contando parágrafos…

Um dia, todas as crianças vão ser vistas como diferentes, como tendo, todas, necessidades especiais.

Seja de atenção, de movimento, de contenção, de autodomínio, de raciocínio matemático, de desenvolvimento da linguagem, de flexibilidade, de cooperação, de comunicação, de motricidade fina, de motricidade grossa, de coragem, de calma, de auto-confiança, de expressão artística.

Todas as suas deficiências vão ser acolhidas e desenvolvidas: o ouvido duro, a falta de coordenação motora, o medo, a falta de empatia, o jeito para o desenho ou a troca de letras ao escrever.

Um dia, a todas as crianças se vão reconhecer, em algum ponto, perturbações do espectro do autismo: concentração a mais, imaginação a menos, bichos carpinteiros ou falta de iniciativa, faladores sem limites ou silenciosos difíceis de entender, ditadores impossíveis ou seguidistas sem vontade própria.

Um dia, todas as crianças vão ter 20 no primeiro dia de aulas, todas as formas de aprender vão ser aceites, todos os currículos serão individuais e será respeitado o ritmo e os interesses de cada uma: contar até dez, saber as cores, explorar uma horta biológica, dar cambalhotas, ler com os dedos, construir um robot, inventar histórias, coordenar a marcha.

Um dia, as escolas vão ser fábricas de individualidade, onde se celebra o erro e se permite sonhar alto sem medo de falhar.

Um dia, todas as escolas e todos os professores vão ser mestres emocionais, sem medo da desordem, do mau comportamento, da expressão de sentimentos, da algazarra, do fraco desempenho, de inverter prioridades, sem agenda — só atentos às crianças e ao exemplo que são para elas, ao que elas são umas com as outras.

E assim se farão adultos. Portadores de Deficiências, claro, como todos nós, mas infinitamente melhores, porque excelentes no que nós apenas somos medíocres: na aceitação, na diferença, no Amor ♡

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