Christ in the Storm on the Sea of Galilee (1965) — LUDOLF Backhuysen

Redemoinho

Quando tudo foge do controle


No olho do furacão todo conhecimento se faz tão vão
Na percepção frustrada por sempre estar errada
Nota-se então que a si que é menos que nada

Por trás da pergunta sem resposta
Do caminho sem horizonte,
Do monte movido pela certeza que não vê

Ele se faz, como fenômeno inesperado
Necessário e que não se ausenta
E sabe a hora em que deve fazer o que é preciso

Com perguntas que valem mais do que respostas
A minha mão ponho à boca e faço silêncio
A quem me justifico, se não há justiça para tal
O bem que eu quero, o não quero o mal
Dualista, hora quente, hora frio

Ora, porque amar logo eu, que sou tão vil?

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