salvador, e a dele em mim, pude sentir sua avaliação mesmo ao longe. “Sou Sor Tygett Lannister, Senhor de Lannisporto, Cavaleiro do Machado de Ouro!” Então eu o visualizei como devia… Os cabelos loiros caindo por seu capacete. Os homens e a carroça vestiam o carmesim Lannister. Meu resgate! Meu verdadeiro resgate! Será que o Sacerdote e meu “tio” estão com eles? Por que não me contaram?

“Meu tio me falou muito sobre o Cavaleiro do Machado de Ouro, à quem serviu como escudeiro!” Gritei de volta, deixando claro quem era o Belvedere quem ele procurava. Os Imaculados vinham em minha direção, outros iam na direção da ponte com Perzo e Benny Onze Unhas. “NENHUM SANGUE SERÁ DERRAMADO!” Reforcei claramente para que ao menos Benny e Sor Tygett entendessem, mas ironicamente, nesse exato instante, Perzo fora atingido por um virote. Acertou seu rosto e ele caiu. Não veio da ponte, mas dos telhados atrás de nós — Covardes! Então, a batalha começou.

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