Quando a vida é cinema

Ilustradora: Rachel Llevit

Você já deve ter se cansado de ouvir que a vida não é cinema, não é?

Normalmente, ouvimos isso após uma dose de romantização de nossas anedotas de bar que contamos aos amigos depois de uma desilusão com a vida. Talvez nesse contexto o choque de realidade e reflexão seja importante.

Porém, há o momento em que, após assistirmos a um filme, assistimos aos créditos finais realmente abalados. Ficamos felizes quando a história foi boa, em êxtase quando foi incrível, irritados quando ruim, e pensativos quando nos toca direta, pessoal e intimamente.

O que diferencia o cinema de outras artes visuais — pintura, desenho, fotografia — é a montagem. É ela que amplia os limites dos efeitos desejados para o desenvolvimento de uma história; é ela que define um dos principais encantos da sétima a arte: as possibilidades. E o que é a montagem além da junção de inúmeras cenas distintas que, por algumas semelhanças, se conectam? O Sétimo Blog tem a intenção de fazer essa montagem de uma forma diferente. Colaremos o cinema à vida, às relações entre as pessoas, aos problemas políticos e sociais do mundo, às dificuldades de ser humano. Afinal, o cinema é feito por pessoas e para pessoas. Não pode ser tão distinto assim da nossa realidade.

O que nós propomos é pensar isso, afinal, também é dito popular (e discussão teórica acadêmica) que “a arte imita a vida”. É na interseção entre a vida e o cinema que O Sétimo Blog constrói sua estrada de tijolinhos amarelos. Queremos um espaço próprio para, após um filme, expandirmos a visão e a reflexão de seus temas, dos mais universalmente costumeiros aos mais particularmente excepcionais.

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