Por trás das telas

‘‘ Você está sentado na poltrona de um cinema, logo atrás de você surge aquela luz no fundo, e com olhar atento logo vê as projeções das imagens serem reproduzidas em um tela branca enorme na sua frente… logo você pensa como eles fazem para que essa luz seja reproduzida em várias imagens??’’

O cinema nos proporciona adaptações de diversas mídias — games, livros, teatro, e até mesmo música. Todas as adaptações são feitas para se encaixar na linguagem cinematográfica e contar a mesma história por meio de uma sequência de imagens em movimento. Com isso, a discussão de temas dramáticos e difíceis como solidão, morte, fome, homossexualidade, entre outros, ganhou um aliado um tanto apreciados pelos jovens: a sétima arte.

Quando assistimos um filme ficamos meramente entusiasmados com as diversidades de efeitos cinematográficos que acontece diante dos nossos olhos, sem fazer ideia de como eles realmente acontecem. A história que se passa é reproduzida de forma intensa e contínua, muito diferente do que acontece em seus bastidores.

Por trás das telas, a história é contada de outra maneira, por um outro olhar. Toda a equipe, desde a direção, produção, câmeras, figurino e produção artística se envolve com toda a narrativa e suas implicações antes mesmo do telespectador.

A maioria dos filmes começa com o que se chama de argumento, uma espécie de sinopse desenvolvida da história. Mais tarde, essa ideia inicial é preenchida detalhadamente com ações e diálogos, dando origem ao roteiro. No Brasil, em geral só uma pessoa faz o roteiro. Nos EUA, isso costuma ser feito por uma equipe.

Para organizar melhor a filmagem de cada cena, um artista, sob supervisão do diretor, desenha, a partir do roteiro, uma espécie de história em quadrinhos do filme, especificando como cada plano será filmado — é o chamado storyboard. Com o storyboard na mão, o diretor de fotografia monta o mapa de luz, indicando o posicionamento preciso de cada refletor e quais tipos de filtros e luzes serão usados para dar os efeitos necessários em cada cena.

A direção de arte é responsável por todo o cenário e produção artística para que cada cena ganhe vida. Os diretores passam todo roteiro para a produção artística e eles desenvolvem os cenários conforme a época, lugar e contexto da obra. Os aderecistas cuidam dos objetos de cada cena e o figurinista cuida da roupas e dos acessórios de cada ator.

Os protagonistas de cada filme são escolhidos a dedo. Afinal, quanto mais populares, mais público — e grana — atraem para os cinemas. Já a escolha do segundo escalão de atores em geral rola por meio de agências, que fazem várias “peneiradas” até achar as pessoas com o perfil ideal dos personagens.

Filme: As Cartas de Rivalino

Assistir um filme pela tela principal é muito emocionante, mas assistir toda produção nos bastidores é mais curioso ainda. O filme As Cartas de Rivalino é dirigido e produzido pelo diretor Mateus Dias, o qual está na fase final de suas gravações, e o lançamento está programado para o final de 2017.

Nos bastidores tudo acontece, o mais interessante é ver como toda a equipe se torna uma família durante os encontros nos sets de gravações. Todos passam a viver a mesma história, acompanhado cada detalhe.

O filme se trata de um curta-metragem sobre um senhor de idade que é acostumado com a vida pacata do campo, e que se recusa a viver novas experiências na cidade pela memória afetiva com a casa em que vive desde jovem. Rivalino perde sua mulher Rosinha quando a mesma estava dando a luz a seu filho caçula e, então, entrega seu filho recém-nascido para outra família cuidar.

A dor da saudade consome seus dias de velhice, até que reencontra seu filho mais velho junto com seu filho caçula que não viu crescer. O destino lhe dá a oportunidade do perdão, mas a emoção não perdoa e Rivalino é levado à morte um dia depois de conhecer seu filho pela primeira vez.

O filme será gravado na cidade de Pequi, interior de Minhas Gerais, e conta com elenco de atores iniciantes até atores mais experientes, como no caso da atriz global Zezita Matos, mãe do protagonista da novela Velho Chico.

A cidade de Pequi, juntamente com seu prefeito, estão ansiosos para ver a estreia do filme: a cidade é pequena e uma produção local atrai olhares de diversos públicos que podem motivar o interesse político, social e cultural para a cidade.

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